<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856</id><updated>2011-11-27T22:54:04.254-02:00</updated><title type='text'>Observatório Semiótico</title><subtitle type='html'>Um ponto de vista diferente sobre as idéias que forjam a sociedade...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-3543033302521876652</id><published>2007-07-04T01:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T18:11:30.870-03:00</updated><title type='text'>Uma Verdade Inconveniente: 3 Perspectivas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reflexão à cerca do impacto ambiental na Terra nos remete a diversas questões morais. A cultura contemporânea, desde a primeira Revolução Industrial, tem sido sistematicamente massificada a apreciar os benefícios dos novos tempos como inevitáveis e livres de ônus. Segundo Marx Twain "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que nos traz problemas não é o que não sabemos, mas o que sabemos com certeza que não é&lt;/span&gt;". A evolução tecnológica e científica caminham juntas e, da mesma forma, o conhecimento à respeito das conseqüências do desenvolvimento tecnológico-científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Questão Ambiental&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Gore, no documentário Uma Verdade Inconveniente, toca em diversos pontos à respeito da crise ambiental com a qual, cada vez mais, convivemos. Em 1958 um cientista norte-americano, professor de Al Gore, começou a medir a quantidade de monóxido de carbono (CO) na atmosfera. Os resultados mostram grandes mudanças causadas pelo modo de vida a que nossa civilização tem sido estimulada a praticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise de algumas conseqüências dos novos tempos merece especial atenção de toda a humanidade, caso desejemos deixar um mundo habitável para as futuras gerações. A primeira conseqüência pode ser observada na atmosfera. Quanto mais espessa, mais radiação solar ela reflete para o espaço. Acontece que ela tem se tornado cada vez mais fina, permitindo que mais radiação entre na Terra. Assim, o refletor passa a ser não mais a atmosfera, mas sim a própria terra e água, que por sua vez aumentam de temperatura. O calor conseqüente desta maior exposição à radiação solar, entretanto, fica preso dentro da atmosfera que, finalmente, aumenta a temperatura global do sistema terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em relação à reflexão dos raios solares, sabe-se que o gelo reflete 90% dos raios solares e que a água, ao contrário, absorve 90%. A diminuição na quantidade de gelo aumenta a quantidade de água que, finalmente, colabora fortemente com o mecanismo de aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que 40% da humanidade consome água de rios e, também, que grande parte dos rios são alimentados por geleiras. O aumento da temperatura faz com que o gelo seque mais rapidamente e, em decorrência disso, há menos água para alimentar os rios. Isso significa que grande parte da humanidade, num futuro próximo, sofrerá com a escassez de água potável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aquecimento global provoca algumas conseqüências paradoxais. Uma delas está ligada à realocação das precipitações. Enquanto algumas regiões são assoladas por tempestades com maior índice pluviométrico, outras sofrem com seu fenômeno oposto, a seca. Outro efeito é a realocação das estações do ano. A primavera vem cada vez mais tarde e o outono, cada vez mais cedo. Este efeito faz com que a temperatura fique mais tempo alta, desconfigurando diversos biosistemas que demoraram milhões de anos para se formarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da temperatura da água oceânica aumenta a velocidade dos furacões que, mais violentos, causam a perda de vidas, inclusive humanas. Além disso gastam-se recursos financeiros com a reconstrução de cidades inteiras, que poderiam estar sendo utilizados para outros fins. O alagamento de Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005, além do aparecimento do 1º furacão no Brasil, são exemplos das conseqüências diretas deste aquecimento. Também em 2005, na Europa, 35.000 pessoas pagaram com a vida uma onda de calor que assolou o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido das correntes oceânicas influencia fortemente a distribuição da temperatura ao redor do mundo. A inversão destas correntes pode afetar milhares de nichos da natureza. O derretimento do gelo aumenta a quantidade de água no oceano e, em decorrência disto, diminui a quantidade de sal em determinadas regiões do oceano. Este desequilíbrio é capaz de inverter as correntes oceânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da quantidade de água no mar, conseqüência direta do derretimento das calotas polares, alagará em algum tempo milhares de ilhas e cidades litorâneas. O efeito disto será a diáspora de uma população de centenas de milhões de refugiados para o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Questão Política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Al Gore, a questão ambiental não é um tema meramente político, mas uma questão moral. O sistema democrático atual não dá conta de discutir-se como devemos passar nossas vidas na Terra, e nem nos leva a reagir contra a possibilidade de perdermos aquilo que nos é mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas principais potências econômicas atuais, Estados Unidos e China, têm sua energia originada principalmente em usinas de carvão. Esta fonte de energia é degradante, poluente, mas altamente rentáveis. Este certamente não é uma bandeira democrática, mas é absolutamente compreensível numa sociedade dirigida por interesses econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma crescente colisão entre nossa civilização e a Terra. O crescimento populacional aumenta exponencialmente a demanda por comida, água e recursos naturais. Acontece que a Terra tem limites que vão além da Teoria Malthusiana, a qual diz que o crescimento da população ocorre em proporção geométrica e a produção de alimentos, em proporção aritmética. Mesmo que o modelo proposto por Thomas Malthus tenha se mostrado superado, não há nenhuma evidência de que seja possível aumentar-se geometricamente a produção de recursos naturais, como o ar e a água. Estes recursos, afinal, são naturais, e não podem ser artificialmente criados pelo ser humano, pelo menos até o presente momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo econômico atual certamente oferece muitos benefícios a uma parcela privilegiada da humanidade, mas todos os seres vivos do planeta colhem os cânceres produzidos por este sistema. A percepção humana não é capaz de perceber a intensidade, mas apenas variações de intensidade. Assim, nossa capacidade de perceber diferenças muito sutis é prejudicada, e as mudanças climáticas parecem ser casuais no curso da vida humana. A natureza humana leva tempo para fazer as conexões entre causas e efeitos, e o problema disso é que algum dia desejaremos ter ligado os pontos mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meios de Comunicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 928 artigos científicos produzidos nos últimos 10 anos, é unânime que o aquecimento global é causado pelos seres humanos. Mas os meios de comunicação criam uma controvérsia quanto a isso na cabeça do público. O objetivo deliberado desta estratégia é reposicionar o aquecimento global mais como uma teoria do que um fato. Esta artimanha serve a interesses econômicos, mas prejudiciais à humanidade e às demais espécies com quem coabitamos a Terra. De 636 artigos produzidos na imprensa comum nos últimos 14 anos, 53% deles duvidaram sobre a nossa responsabilidade em relação a esta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor do mundo cientistas são levados a mudarem suas conclusões científicas, ridicularizados e, inclusive, privados do trabalho, porque os fatos que descobrem são verdades inconvenientes àqueles que beneficiam-se diretamente do sistema econômico atual. O relatório científico fraudado pelo Instituto Americano de Petróleo, enviado à Casa Branca, é apenas um exemplo do quanto a questão moral pode ser deixada de lado em benefício de interesses de determinadas corporações beneficiadas por mecanismos fortemente responsáveis pelo aquecimento global. À respeito disso Al Gore cita Upton Saintclare: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é difícil fazer um homem entender algo, se seu salário depende do seu não entendimento&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preferência por interesses econômicos em detrimento do meio ambiente desconsidera questões óbvias, como o fato de que de nada adiantará o acúmulo de riqueza se não tivermos um planeta para usufruí-la. O que merece especial atenção é o fato de que se a humanidade fizer o que é certo, criaremos muita saúde e muito trabalho, porque o que é certo sempre impulsiona para frente. Este pressuposto óbvio faz com que a balança das escolhas que tem de um lado barras de ouro e, de outro, o planeta Terra, pese mais para nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário que as pessoas, comuns e poderosas, façam algo à esse respeito, mas as pessoas vão da negação ao desespero, sem ao menos passar pelo passo intermediário de fazer alguma coisa sobre o problema. Os cientistas Stephen Pacaia e Robert Socolos afirmam que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a humanidade já possui os fundamentos científicos, tecnológicos e o conhecimento industrial para resolver o problema do carbono e do clima&lt;/span&gt;" (Revista Science, 13/08/2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preservação do nosso planeta depende de um urgente reordenamento de prioridades políticas, econômicas e sociais. Nos tempos atuais o terrorismo é visto como a grande causa contra quem a humanidade deve lutar. Mas o mundo está cercado por outras ameaças, muito mais graves e destrutivas do que o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas sugestões que, se adotadas em larga escala, poderão reduzir as emissões de carbono abaixo das de 1970, como a utilização de materiais elétricos mais eficientes, carros mais eficientes por mais tempo, tecnologia renovável, captador e isolador de Carbono e, o principal: vontade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de que se cada ser humano adotar estes procedimentos, sugeridos por Al Gore, há salvação, desconsidera diversos fatores sistêmicos que são alavancados por interesses econômicos e políticos. Mas por outro lado, se o todo é sempre um pouco mais do que a soma das partes, é fundamental que a humanidade perceba o poder alavancador da política, e passe a ocupar este espaço com indivíduos engajados e conectados com os interesses da humanidade e solidários com as demais espécies vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ações individuais podem ser alavancadas, impulsionadas e multiplicadas por ações políticas. O custo econômico da destruição ambiental é praticamente nulo atualmente. Coragem e vontade política para mexer com poderosos interesses corporativos, depende da efetiva participação do povo, através de democracias plenas, ainda muito distantes das fôrmas de democracia que moldam a sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação, como instrumentos alavancadores de cultura e consciência, precisam também com urgência penetrar mais profundamente nas questões azedas e indigestas que dizem respeito a todos nós. Estamos cobrando uma dívida transgeracional, ou seja, uma dívida que será paga pelas futuras gerações. Haverá um momento em que nossos descendentes poderão perguntar a si mesmos: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que os nossos pais estavam pensando? Por que eles não acordaram quando tiveram a chance?&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma resposta que cabe a cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-3543033302521876652?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/3543033302521876652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=3543033302521876652&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/3543033302521876652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/3543033302521876652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/07/uma-verdade-inconveniente-3.html' title='Uma Verdade Inconveniente: 3 Perspectivas'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-4171835206616370788</id><published>2007-05-14T21:13:00.000-03:00</published><updated>2007-05-14T22:31:36.980-03:00</updated><title type='text'>Guerras Econômicas e Neoescravidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um tipo de guerra extremamente sofisticada que não usa armas e nem mesmo quaisquer técnicas convencionais. Parte-se do pressuposto de que nenhum país é auto-suficiente em tudo que consome. Assim, todos os países fazem, em alguma proporção, comércio com outros países. Se por algum motivo os produtos que o país-alvo importa tornarem-se escassos, e não houver outras alternativas comerciais e nem condições para produzir-se internamente, mesmo a um custo maior e em caráter emergencial, então se estabelece a primeira vitória da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;guerra econômica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país-alvo pouco a pouco passa a ter problemas de abastecimento, a população começa a revoltar-se com a "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;má administração&lt;/span&gt;" do governo central, a mídia local pode amplificar a demanda pelos produtos cujo abastecimento está comprometido e, finalmente, cria-se um ambiente de instabilidade interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo é o país-atacante, possivelmente alguma potência hegemônica, forçar ou persuadir o país-alvo a pedir ajuda, no que prontamente será atendido. Algumas condições são impostas, cria-se um alinhamento que antes não havia entre os 2 países envolvidos e, finalmente, o objetivo é atingido: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o país-alvo que antes não estava alinhado com os interesses da potência hegemônica busca socorro e, para isso, assume certos compromissos dos quais, possivelmente, jamais se livrará&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista do país-atacante, o preço para socorrer o novo país-súdito é permitir que as relações comerciais com os antigos parceiros sejam, em alguma instância, retomadas, além de viabilizar recursos financeiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste último aspecto que está o verdadeiro "pulo do gato". Além dos compromissos comerciais que eventualmente tenham sido assumidos, o país-atacante inunda sua vítima com dinheiro que sofre a incidência de juros. Como este país geralmente não está numa posição no cenário global de prosperidade econômica, dificilmente conseguirá alavancar sua economia a ponto de pagar os juros e o principal da dívida recém-adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, organismos internacionais, cujo controle costuma pertencer a países alinhados ou ao próprio país-atacante, como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Mundial"&gt;Banco Mundial&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%83%C2%A1rio_Internacional"&gt;Fundo Monetário Internacional&lt;/a&gt;, estipulam regras que vão desde políticas econômicas que o país-devedor deverá cumprir, até mudanças no sistema educacional do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, atinge-se o mais cínico de todos os objetivos: além de ter-se um país alinhado com os interesses da potência hegemônica, cria-se todo um ambiente no qual este país terá grandes dificuldades para conseguir emancipar-se econômica, cultural e politicamente. Some-se a tudo isso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracias de fachada&lt;/span&gt;&lt;span&gt; (como a do Brasil)&lt;/span&gt;, sistemas educacionais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sucateados&lt;/span&gt; e meios de comunicação servis e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alinhados&lt;/span&gt; aos mesmos interesses que controlam a potência hegemônica (geralmente o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado&lt;/span&gt;), e temos o triste diagnóstico de que a escravidão não foi abolida. Ela apenas adquiriu formas mais sofisticadas e de difícil percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, não é mais necessário escravizar-se pessoas como fazia-se no passado. Ao invés disso, escraviza-se os ambientes culturais, educacionais, políticos e econômicos nos quais milhões de pessoas ao redor do mundo vivem e, por tabela, consegue-se escravizar as pessoas que vivem nestes ambientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, nunca é demais lembrarmos das palavras de Mahatma Gandhi: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim como a árvore está na semente, os fins estão nos meios. Se cuidamos dos meios, o fim cuidará de si mesmo. Sempre temos controle sobre os meios, nunca sobre os fins&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral da história é que a submissão da maior parte da humanidade a condições desumanas de miséria, pobreza e necessidades, não é justificável por argumentos como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meritocracia"&gt;meritocracia&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Darwinismo_social"&gt;Darwinismo social&lt;/a&gt;. Não é verdade a afirmação de que "ninguém ganha algo com isso". Há uma parcela privilegiada da humanidade que se beneficia com o fluxo atual de transporte de riquezas, aquele que podemos chamar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dooh Nibor, ou Robin Hood às avessas.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deve ser levado em conta é que ao sairmos da selva e nos tornarmos civilizados (pelo menos em teoria), a relação social que pode garantir a sustentabilidade da nossa espécie e, ainda mais, do nosso planeta, é a de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cooperação&lt;/span&gt;. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;competição&lt;/span&gt; talvez fosse adequada quando a Terra era um ambiente hostil e inóspito. Com o desenvolvimento científico e tecnológico atual, este certamente não é mais o caso e, portanto, não há nada que justifique guerras econômicas onde seres humanos são submetidos, como escravos, a outros seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo"&gt;Capitalismo&lt;/a&gt; atual orienta-se pelas leis do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo"&gt;neoliberalismo&lt;/a&gt; e, com isso, ao invés de construirmos um ambiente cooperativo, criamos um sistema onde, literalmente, "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Hobbes"&gt;o homem é o lobo do homem&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-4171835206616370788?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/4171835206616370788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=4171835206616370788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/4171835206616370788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/4171835206616370788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/05/guerras-econmicas-e-neoescravido.html' title='Guerras Econômicas e Neoescravidão'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-5872916687400307355</id><published>2007-05-07T17:38:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T19:29:24.903-03:00</updated><title type='text'>O Lastro Virtual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que nossos ancestrais desenvolveram &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda"&gt;moedas&lt;/a&gt; para substituir o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escambo"&gt;escambo&lt;/a&gt;, o valor intrínseco ao metal com o qual a moeda era forjada coincidia com o valor que as pessoas davam às mesmas. Com o passar do tempo, os governos passaram a produzir suas moedas e cédulas com materiais menos nobres e, para que as pessoas aceitassem trocar mercadorias (e serviços) através delas, criou-se o conceito de "curso legal". Ou seja, as pessoas são obrigadas por lei a aceitar aquele dinheiro como tendo o valor que diz ter. Há ampla bibliografia disponível (na própria Internet) que pode explicar com maior clareza estes mecanismos, que apesar de não serem o assunto aqui tratado, podem facilitar a compreensão das idéias que seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a economia mundial globalizou-se, e somando-se a isto uma série de outros fatores que contribuiram para a hegemonia usamericana ao redor do mundo ocidental, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%83%C2%B3lar_americano"&gt;dólar&lt;/a&gt; passou a ocupar uma posição antes ocupada pelo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro"&gt;ouro&lt;/a&gt;. É aí que começa a nova onda econômica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lastro_%28transporte%29"&gt;Lastro&lt;/a&gt; é um termo que vem da engenharia e significa qualquer material usado para aumentar o peso e/ou manter a estabilidade de um objeto. No caso de balões, são usados sacos de areia, a fim de que não tornem-se completamente vulneráveis a qualquer suspiro dos ventos. Navios, por sua vez, recebem como lastro  desde pedras até a própria água, a fim de manterem sua estabilidade, balanço e integridade estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de lastro em economia mantem os princípios da engenharia, principalmente no que diz respeito a manter a economia do país estável, sólida. Um país que é capaz de trocar todas as cédulas e moedas que emita por ouro, possui sua economia altamente lastreada. Um outro que, ao contrário, não possua qualquer lastro, possivelmente tenha uma moeda pouco valorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada variável há determinadas conseqüências. É por isso que os países procuram manter um determinado nível de lastro em suas economias, para não pecarem nem por excesso, que seria uma alternativa muito custosa, nem por falta, que tornaria o país muito vulnerável às oscilações e maremotos da economia globalizada internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que depois da II Guerra Mundial, os Estados Unidos conseguiram fazer com que a maior parte dos países do mundo trocasse o material com o qual lastreavam suas economias. Passou-se assim a utilizar-se o lastro-dólar ao invés do milenar lastro-ouro. Entre muitas diferenças entre ouro e dólar, uma delas é que o ouro tem um valor intrínseco e que a humanidade considera como valor pela sua própria natureza de metal nobre. Não fosse pelo fato de ser raro, o ouro teria o mesmo valor que o ferro ou o latão, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor do dólar não é intrínseco, mas forçado, e é determinado por um conjunto de mecanismos econômicos criados por seres humanos, ou seja, artificiais. O próprio conceito de valor é uma criação humana e, portanto, artificial, mas a diferença é como funciona, neste caso, a "multiplicação dos pães".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos monopolizam a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alquimia"&gt;alquimia&lt;/a&gt; que transforma não ouro, mas dólar! E é justamente aí que está uma das principais vulnerabilidades do capitalismos atual. Todo o mundo está dependente de um conjunto de crenças e, principalmente, completamente susceptíveis ao bom funcionamento da "fábrica de lastro". Se a "fábrica" por algum motivo falir, todas as economias do mundo poderão entrar em ressonância e oscilar na mesma onda de insegurança econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe ao certo quanto os Estados Unidos imprimem de dólar, e nem mesmo se existe sufuciente "metalastro" (lastro do lastro). O mais provável é que o maior fabricante de lastro do mundo seja justamente a economia mais vulnerável ao mecanismo que ela própria inventou. Ou seja, se os Estados Unidos por algum motivo forem chamados a pagar os dólares que todos os outros países compraram como lastro, possivelmente não disponham dos recursos necessários! E não é à toa que toda a economia mundial aposta tanto na prosperidade norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo não é nenhuma novidade para os economistas ao redor de todo o mundo, mas continua-se apostando na manutenção deste sistema de lastro virtual. Por quê? Possivelmente porque hajam outras variáveis pelas quais os clientes da "fábrica de lastro virtual" são persuadidos a continuarem alimentando o sistema atual de crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crendiçe de que trata-se aqui seria perfeita se não fosse por um porém: para manter o atual ritmo de progresso econômico, os Estados Unidos e o principal consumidor de seu lastro virtual, a China, estão operando com as caldeiras a todo vapor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa que eles colocam dólares na boca da caldeira como combustível: não é uma questão de loucura! Isto significa que eles consomem elementos que não são patrimônio de uma parte privilegiada da humanidade, nem muito menos exclusivamente da nossa geração. Outras espécies compartilham conosco o planeta, além do fato de que nossos descendentes também deveriam ter o direito de usufruir dos recursos que hoje utilizamos nas caldeiras de um questionável progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma questão de conveniências, mas não só! É também uma questão de auto-sustentabilidade, de visão de futuro, de escolhas, de discutir-se qual tipo de progresso queremos, de quanto estamos dispostos a pagar para nos beneficiarmos do que o planeta tem a nos oferecer e da vida de quantos indivíduos com o mesmo genoma que o nosso estamos dispostos a abrir mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema (mais um deles) é que a hegemonia econômica traz consigo a pasteurização das idéias, e qualquer questionamento sobre o estado de saúde do capitalismo atual transfere o público a idéias socialistas e comunistas, quando na verdade o que muitas vezes deseja-se é, na verdade, viabilizar-se um capitalismo maduro e sustentável, ainda muito distante do que atualmente vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passou da hora de a sociedade, no mundo todo, rediscutir os rumos que seguirá daqui pra frente. Mas a ironia em relação a isso é que tanto os mecanismos formacionais (sistemas de educação em geral)  como os informacionais (mídia e religião) estão sucateados e/ou orientados a manter certas questões absolutamente intocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se muito na "crise ecológica", como se fosse uma grande novidade. Daqui pra frente encontraremos muitas sugestões de como poderemos superar a destruição do planeta. Coisa linda! O verdadeiro cinismo de tudo isso é que ninguém fala, em lugar algum, que há apenas duas formas de revertermos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeiramente&lt;/span&gt; o ritmo de destruição em que nos encontramos (e que podem ser tomadas ao mesmo tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Diminuir a taxa de crescimento da espécie humana e;&lt;br /&gt;2. Diminuir a taxa de consumo pelos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são tabús religiosos e midiáticos, respectivamente. Qualquer diminuição destas taxas ameaça os sistemas (e indivíduos) que beneficiam-se do mecanismo atual. Some-se a isso o fato de a humanidade em geral ter cada vez menor formação escolar e cultural, além do acesso a interpretações da realidade completamente distorcidas e maquiadas,  e nos encontramos num mundo em que não só o lastro das nossas economias é virtual, mas a própria percepção que temos sobre o que é terra firme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-5872916687400307355?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/5872916687400307355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=5872916687400307355&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/5872916687400307355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/5872916687400307355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/05/o-lastro-virtual.html' title='O Lastro Virtual'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-2312010563377265206</id><published>2007-04-03T14:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-23T23:30:40.130-03:00</updated><title type='text'>Congonhas e o Sonho dos Justos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;strong&gt;Aeroporto Internacional de Congonhas&lt;/strong&gt; (CGH) opera como um grande &lt;em&gt;hub&lt;/em&gt; de distribuição de rotas de curto e longo alcance no Brasil. Ao contrário de outras pistas com melhor infra-estrutura ao redor da cidade de São Paulo, Congonhas é a mais bem localizada e, por isso, a que possui maior demanda por vôos. A impossibilidade de expandir-se o tamanho das pistas principal e auxiliar, bem como de construir-se uma 3ª pista, &lt;strong&gt;impede&lt;/strong&gt; que demanda e oferta neutralizem-se numa situação ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvidos primariamente com o aeroporto de Congonhas estão alguns agentes, como &lt;a href="http://www.infraero.gov.br/"&gt;Infraero&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.anac.gov.br/"&gt;ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.snea.com.br/"&gt;Empresas Aéreas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.aeronautas.org.br/"&gt;Trabalhadores&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.andep.com.br/"&gt;Usuários/Consumidores&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.vivasp.com/"&gt;Moradores do entorno&lt;/a&gt;. O relacionamento entre os diversos &lt;strong&gt;agentes&lt;/strong&gt; pode ocorrer por diversos critérios &lt;strong&gt;técnicos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;sociais&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;políticos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que merece especial atenção por parte da sociedade gira em torno de &lt;strong&gt;qual critério precede os demais&lt;/strong&gt;. ANAC e Infraero são órgãos públicos compostos em sua maioria por indivíduos de formação técnica. Se o aspecto técnico preceder o sócio-político, alguns interesses poderão ser contemplados em detrimento de outros, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação especificamente à extensão do horário de funcionamento do aeroporto de Congonhas, que antes fechava entre &lt;strong&gt;23:00 e 06:00&lt;/strong&gt; e, atualmente, fecha entre &lt;strong&gt;00:30 e 05:30&lt;/strong&gt;, algumas considerações podem ser feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agentes envolvidos acima relacionados têm, aparentemente, a seguinte relação com as 2 horas extra de operação: as &lt;strong&gt;Empresas&lt;/strong&gt; podem aumentar seus lucros, os &lt;strong&gt;Trabalhadores&lt;/strong&gt; podem trabalhar mais, os &lt;strong&gt;Usuários/Consumidores&lt;/strong&gt; podem viajar num maior intervalo de horas, a &lt;strong&gt;Infraero&lt;/strong&gt; recebe mais taxas aeroportuárias, e os &lt;strong&gt;Moradores&lt;/strong&gt; do entorno, arcam sozinhos com todo o &lt;strong&gt;ônus&lt;/strong&gt;, tendo seu sono, saúde e qualidade de vida prejudicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta não aparenta ser uma equação &lt;strong&gt;equilibrada&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;razoavelmente sustentável&lt;/strong&gt; para todos os agentes. A ANAC, único agente envolvido que aparenta não ter objetivamente qualquer benefício ou prejuízo, é justamente o órgão regulador e fiscalizador do setor aéreo e, inclusive, do horário de funcionamento deste aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É legítimo que cada agente procure defender seus pontos-de-vista de forma a beneficiar seus próprios interesses, mas o que espera-se de uma agência reguladora (e fiscalizadora) é uma posição &lt;strong&gt;distante&lt;/strong&gt; o suficiente de quaisquer lobbies e pressões corporativas. É fundamental que a ANAC torne claro o critério, argumente e apresente os motivos que a levaram a estender o horário de funcionamento de Congonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe os únicos prejudicados desta história possam ser convencidos de que o sacrifício de terem apenas 5 horas de sono seja por uma boa causa? O que não deve poder acontecer é esta decisão surgir &lt;strong&gt;arbitrariamente&lt;/strong&gt;, como que por geração expontânea de &lt;strong&gt;interesses&lt;/strong&gt;, e forçar mais de 400.000 pessoas diretamente afetadas pela &lt;strong&gt;mancha acústica&lt;/strong&gt; de Congonhas a arcarem com um preço que, objetivamente, não lhes diz qualquer respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;República&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Democracia&lt;/strong&gt; são feridos a cada operação de pouso e decolagem que rouba o sono dos moradores do entorno de Congonhas. A República, porque perde-se a fé e a confiança na legitimidade das &lt;strong&gt;instituições republicanas&lt;/strong&gt;. E a Democracia, porque os interesses de algumas &lt;strong&gt;centenas&lt;/strong&gt; de indivíduos são &lt;strong&gt;protegidos&lt;/strong&gt;, através da &lt;strong&gt;sublimação&lt;/strong&gt; de direitos legítimos de outras &lt;strong&gt;centenas de milhares&lt;/strong&gt; de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ANAC não deve &lt;strong&gt;servir&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;aparentar servir&lt;/strong&gt;, como instrumento de legitimação de determinados interesses corporativos específicos. Em outras palavras, a ANAC não deve em hipótese alguma &lt;strong&gt;operar&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;aparentar operar&lt;/strong&gt;, como se fosse uma associação de empresários, formada por técnicos que estão desconectados do contexto como um todo, e baseiam-se em números cuidadosamente selecionados como argumentos para decisões &lt;strong&gt;socialmente não legítimas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for o caso de a ANAC precisar de dados estritamente técnicos para tomar suas decisões, segue abaixo uma equação que, dificilmente, terá seu resultado superado por qualquer operação matemática que envolva &lt;strong&gt;cifra$&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indivíduos afetados pela mancha acústica: &lt;strong&gt;400.000&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Slots por hora: &lt;strong&gt;33&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dias do ano: &lt;strong&gt;365&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Horas de operação estendidas madrugada adentro: &lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;400.000 * 33 * 365 * 2 = 9.636.000.000 ~= &lt;strong&gt;9,6 Bilhões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o &lt;strong&gt;prejuízo atualmente imposto&lt;/strong&gt; aos moradores do entorno do aeroporto de Congonhas, sob determinação da ANAC. Números por números, dificilmente algum representante de interesse corporativo privado apresente uma cifra à esta altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, a ANAC deverá promover uma audiência pública com a sociedade civil e todos os agentes envolvidos e interessados, tendo este assunto como objeto específico de discussão. Salvo se bons e convincentes &lt;strong&gt;argumentos&lt;/strong&gt; forem apresentados, a manutenção desta arbitrariedade poderá criar uma imagem negativa à respeito da nova agência reguladora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente &lt;strong&gt;não é desejo da sociedade civil&lt;/strong&gt;, e nem dos agentes que ocupam atualmente a ANAC, criar-se uma idéia de que o sistema em que vivemos, Republicano e Democrático, são apenas &lt;strong&gt;embalagens&lt;/strong&gt; de um sistema que, na verdade, é &lt;strong&gt;liberal&lt;/strong&gt;, selvagemente &lt;strong&gt;capitalista&lt;/strong&gt; e convenientemente &lt;strong&gt;autoritário&lt;/strong&gt;. E que o modelo de concessões públicas operadas por &lt;strong&gt;livre mercado&lt;/strong&gt;, regulado e fiscalizado por agências nacionais, é um fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à problemática apresentada no início deste texto, talvez Congonhas tenha crescido mais do que sua capacidade física. Caberá à ANAC, se for este o caso, &lt;strong&gt;regular este crescimento&lt;/strong&gt; e reduzir as operações a níveis seguros e aceitáveis, por consenso, democraticamente, pelos agentes envolvidos, &lt;strong&gt;todos eles&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diminuir o &lt;strong&gt;número de slots&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;transferir vôos noturnos&lt;/strong&gt; para Guarulhos (GRU), determinar que Congonhas opere apenas &lt;strong&gt;rotas estratégicas e de curto alcance&lt;/strong&gt;, além de determinar que a &lt;strong&gt;escala de vôos seja redimensionada&lt;/strong&gt; de forma a terem um &lt;strong&gt;nível máximo de ocupação&lt;/strong&gt;, talvez não interesse a alguns agentes que beneficiam-se em primeiro nível com o sistema atual, mas possivelmente beneficie o sistema como um todo, levando-se em conta &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as variáveis e agentes envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Negociar" 2 horas a mais de operações é mais legítimo do que, ao contrário, diminuir 4 horas (as 2 atuais mais outras 2)? Esta deve ser uma negociação a ser vencida por quem tiver mais poder de negociação, mais bala na agulha, mais dinheiro? Ou o que importa, democraticamente falando, é o número de pessoas envolvidas? Seria esta a história do "&lt;strong&gt;bode na sala&lt;/strong&gt;," onde coloca-se 2 horas nas costas da sociedade, depois tira-se 1 e "fica tudo bem"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indivíduos que trabalham na ANAC devem considerar que por menos organizada que seja a sociedade civil, ainda é ela a &lt;strong&gt;parte mais fraca&lt;/strong&gt; neste tipo de negociação. Além de todos os fatores acima apresentados, os técnicos responsáveis por decisões que, por mais que procurem enxergar como estritamente técnicas, têm um caráter altamente político, devem considerar que em algum momento terão que encostar suas cabeças nos travesseiros e responder à seguinte pergunta: "&lt;strong&gt;minhas decisões políticas utilizam argumentos técnicos para beneficiar interesses corporativos específicos, ou eu sou um agente que opera, acima de tudo, com base em preceitos Republicanos e Democráticos?&lt;/strong&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-2312010563377265206?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/2312010563377265206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=2312010563377265206&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/2312010563377265206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/2312010563377265206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/04/congonhas-e-o-sono-dos-justos.html' title='Congonhas e o Sonho dos Justos'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-2019269348057988535</id><published>2007-03-13T14:06:00.000-03:00</published><updated>2007-03-13T16:08:00.370-03:00</updated><title type='text'>Falha no Sistema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo"&gt;Socialismo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo"&gt;Comunismo&lt;/a&gt; são sistemas políticos e econômicos que, ao contrário do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo"&gt;Capitalismo&lt;/a&gt;, não têm no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro"&gt;lucro&lt;/a&gt; sua essência. O indivíduo que tem condições de jogar o jogo capitalista e está bem posicionado, passa a receber lucros e dividendos. Liberta-se, assim, da necessidade do trabalho como meio de subsistência para, noutro sentido, viver de renda. A essência do capitalismo está na possibilidade de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qualquer&lt;/span&gt; indivíduo, por mérito próprio ou de seus ancestrais, posicionar-se de forma que a própria inércia é responsável por encher-lhe os bolsos de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso comum de que todos os seres humanos podem "chegar lá" desconsidera o fato de que é impossível que todos "cheguem lá" &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ao mesmo tempo&lt;/span&gt;. Assim, num mesmo intervalo histórico, apenas alguns indivíduos serão beneficiados deste mecanismo, enquanto todos os demais serão, em alguma intensidade, responsáveis por sustentá-lo tanto no vetor da produção quanto no do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese: praticamente todos os seres humanos consomem e produzem "coisas", mas somente alguns podem ser intermediários neste processo, uma vez que não há espaço para que todos intermediem este sistema de produção-consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria qualquer problema neste mecanismo se não fosse o fato de que as novas tecnologias permitem otimizar o processo produtivo. Por um lado aumenta-se o lucro mas, por outro, diminui-se a necessidade de seres (recursos) humanos. Some-se a isso o fato de que a população humana tem taxa de crescimento positiva e, finalmente, encontramos  uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falha no sistema&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o presente momento esta falha tem sido bem administrada, através da implementação de políticas de segurança pública rígidas, conflitos bélicos orquestrados ao redor do mundo e, certamente, a milenar fórmula do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pão e circo&lt;/span&gt;, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que estes mecanismos não tendem a ser auto-sustentáveis no longo prazo e os recursos naturais utilizados no lado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;produção&lt;/span&gt; da lógica capitalista são finitos. Além de que ter-se a maior parte da humanidade vivendo em condições de pobreza, miséria, fome, desnutrição, doenças e calamidades crônicas, não é exatamente o que podemos querer, enquanto seres humanos, para indivíduos da mesma espécie que a nossa, com idêntico genoma, mas não tão bem posicionados na estrutura capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma possível solução seria alterar, em alguma intensidade, o  fluxo de riquezas  criadas daqui para frente. Se partirmos do pressuposto de que, também em alguma intensidade, todas as "coisas" produzidas e comercializadas vêm da natureza, e que esta é patrimônio de toda a humanidade, e não apenas de quem beneficia-se dela em primeira instância, então não justifica-se que argumentos históricos sejam suficientes para agravar-se as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falhas sistêmicas do Capitalismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este argumento precisa ser melhor trabalhado, mas é um caminho para reflexão. Uma outra alternativa seria pensarmos que aquilo que um indivíduo é capaz de consumir, mesmo que incluam-se aí "coisas" produzidas sem sustentabilidade, deve poder ser consumido. A questão que merece um olhar atencioso está no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;excesso&lt;/span&gt;. O que uma pessoa com US$10 bilhões conseguirá fazer, durante sua existência e de seus familiares na Terra, que ela não conseguiria fazer com US$1 bilhão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma alternativa desumana limitar-se a um teto bem alto a quantidade de dinheiro que uma pessoa poderá acumular, ou quanto poderá ser transferido entre gerações, através de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;heranças&lt;/span&gt;? Para que esta reflexão resulte em algum fruto, deverá ocorrer sem preconceitos, livre de mordaças e vendas ideológicas. Em que um bilionário seria prejudicado, concretamente, se o limite de seu mérito, sorte ou ambição tivesse um limite mais alto do que ele &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;jamais poderá usufruir em vida&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mecanismos que podem, a qualquer instante, corrigir esta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falha do sistema&lt;/span&gt; capitalista, como a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tributação sobre heranças&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imposto de renda&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;progressivos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O sistema de tributação atual, pelo menos no Brasil, foi formulado de forma que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a tributação total é inversamente proporcional à renda&lt;/span&gt;. A alíquota de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imposto de renda&lt;/span&gt; progressiva não dá conta de corrigir esta distorção, apesar da aparência "gradativa". Há outros impostos, tributos, taxas e tarifas que não têm qualquer vínculo com a renda. Dentro do supermercado, por exemplo, são todos iguais, mesmo que consumam algumas "coisas" diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras: quanto mais pobre a pessoa, maior a proporção de dinheiro de sua renda (geralmente fruto de trabalho) absorvida por tributos. A recíproca é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mecanismo é tão irônico que, se por um lado, o "bem posicionado" paga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;proporcionalmente&lt;/span&gt; à sua renda &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;menos&lt;/span&gt; tributos, por outro a facilidade com que ele consegue dinheiro para financiar seus investimentos é muito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maior&lt;/span&gt;. O "mal posicionado" não participa do ciclo de investir dinheiro (público inclusive) para colher &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lucros e dividendos&lt;/span&gt;, quando muito tem (caros) financiamentos para o consumo. Ironicamente, acaba por retroalimentar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lucro&lt;/span&gt; de quem está bem posicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/TabProgressiva20022011.htm"&gt;Tabela Progressiva para Cálculo anual do Imposto de Renda de Pessoa Física&lt;/a&gt; apresenta as seguintes (des)proporções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="1" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Base de cálculo anual em R$&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Alíquota %&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Parcela a      deduzir do imposto em R$&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Até 15.764,28&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;De 15.764,29 até      31.501,44&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;15,0&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;2.364,60&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Acima de      31.501,44&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;27,5&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;6.302,28&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;E quanto pagará de imposto de renda o indivíduo que tiver renda anual superior a R$240.000,00? Os mesmos 27,5%! E o que receber R$1.000.000,00? Idem! Qual é o limite? Do jeito que está hoje, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o céu é o limite&lt;/span&gt;! É lindo, mas desumaniza o sistema. Precisa de ajustes, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem beneficia-se deste teto de 27,5% na alíquota do imposto de renda? Por quê apenas 2 faixas de alíquotas? O que nos impede de aplicarmos faixas entre 1% e 90%, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É capaz que o indivíduo que ganha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1 salário mínimo&lt;/span&gt; esteja disposto a pagar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1%&lt;/span&gt; de IR, mas será que o indivíduo que ganha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1000 salários mínimos&lt;/span&gt; por ano estaria disposto a pagar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;90%&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="1" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Base de cálculo anual em R$&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Alíquota %&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Parcela a      deduzir do imposto em R$&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Até 4.200,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;1&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;42,00&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;De 4.200,01 até ...&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;2 ... 89&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;...&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="38%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Acima de 4.200.000,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="15%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;90&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="47%"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;3.780.000,00&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;O "bem posicionado" que recebe bruto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1000 salários mínimos&lt;/span&gt;, ficaria com uma renda mensal líquida de R$35.000,00. Como exercício é válido, mas talvez fosse "injusto" na prática. A grande questão que talvez consiga frear (um pouco) as desigualdades bizarras entre as pessoas e a destruição da Terra, esteja nas alíquotas certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto uma pessoa precisa de dinheiro para viver com o mínimo de dignidade? E uma outra pessoa, quanto precisa ter para viver com um bom luxo, ter do bom e do melhor para si e para seus familiares, sem absorver "magneticamente" tanta riqueza a ponto de literalmente poder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;jogar dinheiro fora&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equação acima precisa ser discutida com a sociedade, inclusive com ampla participação dos "sortudos" e dos "merecedores" bem posicionados. De que adianta acumular-se rios de dinheiro, se possivelmente em pouco tempo não teremos ambiente propício na Terra para usufruí-lo? De que adianta dezenas de gerações descendentes de um "bem posicionado" estarem financeiramente garantidas, se o ritmo da locomotiva capitalista está prestes a não permitir vida na Terra em uma ou duas gerações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a distância máxima aceitável entre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pobre&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rico&lt;/span&gt;? 100 vezes? 1.000 vezes? Sem limites? Quantas vezes mais um "bem posicionado" deveria ter o direito de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acumular&lt;/span&gt; do que o mais "mal posicionado" dos indivíduos deveria ter o direito de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;receber&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém terá coragem, num futuro próximo, de apresentar esta questão? Uma coisa é certa: ou damos um jeito de melhor equilibrar o mundo em que vivemos por bem, ou a "mãe natureza" se encarregará de agir por conta própria, doa a quem doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repressão, doenças, pão e circo talvez estejam com seus dias contados como muros de contenção da engrenagem capitalista.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-2019269348057988535?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/2019269348057988535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=2019269348057988535&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/2019269348057988535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/2019269348057988535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/03/falha-no-sistema.html' title='Falha no Sistema'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-6549924669167636472</id><published>2007-02-16T16:26:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T17:48:25.731-02:00</updated><title type='text'>A Reforma do Lucro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas (físicas) são, ou ao menos deveriam ser, educadas para respeitar o próximo, fazer o bem sem ver a quem, enfim, serem boas pessoas e não prejudicar as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas jurídicas têm outra estrutura cultural. Apesar de sua engrenagem ser composta por pessoas físicas da melhor qualidade, naquele ambiente os valores individuais tomam outra forma. No mundo corporativo, o objetivo da pessoa (jurídica) não é fazer bem à família, aos amigos, à humanidade, ou a qualquer forma de ser vivo. Aqui o foco muda: o objetivo é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lucro&lt;/span&gt;, e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campanhas de responsabilidade social, bonificações, assistências, 14º, 15º e 16º salários recheiam muitas das companhias atuais, mas estão longe de ser seus objetivos primários. Motivar os empregados é secundário, trata-se de um caminho para fazê-los trabalhar mais e, no final, aumentar o lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria nenhum mal nessa estrutura que busca o lucro se não fosse um porém: os recursos naturais são finitos! E isso muda toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguns commmodities têm seus preços regulados pela lei da oferta e procura (o Mercado), outros saem de graça! O cinismo dos tempos atuais está justamente nessa vírgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar o ferro brasileiro num carro estrangeiro, cujas partes são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fabricadas&lt;/span&gt; ao redor do mundo e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;montadas&lt;/span&gt; no próprio Brasil,  faz parte desta lógica.  Se esse mecanismo aumenta o lucro da montadora de carros, até aí isso é problema (ou solução) dela e de seus acionistas, e a humanidade não tem nada que ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a maior parte da humanidade participasse do jogo financeiro como investidores, como sócios das grandes corporações, então todos colheriam os frutos deste mecanismo. Acontece que a maior parte da humanidade ou não tem o que comer, ou vive para trabalhar e mal consegue sobreviver, ou trabalha para viver e consome quase todas as suas receitas em bens de consumo. Até aí, nenhuma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que uma parcela minúscula da humanidade consegue poupar e investir no mercado de capitais, tornando-se sócias anônimas das grandes corporações ao redor do mundo. É justamente aí que mora a ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado tem-se a maior parte da humanidade que pouco beneficia-se da destruição do mundo. Do outro, tem-se alguns poucos privilegiados que lucram muito com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos democráticos ao redor do mundo funcionam mais ou menos do mesmo jeito: são eleitos pela maioria das pessoas, mas servem aos interesses da minoria. O maior exemplo disso é a reverência ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado&lt;/span&gt;, que é justamente a síntese deste mecanismo que busca o lucro acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As migalhas que sobram em breve talvez não sejam suficientes para suprir as necessidades de 6, 10, 20 bilhões de seres humanos. Este modelo não é auto-sustentável, apesar de extremamente interessante, inteligente e complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos naturais básicos, sem os quais não haveria vida na Terra, são consumidos indiscriminadamente. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Água&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ar&lt;/span&gt; ainda não são patrimônios públicos! A conta de água que pagamos todos os meses diz respeito ao tratamento e distribuição da água, e não ao elemento H2O propriamente dito. O ar que muitas empresas poluem, direta ou indiretamente (através de termoelétricas, por exemplo), é grátis! &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%83%C2%A9ditos_de_carbono"&gt;Créditos de carbono&lt;/a&gt; estão longe de inverter o sentido desta curva de auto-destruição climática para onde caminhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água doce, pura e limpa que arrancamos da natureza para abastecer as grandes plantações de soja, cana e eucalipto, por exemplo, são grátis! Assim é impossível não lucrar. Os vegetais têm o poder "mágico" de surgirem da combinação básica entre água + Sol + ar + minerais. O custo com as plantações não inclui aquilo que deveria ser patrimônio de todos os seres vivos: água e ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma companhia constrói ou transfere sua fábrica para um país que tem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Termoel%C3%83%C2%A9trica"&gt;usinas termoelétricas&lt;/a&gt;, agrega energia barata em seus produtos. Quando coloca o meio-ambiente em risco pela pressa de testar produtos não certificados como 100% seguros, como os transgênicos, inverte a lógica da precaução (aquela do "é melhor prevenir do que remediar"), mas aumenta o lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, na verdade, não é o lucro. É o ambiente onde as empresas competem, nos tempos atuais, ser cada dia menos regulado. Os governos estão cada vez menores e menos eficientes, incapazes de colocar ordem na casa. A sociedade diariamente é estimulada a desacreditar na política como instrumento de reforma social. No final das contas, aqueles que estão motivados pelo lucro fecham os olhos para as bombas-relógio que soltam e tomam conta de todo espaço disponível, já que a sociedade lava as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento, daqui algum tempo, ou as pessoas físicas ou as jurídicas vão colapsar. Possivelmente muitos daqueles que beneficiam-se com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; não estarão aqui para colher os frutos, mas certamente os filhos e netos destes, e de todos nós, lembrarão da nossa geração como aquela que poderia ter desacelerado nossa auto-destruição, e fez menos do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soluções? Há muitas! Apenas não somos levados a refletir e nos engajar neste sentido. Os estímulos que temos são sempre os mesmos: individualismo, desacreditar na política, acreditar no Mercado, e o principal: consumir, consumir e consumir até o último centavo que corre pelas nossas veias bancárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pararmos de consumir, ou diminuirmos significativamente o nível de consumo, a economia entrará em recessão, os lucros das empresas diminuirá e aumentará o desemprego. É aí que mora o perigo! Estamos num tempo em que o nível de desenvolvimento científico-tecnológico dispensa, cada vez mais, a mão-de-obra humana. Ainda não encontramos uma forma de dividir esses benefícios com toda a humanidade. Os bônus deste mecanismo ainda são colhidos como dividendos e lucros de capital pela privilegiada minoria que vive de renda ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encontrarmos um coeficiente em que o lucro proporcionado por todo esse desenvolvimento torne-se patrimônio da humanidade, poderemos reduzir o nível de consumo sem medo da recessão e do desemprego! Só nesse momento teremos encontrado uma solução para nossos netos e bisnetos não arcarem com o ônus da nossa alienação e consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não tivermos coragem para criar um ambiente em que este assunto torne-se pauta na agenda econômica mundial, continuaremos iludidos de que apenas reduzir o consumo individual de água e utilizar transportes coletivos em detrimento do individual, será nossa contribuição para um mundo melhor. É mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;urgentemente&lt;/span&gt; encontrar uma forma de distribuir a riqueza do mundo, diminuir o consumo individual e, é claro, diminuir o ritmo de crescimento da humanidade. 6 bilhões de seres humanos consumindo o que um cidadão médio dos Estados Unidos consome, é inimaginável. Por outro lado, 60 bilhões de pessoas num nível de consumo tipicamente africano, é sustentável do ponto de vista ambiental, mas será que é esse o preço que queremos pagar para super povoar a Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou encontramos um equilíbrio urgentemente, ou nossos descendentes se lembrarão de nós com uma amarga nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação seriam bem-vindos para estimular questões como essa, mas não podemos contar com eles. Assim como as outras &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pessoas jurídicas&lt;/span&gt;, essas empresas também motivam-se com o lucro! É na tragédia que elas ganham dinheiro, não na reflexão e no engajamento por um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-6549924669167636472?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/6549924669167636472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=6549924669167636472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/6549924669167636472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/6549924669167636472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2007/02/reforma-do-lucro.html' title='A Reforma do Lucro'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-116006060961832510</id><published>2006-10-05T11:03:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T12:03:29.806-03:00</updated><title type='text'>A Lógica do Lucro</title><content type='html'>Nesses tempos de capitalismo acelerado em que vivemos, o mundo apresenta alguns sintomas, em todas as suas dimensões, que podem ser percebidos sob uma observação atenta. Vejamos algumas conexões típicas do mundo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal se junta, ambos trabalham para compor a renda, têm filho. Alguém precisa cuidar da criança, contratam alguém. Esta versão moderna da "ama de leite" utiliza técnicas intuitivas de ensino e educação. A criança tem sua cognição e percepção do mundo forjadas, em boa medida, pelos valores de todas as pessoas que ocupam o espaço dos pais: babá, professora, apresentadora do programa infantil, personagens dos desenhos animados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança passa a ter vontade própria, a ser inserida no mundo, inclusive, do consumo. É estimulada a consumir desde pequena, a desejar, a querer ter. Este estímulo vem por todas as partes, desde a TV até os próprios pais, que tentam suprir suas ausências, também, com estímulos materiais. A vontade da criança é respeitada, mesmo que tenha sido construída pelo sistema de comunicação e entretenimento que a cerca, direta ou indiretamente; neste caso, através daqueles educadores que a cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo o indivíduo é estimulado a sentir prazer com alimentos ricos em colesterol, gorduras, açúcares, corantes, flavorizantes, conservantes, estabilizantes, antiumectantes, emulsificantes, aromatizantes. Uma vez feita a exposição a este tipo de prazer, tão comum e disseminado, este passa a ser um teto do prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cresce, novos horizontes são traçados. Outros hábitos também comuns são apresentados e, se na infância não educou-se o indivíduo para fazer as suas próprias escolhas, com o mínimo de influência do meio, dificilmente será na adolescência que haverá a tomada de consciência. Neste momento, é bem-vindo ao mundo sedutor, conquistador, glamouroso, comum, tribal, do álcool e do cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A depender de certas construções cognitivas forjadas na infância, o indivíduo contenta-se com o prazer dos hábitos comuns. Da mesma forma, é possível que novas experiências sejam desejadas e: bem-vindo ao mundo das drogas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando um pouco de direção, temos a construção incessante de modelos estéticos, com a exposição incessante de personagens que forjam a percepção universal do que é belo. A depender da "sorte" do indivíduo, do seu metabolismo, das enzimas produzidas pelo seu corpo, sem muito esforço acaba encaixando-se neste padrão. Seria regra se não fosse exceção! O novo desafio surge: felicidade agora é encaixar-se no padrão estético. Lutar com inimigos antigos, velhos hábitos de infância, carências afetivas: não é batalha para amadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em outra direção, a indústria médico-farmacêutica fomenta a venda de remédios curativos, anti-tal-doença, que não trabalham com o fortalecimento da saúde global do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro rumo ainda, necessidades são criadas, ódios alimentados, preconceitos estimulados, o sistema político encontrou um ponto de equilíbrio em que as coisas não cheiram nem fedem: não há mais um inimigo comum, da mesma forma que estamos longe de uma democracia real, concreta, de fato. As pessoas estão estabilizadas e alienadas, movimentos de resistência são apenas focos isolados, pouco ou nada divulgados, marginalizados, criminalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas, a cartilha de ensino prepara para o vestibular, para o mercado de trabalho. É impensável estimular milhões de indivíduos a refletirem, a questionarem, a perceberem o funcionamento dos diversos sistemas que nos cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mecanismo que beneficia-se da lógica do lucro opera numa freqüência perfeita! Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A renda do trabalho diminuiu: o casal precisa trabalhar para manter um padrão de vida confortável.&lt;br /&gt;2. O filho é criado por babás.&lt;br /&gt;3. As babás criam e são criadas recursivamente, retransmitindo os valores transmitidos a elas próprias.&lt;br /&gt;4. As crianças são anestesiadas desde pequenas pela TV, incluídas na lógica do consumo ou, na pior das hipóteses, do desejo pelo consumo.&lt;br /&gt;5. Os indivíduos experimentam o prazer alimentar prejudicial à saúde desde pequenas, quando ainda são vulneráveis e não têm discernimento para fazer as próprias escolhas.&lt;br /&gt;6. A irradiação e sedução do marketing consome a vontade dos indivíduos.&lt;br /&gt;7. Todo mundo quer estar dentro do padrão estético de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica perversa do lucro opera, baseada em premissas com as acima, da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. A cognição é construída sobre bases frágeis, bem como os valores;&lt;br /&gt;B. A maioria dos hábitos levam à destruição da saúde do indivíduo, inclusive estética;&lt;br /&gt;C. A exposição aos meios de comunicação é intensa;&lt;br /&gt;D. A lógica é tirar com uma mão e oferecer com a outra!!! Criam-se indústrias que lucram nos dois sentidos!!!&lt;br /&gt;E. Oferecimento de prazer alimentar e, depois, regimes e dietas;&lt;br /&gt;F. Destrói-se o meio ambiente e, depois, criam-se equipamentos de sobrevivência urbana;&lt;br /&gt;G. Alimenta-se doenças e, depois, vende-se o remédio;&lt;br /&gt;H. Criam-se jovens carentes de tudo e, depois, coloca-os nas cadeias;&lt;br /&gt;I. Estimula-se cinicamente a natalidade e, depois, cria-se rebanhos falso-democráticos;&lt;br /&gt;J. Oferece-se informações e notícias e, junto, recorta-se, costura-se, cola-se, enfim, cria-se outra realidade, baseada em fatos reais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num tempo em que, para consagrar a lógica deste sistema, levantar-se questionamentos como os acima é careta e ultrapassado, pois trata-se de questões que já foram "superadas". Sim, superadas, pois estão de algum dia voltarem a compor a agenda de discussões. Significaria algo como anti-progresso, mesmo que este progresso signifique algum apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta, inclusive, que o 1º sintoma do apocalipse é justamente a incapacidade de percebê-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria-se a idéia e a imagem de que estamos num mundo de progresso. Dizem que investir em desenvolvimento aumenta o número de empregos. Rotula-se distribuição de renda como socialismo/comunismo. Alimentam a idéia de que o mercado é um ente mágico e justo com poder de auto-regulação, e que todo o conjunto da sociedade beneficia-se com um estado mínimo. Fomenta-se o desinteresse pela política, deixando este espaço ser ocupado, cinicamente, por quem sabe melhor do que ninguém seu poder alavancador. Desestrutura-se sistematicamente quaisquer movimentos sociais. Constrói-se jardins floridos sobre pântanos de interesses privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quem manifesta-se com um olhar diferente acaba sendo uma voz rouca, censurada pela lógica do lucro, que não investe nem a pau seu rico dinheirinho para difundir e disseminar quaisquer idéias que ameaçem a soberania das idéias vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos bem-vindos à Matrix. Façamos nossas próprias escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-116006060961832510?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/116006060961832510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=116006060961832510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/116006060961832510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/116006060961832510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/10/lgica-do-lucro.html' title='A Lógica do Lucro'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-115513408346295811</id><published>2006-08-09T09:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T23:32:25.636-03:00</updated><title type='text'>Esmeraldite e a Arte de manter a Consciência Intacta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esmeraldite&lt;/span&gt; é uma psico-patologia que, teoricamente, afeta apenas os médicos. Recebe este nome por causa da pedra esmeralda, que orna o anel da medicina. Seu principal sintoma é a incapacidade de admitir, para si próprio, desconhecer a solução para algum problema relacionado à sua especialidade. Sua principal conseqüência é que, por não admitir desconhecer seja lá o que for, acaba deixando de colher os frutos da humildade, e quem paga o preço é o paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande benefício de não manter-se arrogante em relação a algum assunto é abrir o horizonte para novas descobertas, pesquisas e conhecimentos. A esmeraldite sufoca esta virtude e perpetua a ignorância, tornando sua vítima um eterno ignorante, incapaz de buscar superar suas próprias limitações e, em muitos casos, prejudicando gravemente pessoas submetidas às suas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt;, entretanto, não é privilégio exclusivo dos médicos! Qualquer pessoa pode ter seus sentidos e bom senso sufocados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que poderia acontecer numa pequena Faculdade, por exemplo, se seus administradores fossem acometidos pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos donos de uma grande Universidade decide investir parte de seu dinheiro na criação de uma nova Faculdade, com um projeto completamente inovador, de primeira linha. Este investidor coloca nos postos-chave pessoas de sua mais alta confiança que, não necessariamente, são qualificadas para tomar as decisões intrínsecas aos cargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece? Os administradores tomam uma decisão mais equivocada do que a outra, numa seqüência de escolhas mal-sucedidas, tornando o investimento financeiramente desinteressante. Cansado de sucessivamente aportar recursos para manter o empreendimento, de repente o financiador do projeto cansa-se da "empreitada" e resolve retirar-se do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão é tomada pelo dono do dinheiro, conjuntamente (ou não) com aquelas pessoas de sua confiança. Possivelmente os executivos não ficam felizes com a decisão, pois acreditam (ou não) no projeto, mas as decisões tomadas pelos executivos levam a Faculdade para mais uma rodada no vermelho, e o Tomador de Decisões decide pelo tiro de misericórdia, ao invés de, por exemplo, mudar completamente a gestão do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num exemplo clássico de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt;, a alta administração da Faculdade, incapaz de perceber a própria incompetência para tocar o negócio, ao invés de contratar profissionais também de primeira linha para os postos-chave, atribui aos problemas do mundo a responsabilidade pelo fracasso do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente tomam a decisão: fechar as portas! Num outro exemplo clássico, este, porém, de falta de consideração (e/ou ética), decidem precipitadamente (ou não, o que seria ainda pior), fecham as portas de um dia para o outro, comunicam seus alunos e coordenadores na véspera das aulas, não comunicam seus professores, não planejam a saída do cenário. O motivo é claro: a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt; desconectou todos os sentidos dos tomadores de decisão, inclusive a sensibilidade para com as dezenas de alunos e profissionais que contavam com o início das aulas no próximo dia útil! Pessoas que poderiam ser avisadas logo no início do mês, são avisadas apenas no último dia, tendo suas vidas desestruturadas, correndo atrás de transferências, sofrendo desgaste emocional e obrigadas a engolir o descaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tentativa de esclarecer os fatos, um dos executivos ligados diretamente ao dono do jogo, que possivelmente acredita no projeto e não teve qualquer alternativa, reúne-se com alunos, professores e coordenadores numa grande sala de reuniões, expondo sua visão sobre os últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num misto de perplexidade, indignação e tristeza, os alunos questionam, exigem comprometimento, desabafam. Do outro lado o executivo, apostando no formalismo, frieza e insensibilidade como alternativa de resposta, utiliza técnicas arcaicas, porém eficientes, para falar muito, nada dizer e com nada comprometer-se. Recusa-se a assumir compromissos formais e, no decorrer dos dias que se seguem, não cumpre sequer os compromissos verbais que assumiu. Procura, além disso, dividir a responsabilidade com os demais coordenadores de cursos, que nada são além de funcionários, com nenhum poder de decisão relevante sobre este cenário apocalíptico, incluídos na folha de pagamento, e não na do pró-labore!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, quando questionado sobre o que havia sido combinado no dia anterior, o executivo encaminha as pessoas para estes mesmos coordenadores de cursos, que se sempre estiveram, continuam mais uma vez fora dos bastidores das grandes decisões, driblando mais uma vez a responsabilidade pela arbitrária e repentina decisão. Estes coordenadores, entretanto, estão tão perplexos e desinformados quanto o menos prejudicado dos alunos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário foi tão insensivelmente armado, que os tomadores de decisão beneficiam-se de um acordo entre as faculdades privadas. Neste acordo, fica combinado que no caso de um aluno transferir-se de uma faculdade para outra, a primeira fica com o dinheiro da matrícula. Esta Faculdade faz exatamente isso: aceita todas as matrículas feitas durante o mês, aceita o dinheiro, não honra o contrato e não devolve o dinheiro! Um espetáculo de (des)valores que não devem ser transferidos aos nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A secretaria da Faculdade, que conta com um número relativamente baixo de funcionários, não dá conta de preparar toda a burocracia de transferência, de todos os alunos, em tempo hábil. Afinal, não é todo dia que dezenas de alunos amontoam-se, indignados, reivindicando a papelada necessária para procurarem outros rumos. Da mesma forma que os alunos, estes funcionários também são prejudicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem de fato representa o conjunto das decisões recentes isola-se, literalmente, num nível superior, evitando expor seus sentidos às conseqüências de suas decisões (recentes e acumuladas), confortavelmente sentados atrás de uma mesa de reuniões, numa sala bonita, confortável e asséptica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando-se que todos os fatos acima sejam verdadeiros, conclui-se que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt; é uma doença grave, que afeta homens e mulheres, sem restrição de idade, formação acadêmica ou classe social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes a "novela" acima fosse obra de ficção. Talvez os atores envolvidos discordem deste autor em alguns pontos. É possível que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt; os faça discordar em todos! De qualquer forma, fica aqui o convite (leia-se d-e-s-a-f-i-o) para, por escrito, refutarem todos os argumentos apresentados. Por escrito porque da última vez, ao que parece, as técnicas retóricas utilizadas causaram extremo desgaste e indignação nas vítimas deste grande circo, que não teve a menor graça e fariam até mesmo Tancredo Neves virar de bruços no caixão, Deus o tenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítimas das decisões equivocadas e dos problemas do mundo, todos somos! A diferença é que enquanto os responsáveis pelas decisões perdem um quinhão de sua poupança, o lado mais fraco, além do dinheiro de uma matrícula, geralmente fruto do trabalho (e não de empreendimentos especulativos), perdem tempo, sofrem desgastes físicos e emocionais, são pegos inadvertidamente, tendo suas vidas mudadas de uma hora para outra, e o mais grave: têm sua moral apunhalada pelas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cálculo frio e racional em relação à forma de abandonar-se o barco possivelmente conta com as estatísticas: do total de alunos, quantos irão até o fim com uma demanda judicial?!? Financeiramente sairá tão caro quanto moralmente? Há consciência envolvida? O cálculo foi premeditado e preciso, ou terá sido "sem querer querendo"? Seria apenas mais um sintoma da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esmeraldite&lt;/span&gt;...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposta fica, agora, na Justiça dos homens que, por mais que tarde e falhe, é o único caminho para buscar reparos aos danos materiais e morais ainda nesta vida, mesmo que seja uma poupança a longo prazo: não compensa as perdas e desgastes atuais, mas procura de alguma forma punir os responsáveis e reparar as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos sirva de lição para nunca fazermos algo parecido, e para todos os dias tomarmos o cuidado de nos olharmos no espelho, procurando sinceramente encontrar nossas limitações. Principalmente as de ordem ética. Só assim para superá-las.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-115513408346295811?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/115513408346295811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=115513408346295811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/115513408346295811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/115513408346295811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/08/esmeraldite-e-arte-de-manter.html' title='Esmeraldite e a Arte de manter a Consciência Intacta'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-115389542935367359</id><published>2006-07-26T02:20:00.000-03:00</published><updated>2006-07-26T03:30:29.426-03:00</updated><title type='text'>Estado Mínimo e a Auto-Destruição do Mercado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ensaio procurará demonstrar que o culto ao &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estado Mínimo&lt;/span&gt; e à &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Auto Regulação do Mercado&lt;/span&gt; são premissas nocivas à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sociedade &lt;/span&gt;e ao próprio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países pobres o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;costuma apresentar um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;alto custo/benefício&lt;/span&gt; relativo ao gasto do dinheiro público. Este fato é utilizado como argumento para fundamentar a premissa de que o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estado Mínimo&lt;/span&gt;, nestes casos, é a melhor solução para este problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outras soluções possíveis, mas na ausência de um bom motivo que justifique outras alternativas, a do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estado Mínimo&lt;/span&gt; costuma ser bem recebida pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epicuro disse que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as grandes navegações, quando surgiram as primeiras &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Empresas&lt;/span&gt;, surgiu a figura da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa Jurídica&lt;/span&gt;. Trata-se de uma versão jurídico-empresarial da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa Física&lt;/span&gt; comum, igualmente com direitos e deveres, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leis &lt;/span&gt;a cumprir, penalidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa Física&lt;/span&gt;, por um lado, recebe &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;educação &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;cultura &lt;/span&gt;durante sua formação e, por toda a vida, pode ser acionada pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Justiça &lt;/span&gt;caso descumpra as regras estabelecidas pelas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Instituições &lt;/span&gt;(compostas também por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Físicas&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa Jurídica&lt;/span&gt;, por outro lado, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não passa&lt;/span&gt; pelo &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;processo educacional&lt;/span&gt;, contando única e exclusivamente com os valores das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Físicas&lt;/span&gt; que a constituem. Igualmente, entretanto, está submetida às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estado Mínimo&lt;/span&gt; parte do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pressuposto &lt;/span&gt;de que as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt; são capazes de, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;naturalmente&lt;/span&gt;, se &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;auto-regularem&lt;/span&gt;, num ambiente de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que desconstrói esta teoria é que o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado Livre&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é&lt;/span&gt; um ambiente regido por &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;regras &lt;/span&gt;ou &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;valores morais&lt;/span&gt;, mas sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o contrário&lt;/span&gt;. Trata-se de uma versão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jurídica &lt;/span&gt;da máxima cunhada por Epícuro, ou seja, é o ambiente onde a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa Jurídica&lt;/span&gt; está em &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;estado selvagem&lt;/span&gt;! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Este parágrafo é a principal premissa deste ensaio. Caso você acredite que tenha conseguido desconstruí-la, por favor, deixe um Comentário! :-)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Auto Regulação do Mercado&lt;/span&gt; desconsidera o fato de que a vida em sociedade exige a existência de &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;protocolos sociais&lt;/span&gt;. Sem regras de convivência, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoa&lt;/span&gt;, seja ela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Física &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jurídica&lt;/span&gt;, acaba regredindo ao &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;estado selvagem&lt;/span&gt;, voltando aos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;primórdios da Civilização&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que muitos poderão criar pressupostos do tipo "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se a barbárie em que nos encontramos hoje é chamada de Civilização, então talvez seja melhor o estado selvagem&lt;/span&gt;", ou então "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os índios vivem em estado selvagem e desfrutam de muito mais paz e harmonia do que nós, civilizados&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, estamos muito longe de alcançar o nível de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Civilização &lt;/span&gt;desejado, principalmente nós que vivemos nos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;países pobres&lt;/span&gt;. Nos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;países ricos&lt;/span&gt;, entretanto, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;é uma força presente, eficiente, ativa, que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;regula &lt;/span&gt;fortemente a coexistência das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Físicas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jurídicas&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;civilizados&lt;/span&gt;, não há &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Auto Regulação do Mercado&lt;/span&gt;. Os dirigentes das potências mundiais certamente defenderão o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado Livre&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não para as suas Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt;, mas para as dos países comercialmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;concorrentes&lt;/span&gt;, ou seja, todos os outros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado &lt;/span&gt;que se &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Auto Regula&lt;/span&gt; ou, em outras palavras, o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ambiente selvagem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interessa apenas a quem detém a força&lt;/span&gt;. Na floresta, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leão &lt;/span&gt;beneficia-se das &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Leis da Natureza&lt;/span&gt;. No mar, é a vez do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tubarão&lt;/span&gt;. No &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado&lt;/span&gt;, quem será? O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leão &lt;/span&gt;e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tubarão &lt;/span&gt;vivem num ambiente &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;natural&lt;/span&gt;, já o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado &lt;/span&gt;foi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;criado pelos homens&lt;/span&gt;, e está &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;longe &lt;/span&gt;de atingir o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;equilíbrio &lt;/span&gt;dos &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;ecossistemas naturais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessa defender a lógica seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;é &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ineficiente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E SE o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado &lt;/span&gt;regula-se melhor &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sem a interferência&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;(&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ineficiente&lt;/span&gt;),&lt;br /&gt;ENTÃO o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;deve ser &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mínimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado &lt;/span&gt;deve se &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Auto Regular&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;racional &lt;/span&gt;defender-se a tese de que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;deve ser administrado com mais &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;eficiência&lt;/span&gt;, de forma a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;promover &lt;/span&gt;um ambiente &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;civilizado &lt;/span&gt;entre as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt;, ao invés de defender-se que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;dever ser &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;diminuído&lt;/span&gt;, de forma a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;permitir &lt;/span&gt;um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ambiente selvagem&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado&lt;/span&gt;, entretanto, estiver nas mãos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Físicas&lt;/span&gt; que tenham &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;fortes ligações&lt;/span&gt; justamente com as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;mais fortes&lt;/span&gt;, num ambiente de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mercado Selvagem&lt;/span&gt;, é possível que manter a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ineficiência &lt;/span&gt;do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;seja um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;conveniente argumento&lt;/span&gt; para &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;diminuir a interferência&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado&lt;/span&gt; neste &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado&lt;/span&gt;, tornando-o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pouco competitivo&lt;/span&gt; e privilegiando as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt; que, historicamente, tornaram-se mais fortes, mesmo que através de práticas &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;imorais&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;anti-éticas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;moral &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;ética &lt;/span&gt;são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;valores &lt;/span&gt;possíveis de serem transferidos apenas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seres Humanos&lt;/span&gt;, e não há nada que garanta que as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoas Jurídicas&lt;/span&gt; mais fortes sejam lideradas por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seres Humanos&lt;/span&gt;, com H maiúsculo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a necessidade de o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado &lt;/span&gt;estar &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;presente&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;regular o mercado&lt;/span&gt; e criar um ambiente onde a concorrência seja &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;justa&lt;/span&gt;, pois a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;concorrência predatória&lt;/span&gt; beneficia apenas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leão&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tubarão &lt;/span&gt;no ambiente deles. No nosso ambiente não há espaço para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Animais Selvagens&lt;/span&gt;: eles são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abatidos&lt;/span&gt; ou ficam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enjaulados &lt;/span&gt;nos zoológicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-115389542935367359?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/115389542935367359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=115389542935367359&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/115389542935367359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/115389542935367359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/07/estado-mnimo-e-auto-destruio-do.html' title='Estado Mínimo e a Auto-Destruição do Mercado'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114969023193720581</id><published>2006-06-07T09:03:00.000-03:00</published><updated>2006-06-08T09:46:17.883-03:00</updated><title type='text'>TV Digital: o Debate Político foi Censurado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À mídia brasileira não interessa mudar o cenário já consolidado em que atuam. Os eventuais debates relativos à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TV Digital&lt;/span&gt; foram restringidos à escolha entre os três padrões já existentes: o norte-americano (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ATSC&lt;/span&gt;), o europeu (&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;DVB&lt;/span&gt;) e o japonês (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ISDB&lt;/span&gt;). Fala-se muito das vantagens técnicas da &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;High Definition Television&lt;/span&gt;): qualidade de som e imagem superior à de um DVD na transmissão aberta!!! Os diversos serviços (comerciais) criados com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TV Digital&lt;/span&gt; também são largamente enaltecidos: venda interativa, jogos, consultas personalizadas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pay-per-view&lt;/span&gt;, escolha de quem vai pro paredão do BBB...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;questão política&lt;/span&gt; relativa à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TV Digital&lt;/span&gt;, entretanto, foi completamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;banida&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;debate público&lt;/span&gt;! Não se fala que à &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt; existe &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alternativa&lt;/span&gt;: o &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;multicanal&lt;/span&gt;! Não se fala da interatividade &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não-comercial&lt;/span&gt;: governo eletrônico, educação à distância, tele-medicina, e-mail... Não se fala que a transmissão digital otimiza o espectro de freqüências de forma que na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mesma banda&lt;/span&gt; em que hoje transmite-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1 canal analógico&lt;/span&gt;, pode-se transmitir este mesmo &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1 canal em HDTV&lt;/span&gt; ou &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;4 novos canais digitais&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmissão digital &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não implica&lt;/span&gt; em &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt;, como a mídia insistentemente procura construir o assunto. A simples digitalização dará mais nitidez à imagem, eliminando possíveis chuviscos, "fantasmas" e borrões de cor. A &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma das opções&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não a única&lt;/span&gt;, ou a melhor! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depende&lt;/span&gt; do ponto-de-vista! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depende&lt;/span&gt; de quem beneficia-se com o quê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;debate&lt;/span&gt; é: queremos os mesmos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;poucos canais&lt;/span&gt; hoje existentes transmitindo digitalmente em &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ou&lt;/span&gt; desejamos &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;4 vezes mais canais&lt;/span&gt; transmitindo digitalmente, mesmo que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; em &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt;?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual ministro das Comunicações, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Hélio Costa&lt;/span&gt;, é um ex-funcionário da &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Rede Globo de Televisão&lt;/span&gt;. Sua função pública deveria ser defender o &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;interesse público&lt;/span&gt;, mas suas declarações públicas têm &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;defendido&lt;/span&gt; as (atuais) redes de TV que, segundo ele, são os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parceiros fundamentais nas decisões sobre a TV Digital&lt;/span&gt; e, por isso, é delas que devem partir as diretrizes para a digitalização da TV brasileira! Para elas não há dúvida: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manutenção do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;status-quo&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a escolha do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ministro global&lt;/span&gt; foi o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;padrão japonês&lt;/span&gt;, que prioriza a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;HDTV&lt;/span&gt;, ao invés do &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;padrão europeu&lt;/span&gt;, que prioriza o &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;multicanal&lt;/span&gt; (leia-se &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democratização&lt;/span&gt;)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;liberdade de expressão&lt;/span&gt;? É a liberdade de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;6 grupos empresariais&lt;/span&gt; expressarem suas opiniões &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;corporativas&lt;/span&gt;, ou seria a efetiva participação da &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;sociedade&lt;/span&gt; na produção de conteúdo, inclusive televisivo? Isso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não está em debate&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;foi censurado pela mídia&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Diga-se de passagem que o mesmo &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;descaso&lt;/span&gt; com o interesse público ocorre com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rádio Digital no Brasil&lt;/span&gt;, onde o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;padrão americano&lt;/span&gt; foi liberado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem qualquer debate público&lt;/span&gt;! Manutenção do &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;status-quo&lt;/span&gt;, do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;comércio&lt;/span&gt; e do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;jabá&lt;/span&gt; frente às &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;rádios comunitárias&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;públicas&lt;/span&gt;, de &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;movimentos sociais&lt;/span&gt; e tantos outros personagens historicamente excluídos. Se depender dos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;donos de rádios&lt;/span&gt; e dos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;governos liberais&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;história correrá  inalterada&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Serviços "bacaninhas"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;versus&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democratização dos meios de comunicação&lt;/span&gt;. Quer entrar neste &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;debate&lt;/span&gt;? Não espere-o na &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;grande mídia&lt;/span&gt;! Como atualmente não há muito espaço para a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;pequena mídia alternativa&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;prognóstico&lt;/span&gt; é triste: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;debate&lt;/span&gt; relativo à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;digitalização/democratização dos meios-de-comunicação&lt;/span&gt; continuará &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;centralizado&lt;/span&gt; nas &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;questões técnicas&lt;/span&gt;. Afinal, o &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;debate político&lt;/span&gt;, que deveria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preceder o técnico&lt;/span&gt;, foi &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;censurado&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais em: &lt;a href="http://intervozes.org.br/digital/"&gt;intervozes.org.br/digital/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114969023193720581?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114969023193720581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114969023193720581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114969023193720581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114969023193720581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/06/tv-digital-o-debate-poltico-foi.html' title='TV Digital: o Debate Político foi Censurado'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114851147413190357</id><published>2006-05-24T19:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T18:47:06.280-03:00</updated><title type='text'>Mídia em Cheque: Liberdade de Imprensa</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa"&gt;Imprensa&lt;/a&gt; é formada pelo conjunto das empresas de comunicação que mediam (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_mÃ&amp;shy;dia"&gt;mídia&lt;/a&gt;) os fatos e a sociedade, atuando como a &lt;strong&gt;janela&lt;/strong&gt; pela qual os indivíduos observam a sociedade, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo"&gt;Jornalismo&lt;/a&gt; é uma &lt;strong&gt;atividade profissional&lt;/strong&gt; que, como muitas outras, depende de uma &lt;strong&gt;estrutura empresarial&lt;/strong&gt; para ser exercida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalista#Trabalho_do_Jornalista"&gt;Jornalista&lt;/a&gt; é o profissional que habilita-se para o &lt;strong&gt;mercado de trabalho&lt;/strong&gt; buscando, via de regra, empregar-se em uma empresa de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ComunicaÃ§Ã£o_de_massa"&gt;Comunicação&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas de &lt;strong&gt;Comunicação&lt;/strong&gt;, como qualquer outra, têm por objetivo final o &lt;strong&gt;lucro&lt;/strong&gt;. De forma muito peculiar, este tipo de empresas têm forte espaço para conquistar, também, &lt;strong&gt;influência&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;poder&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Jornalismo&lt;/strong&gt;, portanto, acaba servindo a diferentes propósitos, dependendo do ator observado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para a &lt;strong&gt;empresa de Comunicação&lt;/strong&gt;: é uma ferramenta (um meio) para conquistar seus objetivos (fins) de &lt;strong&gt;lucro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;influência&lt;/strong&gt; e/ou &lt;strong&gt;poder&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;- Para o &lt;strong&gt;Jornalista&lt;/strong&gt;: pode ser tanto uma ferramenta (um meio) para conquistar/manter um &lt;strong&gt;emprego&lt;/strong&gt;/&lt;strong&gt;salário&lt;/strong&gt;, quanto para de alguma forma melhorar o mundo, seja &lt;strong&gt;informando honestamente&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;construindo idéias&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;articulando pessoas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;- Para o &lt;strong&gt;cidadão&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;receber notícias honestas&lt;/strong&gt; e, também, &lt;strong&gt;opiniões&lt;/strong&gt; que facilitem a compreensão do mosaico (contexto) formado pelo conjunto de peças (fatos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Jornalista&lt;/strong&gt;, entretanto, nem sempre consegue conciliar &lt;strong&gt;Jornalismo honesto&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt; com um &lt;strong&gt;bom emprego/salário&lt;/strong&gt;. O preço para inserir-se no &lt;strong&gt;mercado de trabalho&lt;/strong&gt; acaba sendo seguir as regras (do jogo) impostas pelo patrão: o(s) dono(s) da(s) &lt;strong&gt;empresa&lt;/strong&gt;(s) de &lt;strong&gt;Comunicação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante perceber-se a distância entre a &lt;strong&gt;Liberdade&lt;/strong&gt; para fazer-se &lt;strong&gt;Jornalismo honesto&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;, possivelmente desejável por grande parte dos &lt;strong&gt;Jornalistas&lt;/strong&gt;, e o &lt;strong&gt;lucro/influência/poder&lt;/strong&gt;, possivelmente desejável por grande parte dos &lt;strong&gt;donos/acionistas&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;empresas de Comunicação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, o &lt;strong&gt;Jornalista&lt;/strong&gt; acaba sendo um &lt;strong&gt;profissional&lt;/strong&gt;, via de regra, inteligente, discernido e qualificado, mas formado desde os tempos de faculdade para trabalhar num &lt;strong&gt;ambiente profissional anti-Jornalismo-honesto&lt;/strong&gt; que, independente de sua vontade, domina este mercado (de trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa"&gt;Imprensa&lt;/a&gt; de nossos tempos está viciada num ciclo que &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;contamina&lt;/span&gt; as &lt;strong&gt;notícias&lt;/strong&gt; com &lt;strong&gt;opiniões&lt;/strong&gt;, construindo &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;notícias opinativas&lt;/span&gt;, ao invés de &lt;strong&gt;separar &lt;/strong&gt;os &lt;strong&gt;fatos&lt;/strong&gt; entre &lt;span style="color:#006600;"&gt;notícias&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#006600;"&gt;opiniões&lt;/span&gt;, de forma clara, honesta e transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta &lt;strong&gt;Liberdade&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;transformar criativamente a realidade&lt;/strong&gt; dá-se o nome de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade_de_imprensa"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade_de_expressÃ£o"&gt;Liberdade de Expressão&lt;/a&gt; não deve ser confundida com a de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;. Aquela caracteriza-se pela &lt;span style="color:#006600;"&gt;clareza&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#006600;"&gt;honestidade&lt;/span&gt;, enquanto esta, pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipulação deliberada &lt;/span&gt;e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;seletiva&lt;/span&gt;, que segue regras e cartilhas &lt;strong&gt;impostas&lt;/strong&gt; pelas &lt;strong&gt;empresas de Comunicacao&lt;/strong&gt; - a &lt;strong&gt;Imprensa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalista#O_texto_jornal.C3.ADstico"&gt;textos jornalísticos&lt;/a&gt; podem ser separados basicamente em dois &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalista#Tipos_de_texto_jornal.C3.ADstico"&gt;tipos&lt;/a&gt;: de um lado, tudo aquilo que envolve &lt;strong&gt;opinião&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;expressão&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dissertação&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;editorial&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;ponto-de-vista&lt;/strong&gt;; de outro, tudo aquilo que remete à idéia de quem conta uma &lt;strong&gt;história&lt;/strong&gt; ou um &lt;strong&gt;fato&lt;/strong&gt;, na forma de &lt;strong&gt;relato&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;matéria&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;notícia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;reportagem&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;entrevista&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na &lt;strong&gt;falta de clareza&lt;/strong&gt; na construção destes textos (escritos, radiofonados ou televisionados) que &lt;strong&gt;esconde-se&lt;/strong&gt; o &lt;span style="color:#006600;"&gt;Jornalismo&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipulador&lt;/span&gt; e, portanto, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;desonesto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/span&gt;, como instrumento de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;influência&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;poder&lt;/span&gt;, &lt;strong&gt;serve&lt;/strong&gt; aos &lt;strong&gt;interesses&lt;/strong&gt; de quem beneficia-se com esta &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipulação&lt;/span&gt;, e não ao conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Imprensa&lt;/strong&gt;, através de seus veículos, influência e poder, criou e alimentou ao longo dos anos um &lt;strong&gt;fetiche&lt;/strong&gt; pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/span&gt;, conectando-a direta e desonestamente à &lt;span style="color:#006600;"&gt;Liberdade de Expressão&lt;/span&gt;, &lt;strong&gt;confundindo&lt;/strong&gt; os indivíduos e &lt;strong&gt;blindando&lt;/strong&gt; qualquer questionamento que a limite, criando algo como um &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;tabú&lt;/span&gt;, um &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;dogma inquestionável&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;regra universal&lt;/span&gt; criada pela Natureza e, portanto, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;inquestionável&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mesma &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;, habilmente, alterou o significado de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Censura"&gt;censura&lt;/a&gt;: passou a ser qualquer limitação à &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/span&gt;. O sentido mais amplo, entretanto, remete à &lt;strong&gt;supressão de certos pontos-de-vista e opiniões divergentes&lt;/strong&gt;, através inclusive da &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipulação da mídia/Imprensa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;influenciando&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipulando&lt;/span&gt; a &lt;strong&gt;opinião-pública&lt;/strong&gt;. As conseqüências são &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;anti-democráticas&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;evita-se que outras idéias, que não as predominantes ou dominantes, tenham receptividade&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Critica-se&lt;/strong&gt; as limitações eventualmente impostas à &lt;span style="color:#006600;"&gt;Liberdade de Expressão&lt;/span&gt; por parte do &lt;strong&gt;estado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;mas não&lt;/strong&gt; aquelas impostas pela própria &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;, que tem &lt;strong&gt;completa liberdade&lt;/strong&gt; para &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;manipular&lt;/span&gt; a &lt;strong&gt;realidade&lt;/strong&gt;: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ocultando&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;fragmentando&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;selecionando aspectos&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;descontextualizando&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;invertendo&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;induzindo&lt;/span&gt; os &lt;span style="color:#006600;"&gt;fatos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado a &lt;strong&gt;Imprensa&lt;/strong&gt; é o espaço através do qual a sociedade atual é mediada, por outro não é muito provável que esta mesma &lt;strong&gt;Imprensa&lt;/strong&gt;, enquanto mecanismo, inicie um &lt;span style="color:#006600;"&gt;debate&lt;/span&gt; sincero com a sociedade, como um &lt;span style="color:#006600;"&gt;mea culpa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#006600;"&gt;questionando&lt;/span&gt; justamente esta &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade&lt;/span&gt; que lhe dá espaço para &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;influenciar livremente&lt;/span&gt; esta mesma &lt;strong&gt;sociedade&lt;/strong&gt; que, sem perceber/questionar, &lt;strong&gt;apóia incondicional e cegamente sua própria manipulação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É compreensível que a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt; que já está há tempos instalada e domina este mercado, não proponha-se a dar um &lt;strong&gt;tiro no próprio pé&lt;/strong&gt;, abrindo espaço para movimentos que &lt;span style="color:#006600;"&gt;limitem sua influência, poder e lucro&lt;/span&gt;. O que podemos fazer enquanto indivíduos (Jornalistas ou não) é, num primeiro momento, refletirmos sobre a necessidade (ou não) de algum tipo de regulação e/ou limitação a esta &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;, pela própria sociedade civil (enquanto &lt;span style="color:#006600;"&gt;sociedade&lt;/span&gt;, não &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;governo&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fala-se aqui de regulação e limitação pela sociedade civil, e não de censura por governantes!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convencidos da dimensão dos potenciais &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;danos&lt;/span&gt; causados pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/span&gt; como a conhecemos hoje, podemos &lt;strong&gt;difundir&lt;/strong&gt; este outro ponto-de-vista, &lt;strong&gt;quebrando&lt;/strong&gt; este &lt;strong&gt;paradigma&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade de Imprensa&lt;/span&gt; é um instrumento jurídico, criado pelos homens, que usa a &lt;span style="color:#006600;"&gt;Liberdade de Expressão&lt;/span&gt; como &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;argumento&lt;/span&gt;, como &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;instrumento de conveniência&lt;/span&gt;, como &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;cortina de fumaça&lt;/span&gt; atrás da qual &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;transforma livremente&lt;/span&gt; a &lt;span style="color:#006600;"&gt;realidade real&lt;/span&gt; em &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;realidade imaginária&lt;/span&gt;, como sugere &lt;strong&gt;Perseu Abramo&lt;/strong&gt; em &lt;a href="http://badhorse.blogspot.com/2006/05/significado-poltico-da-manipulao-na.html"&gt;O Significado Politico da Manipulação na Grande Imprensa&lt;/a&gt; (artigo que, aliás, deveria ser lido por todas as pessoas que desejam, de alguma forma, entender alguns destes recursos livremente utilizados pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="color:#006600;"&gt;Liberdade de Jornalismo&lt;/span&gt; depende da &lt;strong&gt;mobilização&lt;/strong&gt; da sociedade e dos jornalistas, &lt;strong&gt;limitando&lt;/strong&gt; a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade&lt;/span&gt; de &lt;strong&gt;criar fantasias&lt;/strong&gt; concedida à &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imprensa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_Alternativo"&gt;Jornalismo Alternativo&lt;/a&gt; é possível: acesse conteúdos produzidos pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MÃ&amp;shy;dia_Alternativa"&gt;Mídia Alternativa&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MÃ&amp;shy;dia_Independente"&gt;Mídia Independente&lt;/a&gt;, libertando-se minimamente da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ComunicaÃ§Ã£o_de_massa#Manipula.C3.A7.C3.A3o_atrav.C3.A9s_da_Comunica.C3.A7.C3.A3o_de_Massa"&gt;Manipulação&lt;/a&gt; imposta pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MÃ&amp;shy;dia_Corporativa"&gt;Mídia Corporativa&lt;/a&gt; através da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ComunicaÃ§Ã£o_de_massa"&gt;Comunicação de Massa&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114851147413190357?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114851147413190357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114851147413190357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114851147413190357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114851147413190357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/05/mdia-em-cheque-liberdade-de-imprensa.html' title='Mídia em Cheque: Liberdade de Imprensa'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114773636229027665</id><published>2006-05-15T16:22:00.000-03:00</published><updated>2006-05-15T20:48:28.796-03:00</updated><title type='text'>Mercado Livre ou Liberal?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_de_mercado"&gt;Economia de Livre Mercado&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Free_market"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Free Market&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) existe, à princípio, quando as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;transações comerciais&lt;/span&gt; são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livres&lt;/span&gt; de qualquer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coerção&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;controle&lt;/span&gt; por parte do Estado. Seria a regulamentação de preços baseada na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;oferta&lt;/span&gt; e na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;demanda&lt;/span&gt;, na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;satisfação do consumidor&lt;/span&gt; em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Liberalismo Econômico&lt;/span&gt; (&lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_liberalism"&gt;Economic Liberalism&lt;/a&gt;), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitalismo&lt;/span&gt; (&lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Capitalism"&gt;Capitalism&lt;/a&gt;), e &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o"&gt;Globalização&lt;/a&gt;, entretanto, confundem-se com o de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livre Mercado&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Free_market"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Free Market&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), que seria o mecanismo utilizado na movimentação e acumulação de capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trinômio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitalismo + (Neo)Liberalismo + Globalização&lt;/span&gt; pretende, teoricamente, tornar todos as pessoas (físicas e jurídicas) e Estados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livres&lt;/span&gt; para relacionarem-se comercial e financeiramente entre si. Seria uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;extinção das fronteiras&lt;/span&gt; que separam os povos e, eventualmente, das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desigualdades&lt;/span&gt; entre os mesmos, uma vez que todos poderiam usar plenamente o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livre-arbítrio&lt;/span&gt; para atingir seus próprios objetivos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem impedimentos&lt;/span&gt; provocados, em última instância, pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da teoria à prática, este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;trinômio&lt;/span&gt; peca por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não implementar&lt;/span&gt;, de fato, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livre Mercado&lt;/span&gt;. Por tratar-se de um mundo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;globalizado&lt;/span&gt;, esta questão faz sentido ao analisar-se a conjuntura internacional: os países e pessoas (físicas e jurídicas) que estão beneficiando-se com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não estão dispostos a abrir mão de suas vantagens em troca de um Mercado Livre de fato&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é quem deverá &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abrir mão&lt;/span&gt; primeiro. Economicamente: quem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ganha&lt;/span&gt; ou quem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perde&lt;/span&gt;? Politicamente: o mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;forte&lt;/span&gt; ou o mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fraco&lt;/span&gt;? É uma questão de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liberdade&lt;/span&gt; ou de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; força&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pressão&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de que os países que não implementa(ra)m políticas (neo)liberais são atrasados, esconde uma realidade que diferencia claramente o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado Livre&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado Liberal&lt;/span&gt;! No &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;primeiro&lt;/span&gt;, as relações econômicas seriam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livres&lt;/span&gt; de qualquer coerção e controle por parte do Estado, considerando-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;regras do jogo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;claras&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bem definidas&lt;/span&gt;, cabendo aos Estados o dever de fazer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cumprí-las&lt;/span&gt;. No &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;segundo&lt;/span&gt;, as relações econômicas são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livres até o momento&lt;/span&gt; em que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não interessa&lt;/span&gt; ao(s) Estado(s) mais forte(s) cumprir as regras do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livre Mercado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se observar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não-cumprimento&lt;/span&gt; destas regras através de medidas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;barreiras comerciais&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incentivos&lt;/span&gt; oferecidos pelos Estados fortes, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;protegendo&lt;/span&gt; seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;público interno&lt;/span&gt;! Este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é&lt;/span&gt; um jogo onde os Estados ficam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fora&lt;/span&gt;, muito pelo contrário! Participam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ativamente&lt;/span&gt; quando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interessa&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia está no fato de os teóricos deste &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tripé ideológico&lt;/span&gt; insistirem que os países menos desenvolvidos, como o Brasil, devem implementar todos os conceitos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livre Mercado&lt;/span&gt; num mundo onde o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado não é Livre&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados como o Brasil seriam os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;primeiros da lista&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abririam suas portas&lt;/span&gt; (ou seriam pernas?) para todo o fluxo de capital especulativo mundial e, no momento de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;beneficiarem-se&lt;/span&gt; na relação comercial com os Estados fortes, nada impediria que as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;portas fechassem-se&lt;/span&gt;, ou que as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;barreiras&lt;/span&gt; (comerciais) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ficassem mais altas&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática este é um mundo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;força&lt;/span&gt;, não de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liberdade&lt;/span&gt;. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livre Mercado&lt;/span&gt; é um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;argumento de conveniência&lt;/span&gt;, imposto como condição indispensável ao desenvolvimento de países como o nosso, mas nem sequer de longe praticado por países fortes e desenvolvidos que, sempre que lhes é conveniente, transformam o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado Livre&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Liberal&lt;/span&gt;, onde as regras do jogo são claras: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ganha sempre o mais forte&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114773636229027665?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114773636229027665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114773636229027665&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114773636229027665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114773636229027665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/05/mercado-livre-ou-liberal.html' title='Mercado Livre ou Liberal?'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114730084613428637</id><published>2006-05-10T18:41:00.000-03:00</published><updated>2006-05-15T16:13:34.833-03:00</updated><title type='text'>Justiça Atrasada Existe?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma frase de Rui Barbosa que diz o seguinte: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desenvolver-se esta idéia podemos encontrar um Sistema que, voluntariamente ou não, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;beneficia injustiças utilizando o tempo como ferramenta&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[edit]&lt;/span&gt;Levando-se em conta que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reparação&lt;/span&gt; de uma injustiça deve ser feita ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;injustiçado&lt;/span&gt; e, também, deve &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;punir&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;educar&lt;/span&gt; o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;injusto&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lentidão da justiça&lt;/span&gt; dos homens implica em uma&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; significativa diminuição&lt;/span&gt; do potencial de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reparação&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;punição&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;educação&lt;/span&gt; das partes envolvidas, diretamente proporcional ao tempo entre a injustiça e seu julgamento!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[/edit]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;injustiça&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ampla&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rapidamente&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;difundida&lt;/span&gt;, de forma a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vaporizar a imagem&lt;/span&gt; de alguém (seja indivíduo ou instituição), o efeito é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devastador&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imediato&lt;/span&gt;. A História pode ser capaz de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;revelar a injustiça&lt;/span&gt;, num tempo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;futuro&lt;/span&gt;, mas será &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incapaz de repará-la&lt;/span&gt;, uma vez que os envolvidos já terão se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;beneficiado&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;prejudicado&lt;/span&gt;, respectivamente, com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atenuação&lt;/span&gt; inerente à linha do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem causa uma injustiça conta com alguns fatores a seu favor, perpetuando-na:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; prejudica a memória das vítimas e testemunhas, perdendo-se detalhes preciosos;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sede por justiça&lt;/span&gt; atenua ao longo do tempo;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3&lt;/span&gt;. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vida terrena&lt;/span&gt; é passageira e não sabe-se ao certo como funciona o sistema de justiça no pós-vida, se houver;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4&lt;/span&gt;. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justiça dos homens&lt;/span&gt;, quando via de regra (e não excepcionalmente) é lenta, garante que o injusto continue usufruindo de boa parte da vida sem pagar qualquer fatura à sua vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe àqueles que têm &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sede de justiça&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não beneficiam-se com um Sistema que beneficia o injusto&lt;/span&gt;, buscar nas pequenas e grandes causas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;corretude de ações&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;breve reparação de toda e qualquer injustiça&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábio Rui Barbosa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114730084613428637?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114730084613428637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114730084613428637&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114730084613428637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114730084613428637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/05/justia-atrasada-existe.html' title='Justiça Atrasada Existe?'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114729304629383882</id><published>2006-05-10T16:09:00.000-03:00</published><updated>2006-05-15T22:14:30.410-03:00</updated><title type='text'>Mídia em Cheque: Notícias Opinativas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No amplo mundo em que vivemos, entre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;povo &lt;/span&gt;e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poder &lt;/span&gt;torna-se necessário um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mediador&lt;/span&gt;: a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mídia&lt;/span&gt;. Este instrumento de mediação deveria ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;transparente&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democrático &lt;/span&gt;e, principalmente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;separar claramente&lt;/span&gt; o que são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;notícias &lt;/span&gt;do que são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opiniões&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notícias transparentes&lt;/span&gt; devem ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;isentas de opinião&lt;/span&gt;! A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mediação&lt;/span&gt; entre povo e poder, ou governados e governantes, quando feita &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;através de opiniões&lt;/span&gt; do aparelho mediador (ou midiático), torna-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contaminada&lt;/span&gt;! Esta é uma afirmação categórica: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma notícia torna-se contaminada quando a ela adiciona-se qualquer opinião&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mediação (ou mídia) democrática&lt;/span&gt; deve prever &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amplo espectro de opiniões&lt;/span&gt;, de forma que opiniões divergentes, contraditórias, bem como réplicas, tréplicas e outras tantas divergências de pontos-de-vista, sejam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;igualmente difundidas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos hoje no Brasil e no mundo é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monopólio das concessões&lt;/span&gt; de rádio e televisão, bem como dos jornais e revistas, por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;oligarquias &lt;/span&gt;locais e internacionais, movidas por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interesses &lt;/span&gt;não necessariamente democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mediador&lt;/span&gt;, portanto, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é isento de opinião&lt;/span&gt;! A veiculação de notícias acaba &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sofrendo influências&lt;/span&gt;, nem sempre óbvias, das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opiniões &lt;/span&gt;destas oligarquias midiáticas. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fluxo de informações&lt;/span&gt;, no mundo atual, está &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contaminado&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet é, atualmente, o único veículo onde é possível encontrar-se notícias veiculadas por diversas fontes, oligárquicas e alternativas, bem como opiniões, sintonizadas entre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diversas linhas de interesses e raciocínio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a Internet não é, ainda, o principal veículo de mediação no mundo contemporâneo. Seja por costume ou falta de opção, a chamada "grande mídia" ainda controla a forma e o conteúdo das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;informações &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opiniões &lt;/span&gt;que acabam pasteurizando o pensamento coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some-se a isso a impossibilidade de todos os indivíduos acessarem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diferentes perspectivas&lt;/span&gt; em relação a um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mesmo fato&lt;/span&gt;, bem como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;divergentes opiniões&lt;/span&gt; sobre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contexto que os envolve&lt;/span&gt;, cria-se um sistema poderoso capaz de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alavancar&lt;/span&gt; a tal da "opinião pública", grandes decisões, o inconsciente coletivo, opiniões, votos, amores e ódios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Arquimedes: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monocolor &lt;/span&gt;o filtro que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;media &lt;/span&gt;nossa percepção do mundo, acabamos por enxergá-lo limitadamente, seja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incorporando opiniões enlatadas&lt;/span&gt;, seja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acreditando em uma única versão dos fatos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom lembrar que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é o fato&lt;/span&gt; de existir uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grande &lt;/span&gt;quantidade de informações, jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o que torna&lt;/span&gt; as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opiniões &lt;/span&gt;e as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;versões dos fatos&lt;/span&gt; plurais, múltiplas ou democráticas. De nada adianta haver &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pluralidade de atores&lt;/span&gt; no palco se todos eles pensam ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;agem igual&lt;/span&gt;, com diferenças sutis, quando há, mais relacionadas à forma do que ao conteúdo em si!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;divergência &lt;/span&gt;e do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contraditório &lt;/span&gt;não é apresentada através do atual mecanismo mediador que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intermedia &lt;/span&gt;a relação entre o cidadão comum e as fontes de poder (e vice-versa).&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Democratização da mídia&lt;/span&gt; não é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grande quantidade de informações&lt;/span&gt;, é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;divergência&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas dicas úteis para quem deseja, em alguma intensidade, desconectar-se da "massa de manobra" controlada pelo mediador, são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;. Procurar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mediadores com opiniões diferentes&lt;/span&gt; das sustentadas pela "grande mídia" sintonizada e pasteurizada;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. Procurar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fontes de informação alternativas&lt;/span&gt; (há muitas por aí, mas são alternativas, pouco difundidas, tem que garimpar pra encontrar);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não ser ingênuo&lt;/span&gt;, acreditando que fontes tidas, por hábito e costume, como ilibadas e respeitadíssimas, são de fato ilibadas e merecedoras de respeito;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4&lt;/span&gt;. Aprender a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;separar&lt;/span&gt; muito bem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;notícias&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opiniões&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Opiniões &lt;/span&gt;são, por definição, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tendenciosas&lt;/span&gt;! É isto que espera-se de uma opinião: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ponto-de-vista&lt;/span&gt; de quem opina! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ser tendencioso não é mau&lt;/span&gt;; é normal, natural e humano. Todos somos tendenciosos enquanto indivíduos! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mau é vestir uma carapuça de imparcialidade e vender-se desta forma&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente, os únicos humanos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imparciais &lt;/span&gt;devem ser os juízes que, ao julgar fatos, devem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vendar seus olhos para não contaminarem-se&lt;/span&gt; e, além disso, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vestir a toga sobre o corpo nú, livrando-se de qualquer preconceito&lt;/span&gt;. Este é o princípio que deve ser praticado por todos os juízes. Se na prática eles próprios não o fazem, o que se dirá dos demais indivíduos "comuns", ou mesmo dos próprios mediadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notícias &lt;/span&gt;devem ser, essas sim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livres de qualquer opinião&lt;/span&gt;! Devem tratar única e exclusivamente da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;narração de fatos&lt;/span&gt;! Há dezenas de técnicas de manipulação de fatos no intuito de camuflar a opinião que o envolve e recheia. Uma das formas mais comuns é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;utilizar adjetivos&lt;/span&gt;! Quem conta um fato não deve qualificá-lo, usar adjetivos!!! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvo alguns casos&lt;/span&gt; como a cor de um objeto, é bom &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desconfiar da isenção e transparência de uma notícia que possua adjetivos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda-se por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;adjetivo &lt;/span&gt;tudo aquilo que qualifica o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sujeito &lt;/span&gt;e/ou o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;objeto&lt;/span&gt;, e por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sujeito&lt;/span&gt; e/ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;objeto&lt;/span&gt; aquilo que é narrado pela notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, até um rústico programa de computador é capaz de receber uma notícia para analisar e, sistematicamente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apontar os adjetivos&lt;/span&gt; que a recheia, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;denunciando muitas das possíveis opiniões e manipulações que não deveriam, por definição, estar lá&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114729304629383882?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114729304629383882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114729304629383882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114729304629383882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114729304629383882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/05/mdia-em-cheque-notcias-opinativas.html' title='Mídia em Cheque: Notícias Opinativas'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114686679752074410</id><published>2006-05-05T18:51:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T15:16:12.536-03:00</updated><title type='text'>Democracia Representativa Existe?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracia representativa&lt;/span&gt; há algumas instâncias de representação que, apesar do formato aparentemente &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democrático&lt;/span&gt;, como os &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;colegiados&lt;/span&gt;, não o são de fato! Apesar de esta &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt; geralmente passar desapercebida pelos representados e observadores externos, sua existência pode ser facilmente percebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao criar-se mecanismos que pretendem representar &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democraticamente&lt;/span&gt; um conjunto de pessoas, no formato de &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;colegiados&lt;/span&gt;, a peça-chave da &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt; está no equilíbrio de forças que irá compor a "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ponta da pirâmide&lt;/span&gt;" que veste o &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;colegiado&lt;/span&gt;, ou seja, a instância que detém o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso cria-se um mecanismo onde todo o espectro de interesses envolvidos possui representantes na instância máxima. Esta técnica funciona aproximadamente assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt;. Divide-se o universo de representados em vários grupos de interesse (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não necessariamente do mesmo tamanho&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. Seleciona-se um representante de cada grupo;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3&lt;/span&gt;. Distribui-se estes representantes, uniformemente, na instância máxima do colegiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo da &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt; está em, por um lado, representar todos os interessados mas, por outro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar pesos iguais a representantes de grupos completamente diferentes&lt;/span&gt;, inclusive, em tamanho. Assim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;representantes de pequenos grupos &lt;/span&gt;acabam tendo o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mesmo poder&lt;/span&gt; que os de grupos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;seleto grupo de representados&lt;/span&gt; pode contar com &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;muitos representantes&lt;/span&gt;, enquanto a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;grande massa de representados&lt;/span&gt;, com interesses completamente distintos, acaba contanto com &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;poucos&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mecanismo fere o princípio &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democrático&lt;/span&gt; em que &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;1 homem = 1 voto&lt;/span&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos práticos onde esta &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt; acontece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o &lt;a href="http://www.tse.gov.br/"&gt;Tribunal Superior Eleitoral (TSE)&lt;/a&gt;, é possível sabermos o seguinte à respeito dos estados com menor e maior colégio eleitoral, respectivamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="1" width="200"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;Roraima&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;São Paulo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Eleitores&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;208.524&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;25.655.553&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Deputados Federais&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;8&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;70&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Senadores&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;3&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;3&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;À partir daí, podemos verificar o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;desequilíbrio&lt;/span&gt; que as duas Casas Legislativas têm entre seus membros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="1" width="200"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;Eleitores por&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;Roraima&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;São Paulo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Deputado Federal&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;26.066&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;366.508&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Senador&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;69.508&lt;/td&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;8.551.851&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conselhos, Colegiados, Câmaras e Comissões&lt;/span&gt;: aloja-se na instância máxima de representação destes "mecanismos" representantes dos diversos segmentos envolvidos, de forma a compor um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;guarda-chuva abrangente mas, nem por isso, com forças equilibradas&lt;/span&gt;. Assim, uma organização que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;representa os interesses de alguns poucos&lt;/span&gt; empresários, por exemplo, pode acabar ocupando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mesmo número de "cadeiras"&lt;/span&gt; que uma organização que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;representa os interesses de milhares&lt;/span&gt; de trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um colegiado ser de fato &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democrático&lt;/span&gt;, de duas uma: ou estabelece-se a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracia direta&lt;/span&gt;, onde cada pessoa vota &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;diretamente&lt;/span&gt; nas questões, ou cria-se uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracia representativa onde cada representante possui um peso diferente quando vota, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;proporcional&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ao peso de sua representação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos numa &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;democracia representativa&lt;/span&gt;! Nas diversas instâncias de representação, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1 homem = 1 voto&lt;/span&gt;! Mas para haver &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;justiça democrática&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o peso destes representantes não pode ser  idêntico&lt;/span&gt;! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esta proporção só é correta na &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democracia direta&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conhece algum mecanismo de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;democracia representativa&lt;/span&gt; onde o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;desequilíbrio de forças&lt;/span&gt; é compensado dando-se &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;pesos diferentes para os votos de cada representante&lt;/span&gt;? Nem eu! Daí podemos concluir que vivemos numa &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;democracia&lt;/span&gt; que, além de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não ser direta&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não é justa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;nem equilibrada&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;nem representa proporcionalmente os homens&lt;/span&gt; e, portanto, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é democrática&lt;/span&gt;. Desta forma, percebemos que a expressão "&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;democracia representativa&lt;/span&gt;" trata-se, na verdade, de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;licença poética&lt;/span&gt;, e não de uma forma sincera de &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;democracia&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114686679752074410?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114686679752074410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114686679752074410&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114686679752074410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114686679752074410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/05/democracia-representativa-existe.html' title='Democracia Representativa Existe?'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114333103522506614</id><published>2006-03-25T19:28:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T15:29:43.983-03:00</updated><title type='text'>Sereias, Vampiros e Medusas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem alguns seres mitológicos que, nos dias de hoje, ainda estão muito presentes. Este texto procura fazer uma analogia entre alguns destes seres e perfis psicológicos contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sereia"&gt;Sereias&lt;/a&gt; são seres mitológicos que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cantam &lt;/span&gt;com tanta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;doçura &lt;/span&gt;que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atraem &lt;/span&gt;os tripulantes dos navios que passam por perto, os quais ao se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aproximarem &lt;/span&gt;são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devorados&lt;/span&gt;. A analogia serve àqueles que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seduzem &lt;/span&gt;as pessoas, com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;doçura, dissimulação, inteligência, exaltação de sentimentos, amizades, paixões, amores&lt;/span&gt; e, quando finalmente envolvem a presa, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devoram seus sentimentos&lt;/span&gt;, sem piedade. O importante para as sereias é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devorar corações&lt;/span&gt;, indiscriminadamente. A patologia é instintiva, está muito além do próprio controle e compreensão destes predadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vampiro" target="_blank"&gt;Vampiros&lt;/a&gt; são seres mitológicos que alimentam-se de sangue humano para sobreviver. No mundo contemporâneo, esta analogia pode ser feita àqueles que aproximam-se das pessoas, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sugam&lt;/span&gt; suas energias, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;usam&lt;/span&gt;-nas para compensar suas próprias &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;carências, angústias, tristezas, vazios e loucuras&lt;/span&gt; e, no final, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descartam-nas&lt;/span&gt;. Há muitas energias a serem sugadas por pessoas assim: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo, amizade, sentimentos, paixão, amor&lt;/span&gt;... O importante para os vampiros é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abordar&lt;/span&gt; presas suscetíveis, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sugar&lt;/span&gt; toda a energia disponível e, então, partir para a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;próxima&lt;/span&gt; presa. A necessidade que têm de alimentar-se destas energias é fisiológica e patológica, está além do controle dos próprios predadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Medusa_%28mitologia%29" target="_blank"&gt;Medusa&lt;/a&gt; é um ser mitológico que tem o aspecto de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bela mulher&lt;/span&gt;, mas possui &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;serpentes &lt;/span&gt;no lugar de seus &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cabelos&lt;/span&gt; e transforma em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedra &lt;/span&gt;quem olha diretamente em seus &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;olhos&lt;/span&gt;. Esta analogia pode ser interpretada sob duas óticas. A primeira trata das conseqüências a que está exposta uma pessoa que convive com uma medusa: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coração&lt;/span&gt; da vítima pode &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;congelar&lt;/span&gt;-se indefinidamente, tornando-a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amarga&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descrente&lt;/span&gt; com o futuro e com as pessoas. A segunda trata da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incapacidade&lt;/span&gt; de uma medusa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enxergar-se&lt;/span&gt; diante do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;espelho&lt;/span&gt;. Intimamente, a medusa sabe (ou sente) que apenas seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aspecto&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;belo&lt;/span&gt;, mas que sua &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;essência&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;destrutiva&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;egoísta&lt;/span&gt;. Uma vez que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;auto-observação&lt;/span&gt; pode colocar em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;colapso&lt;/span&gt; sua própria existência, a medusa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não observa-se no espelho&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perpetuando&lt;/span&gt; suas características, sejam elas quais forem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de um perfil psicológico que combine estes três personagens pode dar-se da seguinte forma: o indivíduo analisado (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;objeto de estudo&lt;/span&gt;) possui as características &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sedutoras&lt;/span&gt; da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sereia&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;encantando&lt;/span&gt; a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;presa&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;puxando-a para o fundo das águas&lt;/span&gt;, como num "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abraço do afogado&lt;/span&gt;". Soma-se a isso a característica do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vampiro&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sugar as energias da presa&lt;/span&gt; e, ao final, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descartar-lhe&lt;/span&gt;. O ciclo fecha-se com a capacidade da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;medusa&lt;/span&gt; de, ao final, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;congelar o coração de suas vítimas&lt;/span&gt; e, em contrapartida, sua &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incapacidade&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;observar-se e perceber-se&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;presas&lt;/span&gt; restam poucas saídas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;afastamento total, absoluto e irrestrito&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;muita&lt;/span&gt; fé, seja de que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maldição desaparecerá&lt;/span&gt;, seja de que suas próprias &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;energias&lt;/span&gt; serão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;infinitas&lt;/span&gt; e que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;anticorpos&lt;/span&gt; serão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;criados&lt;/span&gt; durante a convivência com seus respectivos predadores. A aposta nesta última opção, entretanto, pode tornar o processo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;recuperação&lt;/span&gt; da presa extremamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;longo&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;doloroso&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;se houver&lt;/span&gt;. É uma opção! Uma escolha pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas com qualquer combinação destes perfis podem realmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acreditar que são boas&lt;/span&gt;, mas pode não tratar-se de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;opção&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;filosofia de vida&lt;/span&gt;, e sim de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;patologia&lt;/span&gt;, doença! Estas pessoas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;precisam&lt;/span&gt; de ajuda técnica, profissional e especializada, e não de pessoas bem-intencionadas, seduzidas e dispostas a entregar-lhes até a última gota do próprio sangue, ou mesmo o coração, numa bandeja. As &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;presas&lt;/span&gt;, por melhores sentimentos que tenham, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não poderão ajudar esses doentes&lt;/span&gt;, ainda mais quando o envolvimento é passional. As &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intenções&lt;/span&gt; destes seres podem ser as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhores&lt;/span&gt;, mas os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;resultados&lt;/span&gt; de suas atitudes &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ferem todos que os cercam&lt;/span&gt;, mais cedo ou mais tarde. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;causa&lt;/span&gt; pode ser &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boa&lt;/span&gt;, mas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conseqüência&lt;/span&gt; é &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;má&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi dizia que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impossível&lt;/span&gt; atingir-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fins nobres&lt;/span&gt; através de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;meios vis&lt;/span&gt;: "&lt;a href="http://badhorse.blogspot.com/2006/03/no-violncia-ativa.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim como a árvore está na semente, os fins estão nos meios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114333103522506614?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114333103522506614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114333103522506614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114333103522506614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114333103522506614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/sereias-vampiros-e-medusas.html' title='Sereias, Vampiros e Medusas'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114308639986842151</id><published>2006-03-23T00:19:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T01:29:33.636-03:00</updated><title type='text'>A Armadilha do Crente Bom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenda-se por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;crente &lt;/span&gt;aquele que crê na existência de um ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;supremo&lt;/span&gt;, onipresente, onipotente e onisciente. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fé &lt;/span&gt;que, no mais das vezes, é uma ferramente poderosa para o indivíduo superar obstáculos, pode criar algumas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;armadilhas&lt;/span&gt;. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das religiões, doutrinas, ideologias e coletâneas de dogmas em geral, procuram separar as ações de uma pessoa entre &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boas &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;más&lt;/span&gt;. Às vezes a "sabedoria" é tanta que sentem-se capazes de julgar não só as ações, mas também as pessoas, entre &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boas &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;más&lt;/span&gt;, mas enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma pessoa ser considerada &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boa &lt;/span&gt;por esse ser supremo, ela deve seguir um conjunto de normas que, na prática, pode tornar a vida da pessoa e da sociedade como um todo, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;melhor&lt;/span&gt;! O problema surge na forma como essas normas costumam ser encapsuladas. Por tratarem-se de dogmas, não podem ser questionadas. Cria-se então a noção de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pecado&lt;/span&gt;. Peca não só aquele que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descumpre as regras&lt;/span&gt;, mas também aquele que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;questiona as normas&lt;/span&gt; estabelecidas pelo ser supremo: os &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;dogmas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de não questionar os dogmas já é meio caminho andado para que o indivíduo sinta-se &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom&lt;/span&gt;! Salvo! Bem-quisto pelo ser supremo! A armadilha está na incapacidade de o indivíduo perceber-se, algumas vezes, como &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;mau&lt;/span&gt;. Como estas regras não prevêm todas as milhares de situações possíveis na vida, mas apenas estabelece regras gerais, fica a critério da pessoa como aplicar essas regras genéricas na vida cotidiana: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livre-arbítrio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o indivíduo está inundado pela certeza de ser &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom&lt;/span&gt;, seja porque crê, por pagar seu dízimo ou por fazer milhares de coisas boas ao próximo, sua visão pode tornar-se turva, míope mesmo, quando está prestes a fazer algo de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ruim &lt;/span&gt;ao próximo. É tanta fé de que ele próprio é &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom&lt;/span&gt;, que a humildade e subserviência ao ser supremo tornam-se uma espécie de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;arrogância&lt;/span&gt;. E a arrogância cega! O arrogante perde a capacidade de perceber o quanto ainda tem a aprender, o quanto erra, que é feito de barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge uma lacuna entre a extrema &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;humildade &lt;/span&gt;e a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;arrogância&lt;/span&gt;: o que crê é extremamente humilde em relação ao ser supremo, mas por ser um bom crente, obedecer as normas e fazer tudo de melhor que consegue (enxergar) ao próximo, pode acabar por sentir-se extremamente &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom&lt;/span&gt;! Melhor do que os outros, portanto, que não têm esse conjunto de virtudes. Daí surge a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;arrogância&lt;/span&gt;. Nesse espaço fica um vácuo não regulamentado pelas normas, chamado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livre-arbítrio&lt;/span&gt;. Se a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;arrogância &lt;/span&gt;cega o indivíduo, é possível que ele tome decisões que prejudiquem o próximo, com toda a crença de que ele é bom! De que ele crê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compensar esse vácuo não regulamentado, criaram-se mecanismos que forçam o indivíduo a pagar um preço pelos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pecados &lt;/span&gt;que comete, mesmo que não sejam sabidos: dízimos, confissões, promessas, flagelações, etc. Daí pode-se tirar duas conclusões: uma é que aquele que faz a cobrança dos pecados pode ter lucro, inclusive financeiro! A outra é que o fato de o indivíduo prejudicar-se numa instância, pagando o preço que for pelos pecados que sabidamente ou não comete, não compensa as &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;maldades &lt;/span&gt;que porventura tenha cometido na outra instância, em que de fato ocorreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a pessoa tem tanta convicção de que é &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boa&lt;/span&gt;, que não percebe as &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;maldades &lt;/span&gt;que possa estar fazendo. Mas a pessoa tem humildade e reconhece que é feita de barro e que, portanto, comete erros! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daí ela procura pagar suas dívidas numa instância que na prática não compensa as injustiças que porventura tenha cometido&lt;/span&gt;! Compensa apenas aos olhos do ser supremo, mas não em tempo real, com o injustiçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das possíveis soluções contra esta armadilha é criar-se mecanismos que levem o indivíduo a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;refletir&lt;/span&gt;, a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;compreender &lt;/span&gt;sem o auxílio de manuais dogmáticos, o que é &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;mau&lt;/span&gt;, na medida de sua capacidade, e não no limite dos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;dogmas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a extrema humildade e a arrogância de auto-julgar-se como &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;bom&lt;/span&gt;, existe um intervalo muito grande a ser interpretado pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;livre-arbítrio&lt;/span&gt;. Nesse intervalo os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manuais &lt;/span&gt;elaborados pelo ser supremo não têm utilidade, seja por não conterem todas as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hipóteses &lt;/span&gt;possíveis, seja por não haver &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo &lt;/span&gt;suficiente para consultar o que seria a "decisão correta". A única opção a este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impasse &lt;/span&gt;talvez seja apostar-se na dobradinha &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;discernimento &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;princípios humanistas&lt;/span&gt;, e não na &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;claustrofobia intelectual&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;dogmas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como aquela pessoa humilde que, ironicamente, acredita ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a pessoa mais humilde do mundo&lt;/span&gt;! Ou aquela outra que diz, humildemente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter muitos defeitos&lt;/span&gt;. Quando pergunta-se quais seriam esses defeitos, a resposta ou é um silêncio, ou aqueles defeitos típicos de entrevista de emprego: "sou muito pontual, sou muito organizado, extremamente metódico, muito ambicioso, decidido até demais, tenho um temperamento forte..." e por aí vai a incapacidade de todos nós, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seres de barro&lt;/span&gt;, percebermos claramente onde podemos melhorar como indivíduos e como cidadãos. Mudanças de verdade! Estruturais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uns &lt;/span&gt;procuram aproveitar as oportunidades e cabeçadas que a vida oferece para aprender, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;outros &lt;/span&gt;não trabalharam (ou não tiveram trabalhada, que seja) esta capacidade e cometem &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;injustiças&lt;/span&gt;, como qualquer ser humano, mas não aprendem com elas: estão demais míopes para percebê-las. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sabem que erram, culpam-se por isso, mas desconhecem os erros que cometem&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar-se que a "virtude" de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;errar&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saber que erra&lt;/span&gt;, mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não enxergar o erro&lt;/span&gt;, não é exclusividade de quem crê! Não-crentes podem, da mesmíssima forma, criar estas auto-armadilhas, mudando apenas o objeto da fé!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114308639986842151?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114308639986842151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114308639986842151&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114308639986842151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114308639986842151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/armadilha-do-crente-bom.html' title='A Armadilha do Crente Bom'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114296951303225227</id><published>2006-03-21T10:41:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T01:29:48.586-03:00</updated><title type='text'>A Arte de Manipular Taxas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem muitas situações onde alguém tem interesse em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipular &lt;/span&gt;pessoas. Técnicas de manipulação existem aos montes, mas uma das mais eficientes é, sem dúvidas, através dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;números&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estatística&lt;/span&gt;, por exemplo, é uma tentativa de prever-se resultados futuros baseando-se em dados do passado. Se a estatística for bem feita, pode de fato conseguir fazer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;previsões&lt;/span&gt;, mas também pode ser inteligentemente manipulada para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;distorcer &lt;/span&gt;previsões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, números &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeiros &lt;/span&gt;podem ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulados &lt;/span&gt;de forma a apresentarem resultados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falsos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo são apresentadas algumas destas técnicas, muitas das quais baseadas no livro "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Art Of Computer Systems Performance Analysis&lt;/span&gt;", de "Raj Jain", em seu 11º capítulo ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ratio Games&lt;/span&gt;").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taxas &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ratio&lt;/span&gt;, em inglês) são coeficientes que permitem mascarar índices de performance com os competidores. O cálculo de uma taxa é feito através da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;relação &lt;/span&gt;entre dois valores, um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;numerador &lt;/span&gt;e um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;denominador &lt;/span&gt;(base). O segredo da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulação &lt;/span&gt;de taxas é sutil: duas taxas com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bases diferentes&lt;/span&gt; não são comparáveis. A técnica de usar taxas com bases incomparáveis e combiná-las em uma única é chamada de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ratio game&lt;/span&gt;", ou "jogo de taxas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas maneiras explícitas e implícitas de usar as taxas com o objetivo de vencer, como num jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Escolhendo um Sistema de Base Apropriado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceito&lt;/span&gt;: a maneira mais simples de demonstrar seu uso é apresentando a performance de dois ou mais sistemas funcionando em diversas cargas de trabalho. A técnica pode ser utilizada tanto em comparações técnicas na área da computação, quanto comparando-se desempenhos de empresas e governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Receita&lt;/span&gt;: mede-se a taxa de performance para cada carga de trabalho e então usa a taxa média para mostrar que o sistema proposto é melhor que o do concorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;: manipulação de taxas onde há três modos de medir a performance de dois sistemas A e B.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;Pegar a média da performance de cada sistema individual e então calcular a taxa;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Normalizar a performance de cada sistema em cada carga de trabalho pela do sistema A e então calcular a média entre as taxas;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Normalizar a performance de cada sistema em cada carga de trabalho pela do sistema B e então calcular a média entre as taxas.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  Esse exemplo mostra que através da escolha apropriada do sistema base pode-se reverter a conclusão sobre qual dos dois sistemas é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Usando a Métrica Apropriada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceito&lt;/span&gt;: outra forma de manipular a taxa é escolhendo uma métrica obtida através de uma taxa de duas diferentes métricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Receita&lt;/span&gt;: compara-se dois sistemas A e B em diferentes métricas, descobrindo-se que A é melhor que B em uma métrica, porém pior em outra. Desta forma, apresenta-se apenas aquela que interessa como comparação entre os dois sistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;: em uma rede de computadores, há dois fatores que devem ser levados em conta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;throughput&lt;/span&gt; (quantidade de dados que é possível transferir através de um dispositivo num intervalo de tempo) e tempo de resposta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;Medir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;throughput &lt;/span&gt;e o tempo de resposta em duas arquiteturas de rede, onde observa-se que a rede A tem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;throughput&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maior &lt;/span&gt;(numa métrica HB, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Higher is Better&lt;/span&gt;, onde quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maior melhor&lt;/span&gt;), mas também tem um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maior &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tempo de resposta&lt;/span&gt; (numa métrica LB, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lower is Better&lt;/span&gt;, onde quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;menor melhor&lt;/span&gt;);&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Os projetistas da rede A sugerem que a métrica certa para comparar as redes é o poder, o qual é definido como uma taxa entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;throughput&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tempo de resposta&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Os resultados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;transformados &lt;/span&gt;levam a crer que a rede A é melhor que a rede B.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="1" width="341"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="57"&gt;&lt;b&gt;Sistema&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="79"&gt;&lt;b&gt;Throughput&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="137"&gt;&lt;b&gt;Tempo de Resposta&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="40"&gt;&lt;b&gt;Poder&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="57"&gt;A&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(0, 153, 0);" width="79"&gt;10&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(255, 0, 0);" width="137"&gt;2&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(51, 204, 0);" width="40"&gt;5&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="57"&gt;B&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(255, 0, 0);" width="79"&gt;4&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(0, 153, 0);" width="137"&gt;1&lt;/td&gt;&lt;td style="color: rgb(255, 0, 0);" width="40"&gt;4&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Manipulando Taxas com Percentagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceito&lt;/span&gt;: percentagens são, basicamente, taxas. Elas permitem manipular as taxas de modo a não se parecerem com taxas. Esta técnica é útil quando o desempenho antes do ganho ou o aumento de desempenho total &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não impressionam&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Receita&lt;/span&gt;: elas podem ser usadas para ter um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impacto psicológico&lt;/span&gt; no leitor: números grandes chamam a atenção imediatamente!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;base &lt;/span&gt;na porcentagem deveria ser o valor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inicial&lt;/span&gt;, aquele que vem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;primeiro &lt;/span&gt;na ordem cronológica;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Entretanto, pessoas que desejam vender um produto (ou idéia) agressivamente, ignoram este conceito e especificam porcentagens à respeito dos valores &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;finais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;: um ganho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1000%&lt;/span&gt; parece mais impressionante do que um ganho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11 vezes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;Ao invés de dizer que a vazão da rede aumentou de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt; pacote por segundo para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11&lt;/span&gt; pacotes por segundo, é melhor dizer que a performance foi aumentada em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1000%&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Ao invés de dizer que o número de mulheres na magistratura, num universo total de juízes convenientemente não informado, aumentou de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10 para 60&lt;/span&gt; juízas num determinado período, é melhor dizer que houve um aumento de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500%&lt;/span&gt; no número de juízas (mesmo que isso represente uma parcela ínfima do universo total de juízes, como será exemplificado abaixo).&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Descontextualizando Taxas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceito&lt;/span&gt;: para uma taxa ser calculada são necessários &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;valores &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fórmulas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Receita&lt;/span&gt;: o resultado de uma taxa é apresentado, porém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;omite-se&lt;/span&gt; os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parâmetros &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;critérios &lt;/span&gt;utilizados na pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;Um ganho impressionante relativo a valores anteriores, sem a devida contextualização dos valores envolvidos, pode realmente dar a impressão de que o ganho aparentemente impressionante é significativo, mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impressionante &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;significativo &lt;/span&gt;são conceitos completamente diferentes;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mostre-me seus fluxogramas e esconda-me suas tabelas e eu continuarei enganado; mostre-me suas tabelas e seus fluxogramas serão supérfluos&lt;/span&gt;".&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;: um ganho &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;impressionante &lt;/span&gt;num universo em que este ganho é &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;insignificante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;Extendendo-se o exemplo citado anteriormente, do número de juízas, podemos considerar dois momentos diferentes: A e B. No momento &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;, são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10 juízas&lt;/span&gt; num universo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10.000 magistrados&lt;/span&gt;. No momento &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B&lt;/span&gt;, são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;60 juízas&lt;/span&gt; num universo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;100.000 magistrados&lt;/span&gt;. Entre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A e B&lt;/span&gt; o crescimento do número de mulheres na magistratura foi de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500%&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;impressionante&lt;/span&gt;! Entretanto, no momento &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt; as mulheres representam míseros &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;0,1%&lt;/span&gt; do universo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;total&lt;/span&gt;, enquanto no momento &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B&lt;/span&gt; representam ainda mais míseros &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;0,06%&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;total&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;insignificante&lt;/span&gt;!&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Trata-se de uma informação &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeira&lt;/span&gt;, porém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descontextualizada&lt;/span&gt;, dando a impressão de que a situação melhorou significativamente: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500%&lt;/span&gt; é um número &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;impressionante&lt;/span&gt;! Apresentado sozinho, sem a referência aos &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;insignificantes&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;0,1%&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;0,06%&lt;/span&gt; a que esses &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;impressionantes&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500%&lt;/span&gt; dizem respeito, dá a impressão de que a situação das mulheres na magistratura está &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;significativamente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;melhor, quando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na verdade&lt;/span&gt; a melhoria teria sido &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;insignificante&lt;/span&gt;! De fato houve uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhoria&lt;/span&gt;: em relação aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;números do passado&lt;/span&gt;! De fato houve uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;piora&lt;/span&gt;: em relação aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;números totais&lt;/span&gt;! Estas informações podem ser apresentadas conforme os interesses envolvidos. A forma mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justa &lt;/span&gt;de apresentar este tipo de informação é apresentando, junto com as percentagens, as fórmulas e valores envolvidos.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Estratégias para Vencer um Jogo de Taxas ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ratio Game&lt;/span&gt;")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt; &lt;li&gt;Se um sistema é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhor &lt;/span&gt;em todos as comparações, então &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não pode-se tirar conclusões contraditórias&lt;/span&gt; por qualquer técnica de manipulação de taxas (conclusão contraditória significa que um sistema é o melhor com uma base e um outro é o melhor em alguma outra base);&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Até se um sistema é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhor &lt;/span&gt;que outro em todas as comparações, uma melhor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;performance relativa&lt;/span&gt; pode ser mostrada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;selecionando&lt;/span&gt;-se a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;base apropriada&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Se um sistema é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhor &lt;/span&gt;em alguma comparação e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pior &lt;/span&gt;em outra, conclusões &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contraditórias &lt;/span&gt;podem ser tiradas em alguns casos;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Se a métrica de performance é do tipo LB (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lower is Better&lt;/span&gt; - quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;menor&lt;/span&gt; melhor), é melhor usar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seu sistema&lt;/span&gt; como base;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Se a métrica de performance é do tipo HB (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Higher is Better&lt;/span&gt; - quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maior &lt;/span&gt;melhor), é melhor usar a base do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seu concorrente&lt;/span&gt; --&gt; uma maior taxa média pode ser obtida do Sistema A se o Sistema B é usado como base;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Aquelas comparações que apresentam-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhor &lt;/span&gt;no seu sistema devem ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alongados &lt;/span&gt;e aqueles que apresentam-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pior &lt;/span&gt;devem ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diminuídos&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;É importante ter-se em mente que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;média de uma taxa não é o modo correto de analizar-se um dado&lt;/span&gt;, mas infelizmente isto é feito tão freqüentemente que é útil saber essas regras para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;auto-proteção&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;O método correto para analizar-se dados do mesmo modo é usando técnicas para analizar projetos experimentais, que pretendem ser imparciais.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Utilizando Médias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceito&lt;/span&gt;: médias podem ser utilizadas de forma a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mascarar limites máximos&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mínimos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Receita&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;soma-se&lt;/span&gt; todos os valores de um determinado contexto (espaço amostral) e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;divide&lt;/span&gt; o resultado total pelo número de amostras, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;omitindo&lt;/span&gt; na apresentação do resultado os valores &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;extremos&lt;/span&gt;, de forma a "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uniformizar&lt;/span&gt;" eventuais desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;: utilizar médias para (ou pode) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esconder diferenças gritantes&lt;/span&gt; entre valores dentro de um mesmo contexto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;A temperatura média do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;corpo de um indivíduo&lt;/span&gt; pode ser feita através da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;soma&lt;/span&gt; da temperatura da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cabeça&lt;/span&gt; com a dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pés&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dividindo&lt;/span&gt;-se o resultado por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. Se a cabeça estiver a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;+174 ºC&lt;/span&gt; e os pés a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-100 ºC&lt;/span&gt;, temos que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(+174) + (-100) = 74&lt;/span&gt;, dividindo-se esta soma por 2, temos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;74 / 2 = 37&lt;/span&gt;! A temperatura média deste indivíduo é, aparentemente, normal: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;37 ºC&lt;/span&gt;. Entretanto, percebe-se que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impossível&lt;/span&gt; que esteja vivo!&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pista de pouso&lt;/span&gt; possui medidores de nível d'água (tecnicamente chamado de lâmina d'água), para dias de chuva, a cada 20 metros. Sabe-se que se em algum trecho da pista houver mais do que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;40mm&lt;/span&gt; de água, a pista não deve mais ser operada. O protocolo de segurança de vôo utilizado nesta pista, entretanto, diz que a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;média máxima&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não pode ser superior a 40mm de água&lt;/span&gt;. Se em quase todos os trechos houver apenas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1mm&lt;/span&gt; de água e num único deles houver &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;200mm&lt;/span&gt; de água, sabe-se que a operação &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;neste trecho&lt;/span&gt; está &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;insegura&lt;/span&gt; e, conseqüentemente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;toda a pista&lt;/span&gt; (uma vez que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é possível isolar-se os trechos numa pista contínua&lt;/span&gt;). Entretanto, a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;média máxima&lt;/span&gt; pode estar muito abaixo dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;40mm&lt;/span&gt;, e a pista continuará sendo considerada segura! Um perigo que, infelizmente, não é apenas teórico!&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Um exemplo prático de pista de pouso em condições extremamente inseguras, mas que continua operacional: um determinado aeroporto possui &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.900 metros de comprimento&lt;/span&gt;, e um medidor de nível d'água a cada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20 metros&lt;/span&gt;. No total há &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;95 medidores&lt;/span&gt;. Se num dia chuvoso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;90&lt;/span&gt; dos medidores registrarem que a lâmina d'água é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10mm&lt;/span&gt; e os outros &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5&lt;/span&gt;, correspondentes a uma faixa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;100 metros&lt;/span&gt;, registrarem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;200mm&lt;/span&gt;, temos que a média (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;informação inútil&lt;/span&gt; também neste caso) é a seguinte: (90 medidores * 10mm) + (5 medidores * 200mm) = 1.900 mm / 95 medidores = &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20 mm/medidor&lt;/span&gt;. A &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;média máxima&lt;/span&gt; sendo de 40mm, portanto, não foi atingida, e a pista continua sendo considerada apropriada!&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;A população de um país qualquer é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.000 habitantes&lt;/span&gt;. Sabe-se que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt; deles tem uma renda anual de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;US$ 1.999.001&lt;/span&gt; e que a dos demais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;999&lt;/span&gt; é de apenas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;US$ 1&lt;/span&gt;. O cálculo da renda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;per capita&lt;/span&gt; deste país é feito da seguinte forma: (1 habitante * 1.999.001 dólares) + (999 habitantes * 1 dólar) = 2.000.000 dólares / 2.000 habitantes = &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.000 dólares/habitante&lt;/span&gt;. A média das rendas deste país não mostra nenhuma informação importante relativa às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desigualdades de renda&lt;/span&gt; (ou sociais) existentes no mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;A principal razão pela qual a análise de taxas resultam em resultados contraditórios é que a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; aproximação de extrair um significado da taxa é errada&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;A aproximação ignora completamente o fato de que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;performance &lt;/span&gt;é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;afetada &lt;/span&gt;tanto por muitos fatores quanto por erros de experimento;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;A utilização de taxas pode ser feita de forma extremamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tendenciosa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulando &lt;/span&gt;completamente os resultados a fim de dar a forma desejada aos números, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem utilizar-se de qualquer inverdade, mas apenas uma literal manipulação da verdade&lt;/span&gt;;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;O consumidor das informações deve procurar saber quais os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parâmetros &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;critérios &lt;/span&gt;utilizados em uma pesquisa para saber se aqueles dados, por mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeiros &lt;/span&gt;que sejam, não estão mostrando apenas uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdade colorida&lt;/span&gt; que interessa única e exclusivamente a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;objetivos excusos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114296951303225227?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114296951303225227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114296951303225227&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114296951303225227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114296951303225227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/arte-de-manipular-taxas.html' title='A Arte de Manipular Taxas'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114186621659091265</id><published>2006-03-08T18:42:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:06:47.193-03:00</updated><title type='text'>Mecanismos de Auto-Defesa do Sistema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito tempo atrás, havia no mundo o que se chamava de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;luta de classes&lt;/span&gt;". De um lado, os "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominantes&lt;/span&gt;", em menor número, porém com mais poder. Do outro, os "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominados&lt;/span&gt;", mais numerosos e com pouco (ou nenhum) poder de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fato&lt;/span&gt;? Porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de direito&lt;/span&gt; o que não faltam são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;teorias &lt;/span&gt;(também conhecidas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;leis&lt;/span&gt;) que dão poder aos dominados. Mas na prática, a teoria é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracia&lt;/span&gt;, teoricamente, o poder deveria ser exercido pelo povo e para o povo, o que implicaria que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;povo &lt;/span&gt;seria a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;classe dominante&lt;/span&gt; (não haveria, portanto, ninguém para ser dominado, logo não existiria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;classe dominada&lt;/span&gt;). No mundo de hoje, entretanto, ao contrário da Grécia Antiga (berço da democracia), as pessoas não podem dedicar-se integralmente à política, fazendo-se representar por uma minoria. Esta minoria de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;representantes &lt;/span&gt;deveria servir ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;povo &lt;/span&gt;e seus interesses, mas na prática acaba servindo aos interesses de uma parcela mínima deste povo, que chamaremos aqui de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;classe dominante&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "classe dominante" (ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;elite&lt;/span&gt;) e os "representantes do povo" (ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;políticos&lt;/span&gt;) acabam confundindo-se, pois enquanto os primeiros têm poder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;econômico&lt;/span&gt;, os últimos têm poder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fato&lt;/span&gt;, instrumentalizado, juridicamente protegido... e, é claro: interesses econômicos! Uma mão acaba por lavar a outra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na classe dominada (ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;povo&lt;/span&gt;) é comum surgirem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lideranças &lt;/span&gt;que, sedentas por justiça social, revoltam-se contra o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; (ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema&lt;/span&gt;) e criam ou participam de mecanismos que procuram recuperar, de alguma forma, aquele poder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de direito&lt;/span&gt;, mas não &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fato&lt;/span&gt;, que o povo tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma característica interessante, entretanto, que é comum à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maioria &lt;/span&gt;dos seres humanos: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quase todo homem tem seu preço&lt;/span&gt;! Isso significa que, uma vez seduzida ou convencida, qualquer pessoa é capaz de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parar de lutar&lt;/span&gt; contra o Sistema, seja por aceitá-lo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passivamente&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;resignando&lt;/span&gt;-se; seja por aceitá-lo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ativamente&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;beneficiando&lt;/span&gt;-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este preço não necessariamente está relacionado com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dinheiro&lt;/span&gt;. Pode também ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poder&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;medo&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;elite &lt;/span&gt;(e aqui não estamos mais falando daquela elite do conceito antigo, que trata das lutas de classe) modelou o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema &lt;/span&gt;de tal forma que, hoje em dia, qualquer pessoa do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;povo &lt;/span&gt;tem, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;virtualmente&lt;/span&gt;, acesso a esta classe superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples possibilidade de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acesso&lt;/span&gt;, entretanto, não tem qualquer significado se não vier acompanhado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejo &lt;/span&gt;por esta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ascensão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está em discussão aqui se a criação foi natural ou artificial, mas o que importa é que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema &lt;/span&gt;é capaz de fazer com que a maioria do povo aceite o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; onde encontra-se. Por quê maioria e não totalidade? Porque há exceções! A estas exceções chamaremos de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lideranças&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lideranças &lt;/span&gt;(ao menos teoricamente) procuram, num primeiro momento, desestabilizar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema&lt;/span&gt;, com o objetivo de diminuir o desequilíbrio de forças e interesses que há entre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominantes &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominados&lt;/span&gt;. Quando tornam-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lideranças&lt;/span&gt;, essas pessoas estão num meio de caminho entre os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominantes &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominados &lt;/span&gt;pois, em última instância, lideram os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominados &lt;/span&gt;contra os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominantes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema &lt;/span&gt;funciona de tal forma que, de três uma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou as lideranças são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bem-sucedidas&lt;/span&gt; e conseguem mobilizar os dominados de tal forma que conseguem alterar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;. As conseqüências disso costumam ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;revoluções&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou as lideranças são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mal-sucedidas&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nada &lt;/span&gt;se altera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou as lideranças &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;viram a casaca&lt;/span&gt; e aceitam o convite para ingressar na desejável classe dominante. Nada se altera além do fato de a elite &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dividir &lt;/span&gt;seu poder com mais uma pessoa (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ex-liderança&lt;/span&gt;, agora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominante&lt;/span&gt;), ao invés de com mais milhões de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ex-dominados&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer estrutura de poder é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;piramidal&lt;/span&gt;: quem está na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ponta &lt;/span&gt;domina, quem compõe a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;base &lt;/span&gt;é dominado. A democracia é justamente uma tentativa de fazer com que a ponta da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pirâmide do poder&lt;/span&gt; (político, social, econômico) seja composta por pessoas que façam as coisas acontecerem em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;benefício &lt;/span&gt;da base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estruturas como essa, em que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;base influencia e é influenciada pela ponta&lt;/span&gt;, chamamos de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estruturas colegiadas&lt;/span&gt;". Aquelas em que apenas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ponta influencia a base&lt;/span&gt;, esta sendo completamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obediente &lt;/span&gt;aos interesses e determinações daquela, chamamos de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estrutura piramidal&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;instância &lt;/span&gt;da vida privada, corporativa e pública, é possível observar-se os mecanismos de poder: associações, sindicatos, federações, confederações, prefeituras, assembléias, câmaras, senados, conselhos, fundações, diretorias, assembléias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aceitável que numa empresa, desde que com justiça e dignidade, uma pessoa mande e outras obedeçam. Em quaisquer outras estruturas onde existem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diferentes níveis de poder&lt;/span&gt;, a busca pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;democracia &lt;/span&gt;deve ser uma constante: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;base influencia ponta que comanda pela e para base&lt;/span&gt;! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isso é democracia&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas muito complexos, entretanto, como o político, exigem representantes intermediários (as lideranças). São essas pessoas que podem ou não contribuir para que o Sistema seja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justo &lt;/span&gt;para todos (ricos, pobres, poderosos, subalternos... todos!). Esta influência pode ocorrer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;influenciando quem tem poder&lt;/span&gt; a agir com justiça, ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mobilizando quem não tem poder&lt;/span&gt; a pressionar para que haja justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liderança é, portanto, peça-chave para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mudança ou manutenção&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que afirma-se que "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todo homem tem seu preço&lt;/span&gt;". A depender da influência que uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liderança &lt;/span&gt;tenha, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;elite&lt;/span&gt; (qualquer que seja ela) pode dispor-se a corrompê-la e seduzi-la para o seu lado, pagando preços altíssimos se for o caso. O importante é manter o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some-se a isso os diversos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejos &lt;/span&gt;que são, desde a tenra infância, incorporados no subconsciente da gigantesca maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some-se também a habilidade com que o Sistema convence as pessoas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aceitarem &lt;/span&gt;o mundo de injustiças em que se encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado torna-se claro: temos um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rebanho &lt;/span&gt;de bilhões de cabeças &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;comportadas&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;punhado &lt;/span&gt;das quais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inconformadas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;algumas &lt;/span&gt;destas de alguma forma realmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;engajadas &lt;/span&gt;com algo que altere o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; e, finalmente, destas sobram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poucas &lt;/span&gt;que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não estão à venda&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa não comporia o "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rebanho&lt;/span&gt;" se não fosse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alienada e/ou conformada&lt;/span&gt;: seria uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liderança&lt;/span&gt;. Talvez o que falte no mundo sejam lideranças. Numa abstração exagerada, o que aconteceria se todas as pessoas atingissem um grau de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;consciência e/ou inconformismo&lt;/span&gt; tal, que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejassem &lt;/span&gt;e se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mobilizassem &lt;/span&gt;para que o mundo, em suas mais variadas instâncias, fosse mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justo&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente o mundo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fato&lt;/span&gt;, fosse mais justo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso trata-se de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;utopia &lt;/span&gt;e, conseqüentemente, algo que não existe e/ou é impossível. Mas não é impossível que no mundo surjam mais lideranças, com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;boas causas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bons princípios&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;éticas &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justas&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fórmula mágica&lt;/span&gt;" para conseguirmos que o mundo farte-se de pessoas assim seja através da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;educação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então a uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conclusão &lt;/span&gt;extremamente clara: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a educação não interessa ao Sistema&lt;/span&gt;!. Mas mesmo assim existem pessoas educadas em alguns lugares do mundo, e continuam havendo injustiças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí podemos tirar uma outra possível conclusão: por mais educadas que algumas pessoas possam ser, isso não as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liberta dos desejos&lt;/span&gt; inerentes à maioria (felizmente não totalidade) dos seres humanos: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;riqueza&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poder&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conforto&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema &lt;/span&gt;em que vivemos hoje é extremamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sedutor&lt;/span&gt;. Sedutor e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;influente&lt;/span&gt;: quando oferece educação, estimula valores importantes para a manutenção do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema&lt;/span&gt; (que, conseqüentemente, beneficia a elite), mas não aqueles valores que oferecem risco ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filosofia&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ética&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;política&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sociologia &lt;/span&gt;e outras ciências que interpretam o mundo, passam longe dos bancos escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquirindo habilidade para um bom emprego, mas não tendo consciência do que está por trás do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;, temos o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fenótipo &lt;/span&gt;do ser humano contemporâneo médio (os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dominados&lt;/span&gt;): deseja passar numa boa universidade, para conseguir um bom emprego, receber um bom salário, para poder ter uma vida confortável, constituir uma família, oferecer-lhe tudo do bom e do melhor, talvez até mesmo doar parte do excedente... não é incrível como os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejos &lt;/span&gt;das pessoas são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pasteurizados&lt;/span&gt;? Palmas ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema&lt;/span&gt;! E a quem, eventualmente, tenha colaborado com sua construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente encontraremos pessoas que têm, além desses &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejos &lt;/span&gt;todos, o mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;revolucionário &lt;/span&gt;de todos: o de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mudar o Mundo&lt;/span&gt;! E o principal: estejam dispostas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;agir &lt;/span&gt;de fato neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser difícil termos (e digo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;termos &lt;/span&gt;porque todos ganhamos com a existência de) pessoas assim, mas, felizmente, isso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é utopia&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;justo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;equilibrado&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ecologicamente sustentável&lt;/span&gt;, pode não beneficiar ainda mais a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;elite&lt;/span&gt;, mas certamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não faz mal a ninguém&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114186621659091265?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114186621659091265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114186621659091265&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114186621659091265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114186621659091265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/mecanismos-de-auto-defesa-do-sistema.html' title='Mecanismos de Auto-Defesa do Sistema'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114142201700581111</id><published>2006-03-03T17:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T15:23:50.356-03:00</updated><title type='text'>Bastidores das Teorias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando uma teoria apresenta algum resultado conclusivo, é importante compreendermos os fundamentos desta conclusão. Por quê? Para não sermos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;levados a acreditar&lt;/span&gt; em algo que não entendemos pelo simples fato de ser mais complexo do que nossa capacidade de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de desconhecermos determinado assunto não implica em termos que aceitar, sem "digerir", a teoria apresentada. Essa "digestão", ou filtragem, ou compreensão, vai desde o que convencionou-se chamar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ciência &lt;/span&gt;até áreas mais remotas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;religião &lt;/span&gt;e, inclusive, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;política&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessa que as pessoas aceitem uma teoria como verdadeira? Pode ser ao teórico, ao financiados da pesquisa, a quem tem interesses e poder sobre algo ou alguém... Dificilmente são apresentadas novas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perguntas &lt;/span&gt;ou interrogações sobre o incerto. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afirmações &lt;/span&gt;e exclamações têm muito mais poder de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulação&lt;/span&gt;, pois não levam à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reflexão ativa&lt;/span&gt;, mas sim à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aceitação passiva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez compreendidos os motivos que levam alguém a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;difundir verdades&lt;/span&gt; absolutas, é importante compreendermos como se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fundamenta &lt;/span&gt;uma teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há basicamente 4 formas de fundamentar-se uma teoria, levando-se em conta a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amplitude&lt;/span&gt; da pesquisa&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt; (abrangente ou profunda) e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parcialidade&lt;/span&gt; com que os dados pesquisados são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;selecionados&lt;/span&gt; para fundamentar a conclusão (&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;imparcial&lt;/span&gt; ou &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;parcial&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amplitude&lt;/span&gt; da pesquisa:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abrangente&lt;/span&gt;: à partir de um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pressuposto inicial&lt;/span&gt;, a pesquisa é aprofundada em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todas&lt;/span&gt; as direções;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Profunda&lt;/span&gt;: à partir de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;teoria já existente&lt;/span&gt;, a pesquisa é aprofundada em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma&lt;/span&gt; das direções, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;defendendo&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atacando&lt;/span&gt; a teoria, descobrindo-se ao final se a direção escolhida é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeira&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falsa&lt;/span&gt;, seja ela qual for. Se a defesa da tese prova que a mesma é  falsa, o ataque levaria à mesma conclusão, porém sob a perspectiva de quem ataca, e não de quem defende. Analogia: o pico da montanha observada (conclusão) é o mesmo, entretanto a depender da face em que se encontre o observador (norte ou sul, ataque ou defesa), a perspectiva com que se observa o pico muda.&lt;br /&gt;  &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; Quanto à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parcialidade&lt;/span&gt; da conclusão:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imparcial&lt;/span&gt;: os argumentos são colocados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;frente-a-frente&lt;/span&gt; e vence o mais forte;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Parcial&lt;/span&gt;: os argumentos são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tendenciosamente selecionados&lt;/span&gt; de forma a fundamentar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um&lt;/span&gt; ponto-de-vista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desejado&lt;/span&gt;.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; A problemática surge em relação à seleção tendenciosa, ou &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;parcial&lt;/span&gt;, de argumentos. Neste tipo de "fundamentação de teoria", a conclusão sempre será fundamentada, porém com uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grave carência lógica&lt;/span&gt;: metade dos argumentos, aqueles que não interessam à tese que deseja-se defender, são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descartados&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;&lt;/span&gt;Esta forma de "fundamentação" é perigosíssima, pois não informa com sinceridade tratar-se de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulação parcial de meias-verdades&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre é fácil perceber quando uma teoria, que tem "tudo" para ser aceita como verdade, trata-se na verdade de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipulação bem elaborada&lt;/span&gt;, também conhecida como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falácia&lt;/span&gt;. Felizmente existem mecanismos que podemos usar como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alerta &lt;/span&gt;para não sermos usados como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;massa-de-manobra&lt;/span&gt; e nem compormos um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rebanho comportado&lt;/span&gt;, com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pensamento pasteurizado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes mecanismos não são, entretanto, receitas-de-bolo, mas sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;princípios lógicos&lt;/span&gt; que podem e devem ser usados a todo instante em que alguém (seja uma pessoa, jornal, revista, rádio, noticiário, igreja...) tentar transferir-nos uma verdade sobre algo que desconhecemos ou temos pouco domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos bem-escritos e assinados por pessoas gabaritadas e de alto prestígio. Telejornais apresentados por jornalistas muitíssimo bem-apessoados. Programas radiofônicos transmitidos por uma voz privilegiada. Jornais e revistas de grande circulação respeitados internacionalmente. Livros escritos por escritores consagrados. Teses defendidas por especialistas de renome. Best-sellers religiosos que contêm verdades universais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;embalagens com alto poder de sedução&lt;/span&gt;! Os bastidores da construção das belas teorias e/ou verdades absolutas, que estão dentro de embalagens como estas, é que não são tão facilmente percebíveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar-se como ignorante ou ingênuo sobre determinado assunto nem sempre é fácil. Por isso é tão fácil &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seduzir&lt;/span&gt; milhões de pessoas através de belas embalagens, que podem funcionar como cápsulas de remédio (ou seria veneno?) cujo conteúdo é duvidoso: uma vez ingeridas, seu efeito pode estender-se com intensidade e tempo indeterminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que vemos tantas pessoas que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aceitam como puramente verdadeiro&lt;/span&gt; algo que é insistentemente trabalhado pela grande mídia, religiões, corporações e interesses ocultos de forma geral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a melhor forma de libertar-se (pelo menos um pouco) de qualquer sistema que, com muita habilidade, aprisione a mente e condicione nosso raciocínio, seja todas as vezes em que tivermos acesso a informações contidas em embalagens sedutoras, nos fazermos uma pergunta-chave: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a quem interessa que eu aceite isso como verdade? Quem ganha o quê com isso...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E atenção: nenhuma mensagem virá com um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;letreiro luminoso&lt;/span&gt; avisando que trata-se de uma manipulação! Se fosse óbvio não seria manipulação, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez percebida a possibilidade de estarmos diante de uma tese do "terceiro tipo", passa a ser uma escolha pessoal buscar (ou não) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;outros pontos-de-vista&lt;/span&gt;, ou um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;outro lado da moeda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114142201700581111?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114142201700581111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114142201700581111&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114142201700581111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114142201700581111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/bastidores-das-teorias.html' title='Bastidores das Teorias'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114132715684092330</id><published>2006-03-02T14:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:07:03.383-03:00</updated><title type='text'>Clientela Servil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns hábitos são como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preconceitos&lt;/span&gt;: difíceis de serem quebrados! Muitos são criados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;naturalmente &lt;/span&gt;ao longo do tempo, outros não. Entre os criados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;artificialmente&lt;/span&gt;, podemos identificar um facilmente observável em qualquer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping center&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente vai à praça de alimentação, escolhe um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt;, faz sua compra, leva a bandeja até a mesa, come e, por final, leva gentilmente os restos ao lixo e descarrega a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bandeja &lt;/span&gt;logo acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o comportamento médio dos clientes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-foods&lt;/span&gt;. Surge a dúvida: por quê é assim que funciona? Oras, porque a idéia é ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rápido&lt;/span&gt;! Compra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast&lt;/span&gt;, come &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast&lt;/span&gt;, desocupa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast&lt;/span&gt;! É como numa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cocheira&lt;/span&gt;, só que para humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é inevitável freqüentarmos esses lugares, mas a última parte do roteiro "compra-come-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desocupa&lt;/span&gt;" merece especial atenção: não seria ainda mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast&lt;/span&gt; se assim que terminássemos a refeição simplesmente nos levantássemos e seguíssemos nosso rumo? Por quê é que perdemos tempo esvaziando o que sobrou no lixo e guardando a bandeja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das respostas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;semi-automáticas&lt;/span&gt; poderiam ser: por educação, um gesto altruísta, liberando espaço para o próximo cliente, não custa nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não seria uma cortesia do restaurante, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt;, disponibilizar funcionários justamente para este fim, poupando o tempo e o esforço do cliente? Oras, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shoppings&lt;/span&gt; são a concretização mais fiel do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;capitalismo&lt;/span&gt;: por quê seria educado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;socializar &lt;/span&gt;o trabalho entre os clientes? Para isso existem os funcionários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, num raciocínio extremo, todos os clientes colaborassem com a limpeza e organização de um shopping, certamente menos funcionários seriam necessários. Num outro extremo, o que aconteceria se todos os clientes resumissem seu esforço apenas a lazer e consumo? Provavelmente ocorreria o inverso: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais empregos seriam gerados&lt;/span&gt;, ou a insatisfação tomaria conta da clientela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, são empregos pouco qualificados, virtualmente desnecessários, mas suficientes para inserir no mercado de trabalho pessoas, da mesma forma, pouco qualificadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos vislumbrar alguns contra-argumentos a essa lógica, como por exemplo, que a contratação de mais funcionários &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aumentaria o custo&lt;/span&gt; e, conseqüentemente, o preço, prejudicando os clientes. Temos aí uma questão de fé, pois a lógica do capitalismo funciona diferente. O preço de produtos que não são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;commodities&lt;/span&gt; (como arroz, feijão, soja) não é uniformizado "por baixo". Se os clientes têm disposição para pagar mais de R$10,00 num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Mac&lt;/span&gt;, a uma demanda considerável, então cobra-se isso, mesmo que seu custo seja inferior a R$1,00! São produtos de marca, não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;commodities&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento de custos não é, portanto, o regulador de preços em redes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping centers&lt;/span&gt;. Contratar mais uma dezena de funcionários pouco qualificados não deverá encarecer os produtos e este argumento, portanto, fica desconstruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aumento do tempo de espera&lt;/span&gt; por uma mesa vaga poderia ser um outro argumento. Consideremos que, hipoteticamente, a praça de alimentação está sempre lotada, pois no caso de haverem mesas vazias este argumento não tem validade. O que aconteceria se muitos clientes tivessem que aguardar muito tempo para sentarem-se num determinado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt;? Possivelmente alguns clientes mais exigentes deixassem de freqüentar aquele espaço e procurassem um outro mais confortável. Veja só a "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lógica do Mercado&lt;/span&gt;" funcionando em sua plenitude! Se um lugar não agrada, o público vai para outro, simples assim! Como os donos daquele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt; poderiam fazer para liberar as mesas mais rapidamente? Contratar mais pessoas para limparem as mesas seria uma solução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento do tempo de espera está, portanto, diretamente relacionado à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;satisfação dos clientes&lt;/span&gt;. Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt; que começar a perder clientes insatisfeitos deverá tomar alguma atitude neste sentido que, na pior das hipóteses, gerará mais empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro argumento que merece ser desconstruído, diz respeito aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10% que deixamos de pagar&lt;/span&gt; pelo atendimento em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shoppings&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-foods&lt;/span&gt;. Esse raciocínio é o cúmulo da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;camaradagem &lt;/span&gt;para com o dono do negócio! É como se pelo fato de os 10% não serem cobrados &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;explicitamente&lt;/span&gt;, nos sentíssemos meio que obrigados a dar nossa contrapartida! Quando vamos em restaurantes com garçons, temos a opção de pagar ou não os 10%, mas nenhum de nós fala para o garçom ficar "sossegado" que nós fazemos questão de tirar os pratos da mesa. Por quê no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt; fazemos exatamente o contrário? Seria pelo fato de não haver uma despesa chamada 10% no cupom fiscal (no caso de quem exige o cupom fiscal, é claro)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que mora o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preconceito&lt;/span&gt;! Fomos educados a considerar educado fazer isso, mas não fomos levados a refletir sobre os porquês de fazermos assim, ou assado. Talvez se os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shoppings&lt;/span&gt; oferecessem uma contrapartida toda vez que levássemos a bandeja ao lixo, como por exemplo nos dar de volta 10% de nossas despesas com alimentação, valesse a pena fazer esta "gentileza". (Aliás, esta mesma lógica funciona com carrinhos de supermercado em estacionamentos!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último argumento que merece desconstrução é mais radical: por quê não fazer o contrário então? Sujar a mesa, o chão, o banheiro e as paredes deliberadamente, a fim de gerarmos mais empregos? Ou mesmo cometer alguns vandalismos?!? A resposta é simples: porque existe uma diferença entre deixarmos de fazer algo supostamente positivo por uma boa causa e, por outro lado, fazermos algo negativo por esta mesma causa. Temos que diferenciar os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fins &lt;/span&gt;dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;meios&lt;/span&gt;. Existe um provérbio que resume perfeitamente o que seria a desconstrução deste argumento: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não se atinge fins nobres através de meios vis&lt;/span&gt;"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante de tudo é enxergarmos, por mais insignificante que esta questão possa parecer perto dos outros problemas do mundo, que este é um gesto repitido milhões de vezes, todos os dias, ao redor de todo o mundo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem ganha e quem perde&lt;/span&gt; com esta "gentileza" é a melhor reflexão que podemos fazer da próxima vez que terminarmos de comer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Mac.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114132715684092330?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114132715684092330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114132715684092330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114132715684092330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114132715684092330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/clientela-servil.html' title='Clientela Servil'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114132233207189898</id><published>2006-03-02T14:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:07:12.996-03:00</updated><title type='text'>Esmola Cidadã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Culpa &lt;/span&gt;é um dos sentimentos que mais vulnerabiliza uma pessoa. Através da manipulação deste sentimento por terceiros, é possível conquistar-se desde lágrimas até dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em países desiguais como o nosso, é comum uma "classe" de pessoas ter acesso a tudo do bom e do melhor e, outra "classe", não ter acesso a nada! Entre os cidadãos da "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;primeira classe&lt;/span&gt;" encontramos aqueles que sentem-se, de certa forma, culpados ou responsáveis, pela situação em que encontram-se os humanos (que lamentavelmente não são cidadãos de fato) da "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;segunda classe&lt;/span&gt;". Encontramos também cidadãos que, ao contrário, desprezam a desgraça alheia, culpando não a si próprios, mas aos próprios desgraçados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, então, um impasse: quem é o culpado, se é que existe um (no sentido de único), pela desgraça de grande parte dos seres humanos que cohabitam a Terra conosco? Eles próprios, nós, a entidade divina chamada "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema&lt;/span&gt;"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;julgar &lt;/span&gt;pessoas, à priori, não faz parte do repertório de habilidades concedidas a nós, réles mortais. Temos a opção, entretanto, de escolher nossas ações. É o que alguns preferem chamar de "livre-arbítrio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorância traz felicidade. Ignorar essas reflexões e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desculpar&lt;/span&gt;-se (no sentido de tirar a culpa) através de esmolas, por exemplo, certamente diminui, momentaneamente, o sentimento de culpa de quem dá, mas o que acontece com quem recebe? A resposta certamente não é uma verdade universal, mas merece reflexão pois, por mais que não alivie a eventual "culpa de cada dia", talvez nos torne menos ignorantes sobre a realidade daquele que, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;supostamente&lt;/span&gt;, ajudamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudamos alguém quando estendemos-lhe a mão para tirá-lo de uma situação difícil, ou quando perpetuamos-no na situação em que se encontra? Estenderer a mão exige muito mais envolvimento e comprometimento com pessoas anônimas do que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar&lt;/span&gt;-lhe a desejada esmola. Uma leve abstração: podemos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estender a mão&lt;/span&gt; para puxar a outra pessoa para cima ou, por outro lado, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abrir a mão&lt;/span&gt; para soltar uma moeda. Esta última ação não manteria o indivíduo no mesmo lugar onde está (as esquinas da vida)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esmola tem a habilidade de escravizar o indivíduo no estado de miséria e humilhação em que encontra-se! Quem oferece esmola certamente o faz com a melhor das intenções, encontrando em seu repertório de justificativas para aliviar a culpa (que também pode ser chamada de consciência... talvez soe menos agressivo) argumentos que o convencem, como estar ajudando a matar a fome de comida, a compor a renda daquela família de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedintes&lt;/span&gt;, a calar momentaneamente as lamentações daquele rosto sofrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvidas quem dá esmola é, antes de tudo, um bem-intencionado! Dificilmente encontraremos alguém que dê esmola motivado pela perpetuação daquela desgraça. Talvez seja doloroso digerir uma idéia que vai de encontro a hábitos antigos, mas é impossível construirmos um mundo melhor sem, antes de tudo, olharmos à nossa volta e ajudarmos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de fato&lt;/span&gt;, o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode surgir então um sentimento de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impotência&lt;/span&gt;: o que fazer então? Esmola não muda o mundo e nem contribui para a evolução daquele indivíduo, mas o que pode ser feito? 1000 sugestões podem ser apresentadas! Use sua criatividade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos criar, participar e/ou contribuir com projetos sociais, por exemplo. Participar de associações, pressionar políticos, adotar uma criança e dar-lhe tudo do bom e do melhor, ajudar a pagar os estudos de outra, educar nossos próprios filhos com uma visão humanista, ecológica, cidadã. É através dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;círculos mais próximos&lt;/span&gt; que começamos a mudar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mãe que já tem 8 filhos e está grávida novamente, coordenando com toda sua ignorância a arrecadação de esmolas que comporá a renda da família, não é capaz de perceber o atentado que seus próprios filhos sofrem ao roubar-lhes a infância! E não é através da esmola que nós vamos ajudá-los a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;libertarem&lt;/span&gt;-se disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olhar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fraterno&lt;/span&gt;, daqueles que mostra que a pessoa foi, no mínimo, percebida, pode ter um efeito muito mais construtivo do que qualquer esmola, e certamente é mais dignificante do que o total desprezo que muitos de nós possamos ter e expressar por estes &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;trabalhadores-infantis-escravos-urbanos-contemporâneos&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114132233207189898?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114132233207189898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114132233207189898&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114132233207189898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114132233207189898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/03/esmola-cidad.html' title='Esmola Cidadã'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114072486604014015</id><published>2006-02-23T17:00:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:07:52.050-03:00</updated><title type='text'>O Pecado Cristão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Igreja Católica&lt;/span&gt;, pecar é: não obedecer aos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10 Mandamentos de Moisés&lt;/span&gt;, incorrer num dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7 Pecados Capitais&lt;/span&gt;, desrespeitar os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5 Mandamentos da Igreja&lt;/span&gt; ou ignorar os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 Mandamentos da Caridade&lt;/span&gt;. Vejamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os 10 Mandamentos da Lei de Deus são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;01. Amar a Deus sobre todas as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;02. Não tomar Seu santo nome em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;03. Guardar domingos e festas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;04. Honrar pai e mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;05. Não matar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;06. Não pecar contra a castidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;07. Não furtar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;08. Não levantar falso testemunho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;09. Não desejar a mulher do próximo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;10. Não cobiçar as coisas alheias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os 7 Pecados Capitais são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;01. Gula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;02. Vaidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;03. Luxúria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;04. Avareza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;05. Preguiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;06. Cobiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;07. Ira &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os 5 Mandamentos da Igreja são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;01. Participar da Missa nos domingos e festas de guarda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;02. Confessar-se ao menos uma vez ao ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;03. Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;04. Santificar as festas de preceito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;05. Jejuar e abster-se de carne conforme manda a Santa Madre Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os 2 Mandamentos da Caridade são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;01. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;02. Amarás a teu próximo como a ti mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O desrespeito às regras acima condena o pecador à perdição eterna, que acontece no Inferno. É para lá que, de acordo com os preceitos católicos, são conduzidos os pecadores renitentes. Um suplício e tanto, que jamais se acaba e inclui o convívio com Satanás, o senhor das trevas e personificação de todo o Mal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustador para qualquer criança!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ao todo 24 mandamentos, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;10 de auto-blindagem&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;14 de boas práticas para convivência social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o grande pecado do dogmatismo cristão: considerar pecado o desrespeito às "regras", ou mandamentos, de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;auto-blindagem&lt;/span&gt; à doutrina católica/cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os forjadores destas "regras" possivelmente tenham as criado com um ótimo propósigo: disciplinar e organizar a sociedade. Por ser muito mais difícil convencer milhares de pessoas a viver civilizadamente através da tríade &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;educação + argumentação + discernimento&lt;/span&gt;, as regras de auto-blindagem podem ter sido criadas. Desta forma, aquela massa de ignorantes que formava a peble seria educada desde criança não só a respeitar as &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;boas práticas&lt;/span&gt;, mas também a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não questioná-las&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma de potencializar ainda mais o efeito destas regras, é evangelizando/doutrinando/castrando-o-raciocínio (d)o indivíduo desde a tenra infância. Nesta fase a pessoa não possui as ferramentas mentais necessárias para questionar tudo que lhe é apresentado, ou mesmo imposto. Sem qualquer possibilidade de defesa, acaba aceitando como verdadeiros todos os valores que lhe são transferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O questionamento deve ser feito em duas frentes: quanto à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;forma&lt;/span&gt; e ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conteúdo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;forma&lt;/span&gt; de se transmitir valores a um indivíduo, seja uma criança, um índio ou um adulto (pretensamente) civilizado, é através do convencimento através (ou seja, passando por) do raciocínio deste indivíduo, ou utilizando atalhos que dispensem a aceitação racional e sejam assimilados emocionalmente? Questiona-se aqui a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melhor&lt;/span&gt; forma, e não a mais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fácil&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conteúdo&lt;/span&gt;, deve-se levar em conta os valores pessoais de quem irá transferir seus próprios valores a um outro indivíduo. Temos aí, portanto, um filtro, que é justamente a opinião, racional ou não, do pretenso educador/evangelizador. Dificilmente um ser humano é capaz de aceitar que os seus valores pessoais não são os melhores possíveis. Temos aí um dilema: como interromper a transferência de valores ruins de um indivíduo a outro? E mais: como julgar um valor como bom ou ruim senão através de nosso próprio julgamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente a melhor solução seja dar condições para que o próprio indivíduo seja capaz de discernir, raciocinar, sentir, julgar, escolher e agir segundo sua própria consciência, e não a de terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando impõe-se quaisquer valores a um indivíduo sem discernimento, corre-se o risco de transferir-se alguns que podem até não fazer mal objetivamente, mas que podem castrar o potencial de raciocínio e questionamento do mundo em que vive, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez numa época em que a humanidade vivia na barbárie, a evangelização e o dogmatismo tenham sido ferramentas adequadas à evolução daquele mundo (daquele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;). Atualmente, entretanto, no mundo civilizado em que supostamente vivemos, a educação tende a ser uma ferramenta muito mais eficiente, justamente por abrir horizontes, ao invés de castrar mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente no dia em que as crianças forem educadas segundo princípios humanistas e evolucionistas (fala-se aqui do evolucionismo ético, e não do desenfreado), a humanidade perceba que a religião teve uma importância histórica num tempo em que os seres humanos ainda não tinham acesso à cultura e à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que muitas das regras religiosas são &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;positivas&lt;/span&gt;, mas outras são &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;castradoras&lt;/span&gt;. É contra estas últimas que uma educação humanista deve lutar. O ser humano deve ser capaz de traçar seu próprio caminho, e não ser usado como massa de manobra num rebanho de interesses ocultos (mas nem por isso invisíveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino religioso talvez seja uma alternativa mais fácil, mas é desesperadora a forma como aprisiona mentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção feita acima entre regras &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;positivas &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;negativas &lt;/span&gt;à evolução da humanidade foi feita por este autor, um réles mortal. Fica aqui a sugestão a cada um que for educar alguém, ou mesmo a si próprio: pense o que aconteceria com a humanidade se todos tivéssemos acesso à educação de qualidade e às "regras" &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;verdes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poderão perguntar: "mas e quem não tem acesso à educação de qualidade"? A esses talvez valha a pena transferir todo o conjunto de "regras" religiosas, pois entre a &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;barbárie &lt;/span&gt;e a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt;, fico com a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação&lt;/span&gt;. Não posso deixar de afirmar, entretanto, que entre a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;manipulação &lt;/span&gt;e a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;liberdade, &lt;/span&gt;fico sem qualquer dúvida, com a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;liberdade&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários e pontos-de-vista diferentes serão muitíssimo bem-vindos, como sempre!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114072486604014015?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114072486604014015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114072486604014015&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114072486604014015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114072486604014015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/02/o-pecado-cristo.html' title='O Pecado Cristão'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-114054904800544569</id><published>2006-02-21T16:09:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:07:54.656-03:00</updated><title type='text'>O Preço da Omissão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história se repete todos os dias: temos tantos problemas e interesses pessoais, que muitos de nós deixamos no último nível as questões coletivas. Um dia de trabalho puxado, alguns ainda estudam... é justo que o pouco tempo que sobra seja dedicado ao lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniões de condomínio, por exemplo! Quem participa? Para muitos aquele momento é sinônimo de bagunça, de perturbação, e não de eficiência e realizações. O que acontece depois? A minoria presente decide e a maioria, alienada, toma conhecimento das decisões que a todos, inclusive aos alienados, influenciará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se repete em reuniões de associações de bairro, associações profissionais, sindicatos de classe... a lista é longa! São muitas as instâncias onde a cidadania pode ser exercida. A mudança do mundo começa em nós mesmos, expandindo-se gradativamente através dos nossos círculos sociais mais próximos, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício da cidadania beneficia, em primeira instância, ao coletivo e, em última, ao indivíduo. Numa sociedade que cultua o individualismo, sobra pouco espaço para a participação em benefício do coletivo. A omissão tem um preço alto em qualquer nível! Descuidar da vida política, por exemplo, só beneficia àqueles que, não só não se descuidam, como dela participam ativamente! São os "donos do poder", os "tomadores de decisão", que sabem muito bem o poder da política, usando a alienação do coletivo em benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a indiferença fosse padrão no passado, ao invés de uma civilização, receberíamos uma selva como legado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas e pretextos para nós mesmos nos convencermos, ou enganarmos, não faltam! A omissão é, sem dúvidas, mais confortável do que a participação. A preguiça é, entretanto, um pecado capital, que causa prejuízos a nível individual e coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decisões serão tomadas a todo instante, quer nós concordemos ou não. Algumas decisões coletivas afetam diretamente a nossa vida, enquanto indivíduos! A boa pergunta que deve ser feita, após alguns momentos de reflexão, é: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a quem interessa que eu não participe&lt;/span&gt;"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta deve ser feita em diversos momentos: na reunião de condomínio, de pais e mestres, do clube, da comunidade do bairro, na assembléia do sindicato, nos debates públicos, nas eleições, no horário eleitoral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém sempre ganha com a omissão de outrém! Escolha a posição que você deseja ocupar neste enorme tabuleiro que, gostemos ou não, cerca nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-114054904800544569?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/114054904800544569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=114054904800544569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114054904800544569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/114054904800544569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/02/o-preo-da-omisso.html' title='O Preço da Omissão'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-113995119262636974</id><published>2006-02-14T19:03:00.000-02:00</published><updated>2006-03-25T22:08:00.076-03:00</updated><title type='text'>Gostar x Amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O roteiro é quase sempre o mesmo: conhecemos alguém, começamos a sair, convivemos mais, a relação aprofunda-se e booom: temos um namoro (ou caso, ou rolo, depende da faixa etária ;-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo é só alegria, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gostamos&lt;/span&gt; de tudo no outro e na relação, fazemos concessões, toleramos um mundo de situações se for preciso. A verdade é que todo começo de relacionamento costuma ser gostoso, ninguém pega no pé, todos respeitam a vontade do outro, é o ápice do altruísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, como qualquer bom roteiro de Drama, algo perturba aquela perfeição inicial: começamos a "mostrar as asinhas", ou melhor, é o outro que começa, nunca nós! Aquela tolerância e aceitação toda começam a entrar em decadência e, muitas vezes, o relacionamento vai junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gostar&lt;/span&gt; é fácil, difícil mesmo é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amar&lt;/span&gt;! A diferença? Simples: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gostar&lt;/span&gt; é aceitar as qualidades do outro; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amar&lt;/span&gt; é aceitar o outro como ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato, o pacote vem completo! Foi-se o tempo dos príncipes e princesas encantados. Hoje em dia, a última moda é conhecermos pessoas cheias de virtudes! E de defeitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amor&lt;/span&gt;, se é que existe alguma, é simples: se aceitamos a pessoa como ela é, então estamos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amando&lt;/span&gt;! Se a pessoa tem 1000 qualidades, mas não aceitamos os defeitos dela, então possivelmente o que sentimos é alguma coisa entre admiração e paixão, mas daí a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amar&lt;/span&gt; vai uma boa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubra, na medida do possível, todos os defeitos do outro. Conhecer as qualidades não requer muita pesquisa: geralmente são apresentadas logo de cara. Coloque, de tempos em tempos, tudo isso na balança. Se mesmo com o prato dos defeitos bem cheio, o das virtudes vencer a prova, e além disso você aceitar todos os adjetivos que estão no balaio, então tá feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amar&lt;/span&gt; é aceitar. Aceitar é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amar&lt;/span&gt;. Sem um não há o outro. Simples assim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-113995119262636974?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/113995119262636974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=113995119262636974&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/113995119262636974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/113995119262636974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2006/02/gostar-x-amar.html' title='Gostar x Amar'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-113522637085900452</id><published>2005-12-22T02:35:00.000-02:00</published><updated>2006-03-25T22:08:08.413-03:00</updated><title type='text'>Saber Amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de aprender-se algo na vida é vivendo! Cometer erros e dar cabeçadas são as melhores aulas que a &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6953451"&gt;Escola da Vida&lt;/a&gt; pode nos oferecer. A vida, entretanto, não é longa o suficiente para tentarmos cometer todos os erros possíveis e, por isso, é importante aprendermos também com os erros alheios. Algumas vezes as "aulas expositivas" não são suficientes para ensinar-nos e precisamos ir para o laboratório! Este texto não é nada mais do que a pretensão de um aluno desta escola transferir, a quem interessar possa, algo que aprendeu na prática. Vamos por partes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. O Equilíbrio dos Sentimentos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num relacionamento, é importante que haja um equilíbrio entre os sentimentos do casal, inclusive no que diz respeito à intensidade com que é externalizado. Quando um se doa muito mais do que o outro em algum aspecto, surge o desequilíbrio. Por isso, é interessante que o relacionamento amadureça gradativamente, que os limites de cada um sejam compreendidos de forma madura, respeitando-se as diferenças, e procurando da forma mais natural possível aproximar os sentimentos, a forma e a intensidade como eles são transferidos. Sentimentos não devem, entretanto, ser economizados! Seja transparente, mostre tudo de melhor que você sentir pela outra pessoa, apenas cuide para não sufocar e também para não exigir que o outro faça o mesmo! Tem que fluir naturalmente. Nem sufoque os seus sentimentos, nem sufoque o outro para que mostre os sentimentos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Amar é Aceitar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém muda ninguém! Ninguém muda por causa de ninguém! Amar uma pessoa é aceitá-la como ela é, com todas as virtudes e defeitos que tem: o pacote é completo! Quando criamos uma projeção da pessoa com quem estamos e, esta sim, encaixa-se perfeitamente no perfil da pessoa que desejamos para nós, o alarme do desequilíbrio deve começar a tocar! Se amamos uma projeção, e não a pessoa, a tendência é tentarmos mudar a pessoa para que ela fique o mais parecida possível com o que desejamos, mas não com o que ela realmente é. Temos sempre duas opções: aceitar a pessoa e, principalmente, os defeitos dela, exatamente como são, ou partir à busca de outra pessoa, com outros diferentes. Se houverem defeitos insuportáveis na pessoa, acredite, não é você quem vai mudá-los! E não adianta iludir-se: a pessoa não vai mudar por sua causa! Na melhor das hipóteses, vai mudar porque ela, exclusivamente, enxergou que pode e precisa mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Quem Vive de Passado é Museu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes criamos a ilusão de que, por sermos pessoas maduras e bem-resolvidas, sabemos muito bem separar todas as coisas. Então, quando começamos um novo relacionamento, às vezes queremos trazer junto todos os nossos relacionamentos anteriores, na forma de amizades! Mas será que de fato conseguimos separar muito bem os bons sentimentos do passado, o carinho, a paixão, o bom sexo, as viagens, os momentos, da amizade que tentamos manter no presente? Mais do que isso: será que as pessoas do passado conseguem? Ninguém está falando para deixar de ser civilizado, de cumprimentar, de ser educado, gentil e respeitoso, ou mesmo de guardar em algum lugar da mente (ou seria do peito?) os bons sentimentos do passado, ou os aprendizados tirados dali. Estamos falando aqui da nova forma de relacionamento que às vezes procuramos alimentar com pessoas que foram mais do que amigos. A tentativa de perpetuar aquele "amor mal-resolvido" como uma "amizade bem-resolvida" pode até fazer bem ao ego, mas certamente não faz bem ao novo relacionamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Proteja o Relacionamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos cuidar do relacionamento que estamos vivendo como se fosse único. A pessoa com quem estamos não precisa saber das nossas experiências anteriores, da lista de pessoas com quem já nos relacionamos, de por quem, quanto, como e onde já nos apaixonamos. Podemos guardar conosco as boas (e más) lembranças, não há qualquer necessidade de compartilharmos essas coisas com ninguém! São sentimentos nossos, apenas nossos! Se precisar dividí-los, faça-o com um amigo de verdade, com o Querido Diário, mas proteja seu parceiro. Por mais madura, segura e bem-resolvida que seja a pessoa com quem estamos, fazê-la sentir-se a única no seu coração é, no mínimo, uma boa prática. Além disso, por mais que acreditemos com todas as forças que a recíproca seja verdadeira (ou seja, que a outra pessoa pode contar à vontade do passado dela que você sabe separar muito bem as coisas, pois é você a pessoa que está com ela hoje), é importante lembrarmos sempre que somos pessoas diferentes, com diferentes experiências de vida e, certamente, diferentes reações a uma mesma situação! Por mais que nós soubéssemos lidar com a mesma situação se fosse o outro fazendo, será que o outro realmente sabe lidar com a que proporcionamos? Isso sem contar que o outro pode realmente, com todas as forças, tentar superar o seu passado (que ainda é lembrado por você no presente), mas isso não quer dizer que conseguirá! Dessa forma, não será de um dia para o outro, mas aos poucos, a pessoa com quem estamos poderá sentir-se vulnerável e, aos poucos, o relacionamento poderá ficar vulnerável. Principalmente se a outra pessoa não era daquelas que vive de passado e, por tentar superar o seu passado, procura encarar o dela própria como algo que merece ser trazido ao presente! Basta um dos dois não saber lidar bem com isso para que, sem querer, cavem juntos a própria cova!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. Seja Justo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partir do pressuposto de que a outra pessoa é confiável até que se prove o contrário é uma boa prática. Não deve-se acusar só por acusar, na procura da verdade ainda não compreendida! Se tiver alguma dúvida, pergunte, investigue, mas não acuse deliberadamente! Ser acusado por algo errado, que realmente se fez, é aceitável por quem de fato errou, mas o efeito que causa numa pessoa inocente pode ser devastador. Se o relacionamento continuar, além de a credibilidade que o acusador tinha ficar seriamente comprometida, fica estabelecido que aquele que acusa aceita continuar com alguém que comete aquele tipo de erro! Daí, se algum dia o injustiçado realmente cometer o erro, já está meio que combinado que será perdoado. Portanto, cuide com as palavras, pois elas realmente ferem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. Elogie Outras Pessoas, com Moderação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa com quem estamos não precisa saber a nossa opinião sobre as pessoas do sexo oposto ao nosso, principalmente no que diz respeito a atributos físicos! Se você acha uma pessoa linda, gostosa, sexy, inteligente, atraente ou desejável, é um direito seu! Sim, temos o direito de ter opiniões pessoais sobre outras pessoas! Daí a contar pro outro tudo o que pensamos, são outros quinhentos! Deixar de contar não é traição. Se você tem desejos por outra pessoa, talvez esteja na hora de rever os seus conceitos, ou mesmo de buscar ajuda para compreender-se melhor. Mas tome cuidado para não iludir-se que o parceiro é uma pessoa preparada para ajudar-nos nesta busca pela auto-compreensão. Numa dessas acaba-se plantando desnecessariamente a semente da insegurança no outro sem qualquer necessidade. Achar a Angelina Jolie ou o Brad Pitt sexualmente desejáveis provavelmente é comum em todos os casais, mas não é necessário que qualquer um dos dois saiba disso: pode ficar apenas na suposição! Os atores de hollywood são inacessíveis para a maioria de nós, o que pode manter de certa forma a segurança entre o casal após a revelação das fantasias, mas há pessoas que não são tão inacessíveis assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. Mantenha Alto o Nível de Respeito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trate o outro com respeito! Não há necessidade de ser uma pessoa fria ou distante para respeitar. O respeito está no cuidado com que tratamos o outro em situações conflituosas, principalmente quando o outro comete um erro! O fato de estarmos cobertos de razão não nos dá direito de desrespeitarmos ninguém. Somos todos feitos de barro: pode acontecer de perdemos o controle e desrespeitamos, mas um erro não justifica o (e nem é justificado pelo) outro! Trate a situação de forma adulta, madura e respeitosa, se quiser ser tratado da mesma forma! Caso contrário, estabelece-se que sempre que um dos dois considerar adequado, a falta de respeito está liberada! Certamente não acrescenta nada ao casal em conflito ter mais um problema pra resolver: se a situação em questão está na classe daquelas que permite a falta de respeito. É simples: respeite pra ser respeitado! O mais baixo nível de respeito entre um casal pode ser definido por qualquer um dos dois, bastando apenas escolher os desaforos que serão usados. O nível mais baixo atingido será o nível de desrespeito aceitável entre ambos! À partir daí, a tendência será diminuir cada vez mais! Cuide, portanto, para manter alto este nível, pois uma vez baixado, fica difícil levantá-lo para o nível anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9. Guarde Seus Segredos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que as pessoas tenham o direito de manter segredos. E segredo só existe quando apenas uma pessoa sabe. Se o outro tem algumas coisas que não deseja dividir com você, respeite isso! Não fique criando minhocas na cabeça por não saber o que se passa na cabeça do outro! Se houver alguma dúvida em relação à fidelidade do parceiro ou ao amor que ele sente por você, converse com ele sobre isso. Fale com cuidado, com amor, com jeito, mas fale! Se não for um problema fundamental, deixe pra lá. Tempestade em copo d'água às vezes pode causar estragos que custam caro ao relacionamento. O outro não precisa saber, por exemplo, que uma pessoa olhou para você na rua! À não ser que você esteja precisando de ajuda pra sair de uma situação, não há vantagem alguma em plantar minhocas na cabeça do outro, se for o caso. Se a idéia é chamar a atenção pro quanto somos desejáveis (por outras pessoas), há formas mais interessantes de fazê-lo! Conte tudo que você achar que deve contar, mas sempre procure levar em conta como o outro reagirá à sua história e a relevância da mesma. Avalie se realmente é necessário, se vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10. Viva o Relacionamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relacionamento tem que ser vivido em sua totalidade! Quando o amor é interrompido antes que se esgote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Existe um momento em que o amor pode acabar, transformando-se em outros sentimentos: lembranças, amizade, parceria, parentesco; e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim! O trajeto "atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim" deve ser percorrido de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Gaste seu amor! Usufrua-o até o fim! Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmos, fechando o próprio ciclo. (Inspirado no texto "Amores Mal Resolvidos", de Arnaldo Jabor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11. Terminar Significa Terminar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tome a iniciativa de terminar um relacionamento enquanto houver qualquer dúvida sobre ser essa a sua verdadeira vontade. Faça-o com convicção, senão não faça! Demolir um relacionamento para depois voltar a habitá-lo é estúpido! Se a idéia é dar um chacoalhão no outro, faça isso de outras formas mais inteligentes, mantenha uma distância saudável, mas não desgaste a relação de uma vez só (a não ser que esse seja essa a idéia). Terminar numa boa um relacionamento nem sempre é possível, mas deve ser desejável. Como já foi dito, sem criar falsas ilusões de que continuarão amigos, ou de que talvez, algum dia, se o outro mudar aquelas coisinhas irritantes, vocês poderão dar certo. Haja com convicção! Proteja o relacionamento até o fim. Só se e quando você tiver certeza de que a relação não tem mais jeito, termine. E passe um trator por cima! Liberte-se na mente e coração para uma próxima relação, livre de assombrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12. Dê Corda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta segurar na marra uma pessoa que quer fazer algo errado. Muito melhor é deixá-la à vontade para fazer tudo que quiser, desde que antes já esteja bem claro entre ambos o que é e o que não é aceitável por cada um! Se ambos aceitarem e concordarem com as regras, e houver entre ambos a certeza de que estas regras estão bem compreendidas, só resta-lhes se deixarem à vontade para respeitá-las ou não. Se alguma regra fundamental for violada, é fim de jogo! E é melhor descobrir o caráter de uma pessoa no começo do relacionamento do que muitos anos depois. Mantenha os olhos abertos, mas não coloque ninguém numa jaula! Dê liberdade para o outro voar: se ficar ao seu lado, é porque ela quis, não porque você impôs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13. Respeite a Privacidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não procure pêlo em ovo, nem chifre em cabeça de cavalo! Você pode encontrar e não compreender corretamente. Se seu parceiro tem algumas verdades que prefere manter só com ele, ou com um amigo, ou mesmo com o Querido Diário, respeite isso! Não invada espaços para os quais você não foi convidado: respeite a privacidade! Se está desconfiando da lealdade do outro, converse sobre isso ou, se perdeu definitivamente a confiança, termine! Apenas lembre-se que uma verdade pode ter tantas interpretações quanto são aqueles que a observam. A maneira como o outro enxerga muitas vezes não é a mesma como nós enxergamos e, quando invadimos a privacidade e descobrimos algo subjetivo, ficamos sujeitos à nossa própria interpretação, que pode estar equivocada. Cuide para não julgar-se o dono da verdade. É claro que podemos descobrir algo que nos abre os olhos invadindo a privacidade do outro, permitindo-nos inclusive terminar ou mudar o curso do relacionamento, mas é certo que esta não é a melhor forma: diálogo, compreensão, respeito e altruísmo são ferramentas muito mais eficientes e justas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14. Não Ocupe Todos os Espaços&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Você e Nós são as 3 pessoas que devem compor uma relação amorosa. Temos que dar valor à nossa individualidade e à da pessoa com quem estamos! Quando estiverem juntos, daí sim o Nós deve ser vivido intensamente, nos outros momentos, cada um é cada um! Saber separar muito bem essas 3 pessoas é um bom caminho para o sucesso do relacionamento. Anular-se ou ao outro é apenas uma bomba relógio: pode demorar, mas certamente algum dia irá explodir! Permita à outra pessoa ter seus próprios amigos, hobbies, preferências e, principalmente, tempo! E se o outro pretender limitar o seu espaço, não contra-ataque com as mesmas armas: bata um papo, converse sobre isso numa boa. Armas e ataques funcionam bem em guerras, não em relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15. Relacionamento Existe pra Trazer Alegria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conviver com outra pessoa deve ser um prazer! Se não houver habilidade dos parceiros para alimentarem uma relação saudável, respeitosa, harmônica, gostosa e desejável, não há porque perpetuá-la! Analise de tempos em tempos se o relacionamento está fazendo-lhes felizes (seja altruísta: procure ver os dois lados). Há mudanças que podem e devem ser feitas no meio do caminho: não deixe de mudar (para melhor!!!) o que for possível no relacionamento! Esforçe-se para fazer o outro feliz, de verdade! A felicidade está muito mais nos gestos do que nas palavras. Procure completar o outro, e mantenha-se aberto para ser completado. Não economize carinho, atenção, sexo, amizade e companheirismo. A vida é curta demais para usarmos mal o tempo que temos. Viva bem! Faça e seja feliz! Quem planta amor, colhe felicidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16. Exalte as Qualidades&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o outro sentir-se uma pessoa desejada, esperada, importante, admirada e amada é uma boa semente para se plantar naquele coração. Quando cada um está tocando sua vida, e vem o pensamento da pessoa amada, nada melhor do que o coração bater mais rápido: de alegria! Mostrar para o outro o que ele tem de melhor não é mais difícil do que você próprio enxergar isso! Portanto, procure enxergar as virtudes alheias, valorize isso para você mesmo. Defeitos e virtudes todos têm, mas pese na balança e, sendo positivo o saldo, exalte isso! Exalte as qualidades do outro nos seus próprios pensamentos. Daí para transferir coisas boas pro outro, é um passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17. Crie Bons Momentos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repetição das mesmas experiências (ou rotina) é algo que atordoa e entedia, aos poucos, as pessoas e casais. Viver uma vida rotineira pode ser encarado como um diário de um só capítulo, repetido todos os anos. Criar momentos especiais, que sejam lembrados pelo casal como "aquele momento", algo único e inesquecível, é algo que alimenta a vida e fortalece os sentimentos. Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Isso expande o tempo e torna a vida a dois repleta de prazeres inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18. Não Reprove de Propósito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre estamos preparados para aprender determinada lição no momento em que ela aparece. Pode acontecer de não tirarmos proveito de ótimas lições que passam bem diante do próprio nariz, mas isso tem um significado simples: não estávamos preparados para aprender aquilo! Caminhe pra frente, não prenda-se ao passado pelo fato de não ter tido capacidade de aprender algo que já aconteceu. Não há milagre que faça-nos amadurecer pelo simples fato de desejarmos aprender algo. O amadurecimento vem com o tempo, com a capacidade de aprender com as experiências, erros e acertos. Se um relacionamento do passado infelizmente terminou e ficou mal-resolvido, de duas uma: ou resgate-o e resolva-o, ou resolva por si próprio o que não conseguiram resolver juntos. Se não conseguir resolver sozinho, procure ajuda! Mas não reprove de propósito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19. Não Entre Onde Não Foi Chamado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em suas mãos está uma carta fechada, enviada para outra pessoa, você a abriria? A resposta provavelmente será não. E se estivesse aberta, você ficaria à vontade para lê-la? Quando temos nas mãos a opção de ler a correspondência do outro, mesmo que já esteja aberta, corremos o sério risco de encontrarmos algo atordoante que, para o verdadeiro destinatário, pode ter um significado completamente diferente daquilo que, para nós, parece óbvio! Se você não foi convidado ou autorizado a acessar algo pessoal da outra pessoa, não ultrapasse esse limite! É sempre bom lembrar que uma verdade pode ter interpretações completamente diferentes! Respeite o espaço do outro, e exija respeito pelo seu! Cartas, telefonemas, emails e scraps do Orkut são, todos eles, mensagens que dizem respeito exclusivamente a quem envia e quem recebe. Se você não for um dos dois, cuide da sua própria vida! Se quiser cuidar do relacionamento, aprenda a limitar-se aos seus espaços individuais e aos em comum. Violar o email esquecido aberto, ou até mesmo a comum leitura de scraps, são coisas que podem abalar um relacionamento sem, de fato, haver motivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20. Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência é este "pequeno" texto aumentar conforme o autor reflita sobre as experiências que já teve e viva outras novas. Por tratar-se de um conjunto de experiências e reflexões individuais, possivelmente não se aplicará de forma genérica. Fica a cada um que passar por essas linhas a opção de tirar algo de bom que possa ser usado daqui ou, até mesmo, colaborar com idéias novas e/ou divergentes. Caso você resolva escrever o seu próprio conjunto de experiências, não deixe de avisar-me! Espero sinceramente que as idéias acima possam ser úteis a mais alguém, e que as pessoas que passarem por aqui sintam-se motivadas a viver e proporcionar uma vida melhor, plantando Amor, regando Altruísmo e colhendo Felicidade. (Iniciado em Curitiba, 09/12/2005 às 14:00 e concluído em São Paulo, 22/12/2005 às 06:40)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-113522637085900452?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/113522637085900452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=113522637085900452&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/113522637085900452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/113522637085900452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/12/saber-amar.html' title='Saber Amar'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112935304665593858</id><published>2005-10-15T01:26:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:08:14.446-03:00</updated><title type='text'>Desarmamento: Outras Idéias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;INTRODUÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto procura expor algumas &lt;b&gt;idéias&lt;/b&gt; relacionadas à questão do referendo sobre a venda de armas. Ao contrário das campanhas do SIM e NÃO, procurou-se aqui não apresentar &lt;b&gt;argumentos conclusivos, verdades absolutas, estatísticas tendenciosas, perguntas equivocadas, atores globais, opiniões de especialistas e nem pesquisas de opinião&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sua mente ainda estiver aberta, dispenda 10 minutos que talvez ajudem-lhe a formar a &lt;b&gt;sua própria&lt;/b&gt; idéia. Vote com a &lt;b&gt;sua&lt;/b&gt; consciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESTATÍSTICAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estatísticas impressionam todo mundo&lt;/b&gt;! Porcentagens fantásticas costumam não impressionar apenas os profissionais da área que sabem muito o quanto &lt;b&gt;é fácil manipular os números, provando qualquer tese desejada&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VENENO E REMÉDIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A diferença entre o veneno e o remédio está na dose&lt;/b&gt;. Um bastão de beiseball é projetado para rebater a bolinha, mas também pode servir como instrumento de defesa (ou ataque). Os carros são projetados para transportar, mas acidentalmente podem atropelar. Facas, garfos, canivetes, chaves-de-fenda e espetos de churrasco são todas ferramentas úteis no dia-a-dia, mas também podem ser usadas para defesa (ou ataque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SEGURANÇA E EQUILÍBRIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a questão é segurança deve-se buscar o equilíbrio. De um lado temos a &lt;b&gt;segurança total&lt;/b&gt;: nunca conectamos nossos computadores à Internet, nos trancamos numa redoma blindada, jamais saímos de casa, etc. Do outro temos a &lt;b&gt;insegurança total&lt;/b&gt;: não usamos anti-vírus nem firewalls e ainda por cima abrimos todos os arquivos que chegam em nossos emails, deixamos sempre todas as portas destrancadas, andamos pelos becos mais escuros, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALGO A PERDER&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo desequilibrado e injusto como o nosso, nem todas as pessoas dão muito valor à &lt;b&gt;vida&lt;/b&gt; ou à &lt;b&gt;liberdade&lt;/b&gt;. Estamos num mundo onde &lt;b&gt;nem todos têm algo a perder&lt;/b&gt;, onde mata-se por um maço de cigarros, uma carteira com dinheiro, vingar um desaforo, uma fechada no trânsito, &lt;b&gt;provar (principalmente para si próprio) que é macho&lt;/b&gt;! Que não leva desaforo pra casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MOTIVAÇÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via de regra o bandido é motivado a tirar a vida de sua vítima por &lt;b&gt;covardia&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;excesso de coragem&lt;/b&gt;. O moçinho (teoricamente) é motivado por &lt;b&gt;legítima defesa&lt;/b&gt;, ou por aquele mesmo &lt;b&gt;excesso de coragem&lt;/b&gt;. Quando a &lt;b&gt;adrenalina toma conta da situação&lt;/b&gt;, entretanto, não há mais barreiras separando o bandido do moçinho! Basta um mínimo &lt;b&gt;impulso&lt;/b&gt; para ser traçado o &lt;b&gt;caminho sem volta&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LEIS E VALORES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restringir a liberdade de o indivíduo proteger-se através do uso de arma de fogo pode ser considerado por alguns algo ilegal ou inconstitucional. Mas se as leis são criadas pelos homens, quem haverá de evoluí-las? Neste momento estamos questionando &lt;b&gt;valores&lt;/b&gt;, não a &lt;b&gt;lei&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;As leis devem ser frutos dos nossos valores e não o contrário&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BOM-SENSO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o bom-senso de cada um, seus valores relacionados à vida, que determinarão o momento de puxar (ou não) o gatilho para &lt;b&gt;legítima defesa&lt;/b&gt;. É verdade que cada pessoa tem uma criação diferente, valores diferentes, infâncias e &lt;b&gt;traumas diferentes&lt;/b&gt;, lidam de forma diferente com uma mesma situação e o principal: possuem &lt;b&gt;diferentes cargas de adrenalina e capacidade de controlá-la&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BANDIDO E MOÇINHO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado o bandido passa grande parte do seu tempo pensando em maldades, o moçinho por sua vez tem coisas mais interessantes para pensar. Na hora de agir com a arma na mão é possível que a &lt;b&gt;atitude mental&lt;/b&gt; de cada um seja bem diferente. Enquanto o bandido atira por "prevenção", o moçinho tende a evitar chegar às vias de fato: além de dar &lt;b&gt;mais valor à vida&lt;/b&gt;, este tem &lt;b&gt;mais a perder&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MOÇINHO VIRANDO BANDIDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o moçinho vira bandido? Mesmo que por um lapso de pouquíssimos segundos! &lt;b&gt;Se a vítima do até então moçinho for um outro moçinho, não passará o "corajoso" puxador do gatilho a ser um bandido?&lt;/b&gt; Ah sim, poderão dizer alguns (advogados), ele (meu cliente) estava &lt;b&gt;sob forte emoção&lt;/b&gt; (descontrolado)! Mas ninguém duvida disso! Ninguém disse que foi por maldade, que houve intenção, que &lt;b&gt;se pudesse voltar no tempo não faria diferente&lt;/b&gt;, que não é um cara bom, que não ajuda a comunidade, que não é adorado pela família, amigos e colegas, que não paga todos os seus impostos, que não vai à missa todos os domingos! &lt;b&gt;Não estamos analisando a pessoa, mas sim sua atitude&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JUSTIÇA QUASE CEGA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente a Justiça deveria julgar os atos cometidos, e não seus autores. Na prática a teoria é outra. Se o juiz/juri for convencido de que o réu (moçinho) &lt;b&gt;estava sob forte emoção&lt;/b&gt;, mesmo tendo matado outro moçinho, &lt;b&gt;sua pena é atenuada&lt;/b&gt;! Se forem convencidos de que o réu (bandido) &lt;b&gt;tem uma história triste&lt;/b&gt; e um passado regado de violência, abusos e maus-tratos, &lt;b&gt;sua pena também é atenuada&lt;/b&gt;! Em outras palavras: &lt;b&gt;o crime não compensa, mas se o advogado for bom (leia-se convincente), dá-se um jeito&lt;/b&gt;! A Justiça coloca a balançinha de lado e espia pela venda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ADRENALINA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de analisar-se tudo isso, ainda fica uma questão: será que mesmo se a Lei fosse extremamente rigorosa, &lt;b&gt;o moçinho conseguiria pensar duas vezes com o cérebro inundado de adrenalina?&lt;/b&gt; Não estamos falando do &lt;b&gt;segundo depois&lt;/b&gt; de fazer a besteira! Estamos falando do &lt;b&gt;segundo anterior&lt;/b&gt;! Será que o moçinho consegue raciocinar algo do tipo: &lt;i&gt;"ih, melhor não, agora a Lei mudou e eu com certeza vou pegar prisão perpétua, e meu advogado nem vai poder dizer que estou sob forte emoção e/ou que sou um bom cidadão"&lt;/i&gt;? &lt;b&gt;O moçinho nesta hora age por impulso, não por intenção&lt;/b&gt;! Se tivesse tempo de contar até 10 provavelmente a história seria outra. Não é a Lei que vai convencer &lt;b&gt;o bandido que nada tem a perder&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;moçinho sob forte emoção&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;não puxar o gatilho&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REFERENDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referendo que acontecerá agora não trata do centro do problema. Não analisa questões muito mais relevantes. Não pergunta pro cidadão se ele é à favor da existência de atenuantes para crimes cometidos por bandidos. Não pergunta se estamos satisfeitos com o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Não pergunta se somo à favor de fazer-se um referendo&lt;/b&gt; que custou uma fortuna para perguntar algo banal (ou importante, depende de quem vê). Não pergunta se achamos que o governo está investindo o suficiente em segurança pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta resume-se a ela própria: &lt;b&gt;"O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;QUESTÕES MAIS IMPORTANTES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém duvida de que há muitas outras questões mais relevantes relacionadas à segurança pública. De que questões muito mais &lt;b&gt;polêmicas&lt;/b&gt; como &lt;b&gt;aborto, eutanásia, transgênicos, usinas nucleares, voto obrigatório, serviço militar obrigatório, prisão perpétua e pena de morte para corruptos&lt;/b&gt; não estão sendo levadas a consulta pública (ainda?). Não se deixe levar pela indignação neste referendo: &lt;b&gt;ninguém está perguntando se você está indignado!&lt;/b&gt; Vote racionalmente, pois por mais banal que seja esta questão perto de outras, ela não deixa de ter sua importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NÃO TOME GATO POR LEBRE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando for votar, não responda a outras perguntas além da que realmente está sendo feita&lt;/b&gt;. Não responda se você está gostando mais da campanha do SIM ou do NÃO, nem se os argumentos que eles resolveram utilizar estão sendo convincentes ou não. Os marketeiros não são os donos da verdade! &lt;b&gt;Não vote baseando-se em números e estatísticas&lt;/b&gt;, mas sim em conceitos, valores pessoais e suas próprias idéias. Nem todas as pessoas gostam (ou mesmo são capazes) de ter diferentes fontes de informação para &lt;b&gt;formar seu próprio juízo&lt;/b&gt;. É mais fácil escolher uma tese (ou time, como no futebol) e torcer por ela. A verdade não é absoluta, e nem o SIM nem o NÃO serão a solução para os nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NEM TODOS SÃO COMO VOCÊ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere que se por um lado a nossa polícia não é capaz de garantir a segurança pública (e individual), por outro um moçinho enraivecido e armado pode (ou não) tornar-se um bandido em potencial. Se por um lado o bandido será pouco ou nada afetado por este referendo, por outro &lt;b&gt;o moçinho não terá mais a opção de tornar-se bandido por motivos fúteis e nem de tornar-se herói por uma boa causa&lt;/b&gt;. A escolha baseia-se mais ou menos no seguinte: &lt;b&gt;você, armado, garante que não fará mal uso da arma? E quanto aos demais moçinhos?&lt;/b&gt; Do bandido já não temos dúvida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefere &lt;b&gt;garantir o seu direito de possuir uma arma de fogo e também de moçinhos com potencial para serem bandidos por 1 mísero segundo, ou abre mão do seu direito para que outros moçinhos não corram o risco de desgraçadamente agir por impulso?&lt;/b&gt; Novamente: do bandido não há do que se duvidar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremos sempre que &lt;b&gt;se o moçinho usa mal seu livre-arbítrio e toma a decisão errada, torna-se de um segundo para outro tão bandido&lt;/b&gt; quanto aquele sujeito perigoso com quem torcemos para não cruzar por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O QUE ESTÁ EM JOGO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo são as conseqüências de quem andar armado daqui pra frente: se estará legal (moçinho) ou ilegal (bandido). Pra &lt;b&gt;quem resolver puxar o gatilho&lt;/b&gt; a Lei será a mesma: &lt;b&gt;atenuantes e bom comportamento continuarão valendo&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este referendo trata exclusivamente de armas de fogo, não inclui armas não letais como &lt;b&gt;sprays com gás de pimenta&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;teaser guns (armas de choque)&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;tacos de baseball&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONCLUSÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto não pretende levar a qualquer conclusão, muito pelo contrário: a intenção é &lt;b&gt;estimular a reflexão&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Forme a sua própria convicção e vote consciente!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112935304665593858?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112935304665593858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112935304665593858&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112935304665593858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112935304665593858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/10/desarmamento-outras-idias.html' title='Desarmamento: Outras Idéias'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112389159053041891</id><published>2005-08-12T21:05:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:08:20.593-03:00</updated><title type='text'>Caixa 2 e a Pergunta que Ninguém Faz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No cenário político brasileiro atual, vemos uma conspiração de movimentos que têm uma lógica própria, cujo vortex aparenta ser um só: &lt;b&gt;aniquilar o PT&lt;/b&gt;. Antes o objetivo de todo esse espetáculo fosse &lt;b&gt;fazer justiça&lt;/b&gt; mas, na prática, não é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num jogo (político) onde &lt;b&gt;elege-se o melhor marketeiro&lt;/b&gt;, e não o melhor político, as fichas custam caro. Para chegar onde chegou, Lula e o PT tiveram que pagar a fatura, em espécie. É possível que aqueles que os &lt;b&gt;engenheiros eleitoriais&lt;/b&gt; petistas tenham planejado primeiro eleger e, depois, ver como faria para pagar, até mesmo porque após as eleições o fato de o partido estar individado não invalidaria o processo eleitoral já ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criaram-se então as dívidas, mas o objetivo foi atingido: Lula chegou ao Planalto. Possivelmente estes "engenheiros" tenham inspirado-se em Hugo Chávez que, na tentativa de chegar ao poder, da mesma forma que Lula, fez um agradável acordo com as diversas elites de seu país. O acordo de ambos moldava-se no seguinte: &lt;b&gt;"se eu me eleger, prometo que vou colaborar e agradarei todos vocês, apenas preciso de seu apoio financeiro e, principalmente, que dêem-me credibilidade"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que Lula cumpriu, Chávez não!!! Na Venezuela, após eleger-se Presidente da &lt;b&gt;República Bolivariana de Venezuela&lt;/b&gt;, Chávez chamou todos os seus credores e, &lt;b&gt;com dinheiro popular&lt;/b&gt;, pagou todas as dívidas de sua campanha, desde panfletos até fretes de aviões particulares. No Brasil possivelmente deu-se o mesmo! Existe uma diferença significativa: &lt;b&gt;Chávez rompeu com as elites, Lula não&lt;/b&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as acusações de que o dinheiro de empresas públicas brasileiras foi usado para pagar as dívidas de campanhas petistas forem comprovadas, a diferença entre o procedimento de Chávez e o de Lula terá sido apenas na forma: &lt;b&gt;o primeiro o fez publicamente, o segundo, ilegalmente&lt;/b&gt;. As conseqüências destes procedimentos, entretanto, foram significativamente diferentes: &lt;b&gt;na Venezuela houve ruptura, no Brasil houve continuísmo&lt;/b&gt;. É fato que Lula não elegeu-se pelo &lt;b&gt;discurso da ruptura&lt;/b&gt;, desta vez o discurso &lt;b&gt;era outro&lt;/b&gt;: venceu o &lt;b&gt;"Lulinha cor-de-rosa"&lt;/b&gt;. Apesar de o momento ser outro, das outras 3 vezes em que o discurso petista era de ruptura, perderam as eleições, quando contemporizaram, venceram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As decepções podem existir por quaisquer motivos, menos por Lula não ter rompido com o FMI, o capitalismo, os banqueiros, as elites, a dívida externa ou quem quer que seja. Sua nova proposta ficou bem clara nas campanhas: &lt;b&gt;não haveria ruptura&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que no Brasil a utilização de "Caixa 2" para financiamento de campanha é uma prática antiga, não foi criação do PT, mas ele permitiu-se, assim como possivelmente todos os outros partidos, usar desta prática. Esta é a regra do jogo: ou banca-se uma campanha cara, ou vai pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula e o PT até poderiam ter-se utilizado deste equivocado procedimento para alcançar o Planalto, desde que usassem esta poderosa ferramenta que é o &lt;b&gt;poder&lt;/b&gt; para, definitivamente, &lt;b&gt;mudar a regra deste jogo&lt;/b&gt;. Esta seria a Reforma mais importante: Política. Poderia-se ter capitalizado à favor do PT o que hoje é usado para prejudicá-lo. Se no primeiro dia de seu mandato, Lula ao invés de lançar o "Fome Zero" tivesse abrido o jogo e, naquela emoção popular que tomava conta do Brasil, lançado a &lt;b&gt;Reforma Política&lt;/b&gt;, certamente este procedimento estaria justificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve-se esperar que a oposição ao PT aplauda qualquer atitude positiva deste, muito pelo contrário: a função da oposição é atacar, o PT bem sabe disso. Seria interessante o povo ter consciência para perceber como funciona este jogo, não deixando-se levar por discursos vazios de conteúdo, mas pomposos e emocionados na forma. Desta forma, as CPIs seriam menos palanque e mais Comissões de Inquérito de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT fez as escolhas erradas ao utilizar os mesmos procedimentos que aqueles que agora apresentam-se como defensores da moral e da justiça sempre fizeram. Poderia ter utilizado estes procedimentos como &lt;b&gt;meio&lt;/b&gt; para atingir o poder e, então, usar este poder como &lt;b&gt;meio&lt;/b&gt; para &lt;b&gt;mudar o mundo&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo, por mais sofrido que seja, acredita na sinceridade. A decepção que os brasileiros e petistas sentem hoje, certamente é mais por o PT não ter dado um fim ao retrocesso que é o jogo político brasileiro do que por ter se encaixado neste roteiro. E que ninguém se deixe iludir que a oposição de direita, que sempre esteve no poder jogando com maestria este jogo, está &lt;b&gt;"decepcionada"&lt;/b&gt; com o PT. Podemos (quase) todos estar decepcionados com tudo isso que aconteceu, mas que ninguém fique com orgulho dos retrógrados que encontram-se na posição de &lt;b&gt;jogadores de pedra&lt;/b&gt;, pois até este momento, ninguém fez a pergunta que deveria ser feita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alguém aqui já fez Caixa 2? Que jogue então a primeira pedra!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112389159053041891?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112389159053041891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112389159053041891&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112389159053041891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112389159053041891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/08/caixa-2-e-pergunta-que-ningum-faz.html' title='Caixa 2 e a Pergunta que Ninguém Faz'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112296604736318029</id><published>2005-08-02T03:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:08:24.413-03:00</updated><title type='text'>As Regras do Jogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nos reunimos com um grupo de amigos para jogar um jogo, é fundamental que todos saibamos as suas regras antes de começar a partida. Alguns jogos, como os de "azar", prevêem inclusive blefes, roubos e trapaças durante a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em países mais amadurecidos, as regras do &lt;b&gt;jogo político&lt;/b&gt; não prevêem &lt;b&gt;mentiras, roubos e trapaças&lt;/b&gt; como mecanismos para garantir a &lt;b&gt;governabilidade&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países em amadurecimento, como o Brasil, este &lt;b&gt;jogo&lt;/b&gt; é desde há muito tempo repleto de blefes, sacanagens e muita robalheira. Esta imagem, para piorar um pouco o quadro, é sistematicamente fixada na mentalidade popular como uma idéia do tipo: &lt;b&gt;"sempre foi assim, logo assim será sempre"&lt;/b&gt;: uma grande falácia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é porque um jogo sempre foi jogado de uma forma que o dono do "tabuleiro" não pode mudar suas regras, desde que combine com todos os jogadores, é claro. Neste caso, o tabuleiro é o &lt;b&gt;governo&lt;/b&gt; e seu dono somos todos nós &lt;b&gt;cidadãos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;democracia representativa&lt;/b&gt;, como é a nossa, é um mecanismo que encontraram para diminuir o número de "peões" no tabuleiro, sendo que cada um deles deve representar um número muito maior de &lt;b&gt;cidadãos&lt;/b&gt;. Da maneira que está sendo jogado este jogo no Brasil, desde os primórdios da República, os "peões" (ou políticos) são apenas figuras alegóricas, que &lt;b&gt;deveriam&lt;/b&gt; representar seus eleitores, mas não há nenhuma "instrução" que os &lt;b&gt;obrigue&lt;/b&gt; de fato a fazê-lo. Portanto, nada impede um político de eleger-se e, durante todo o seu mandato, propor e votar leis segundo &lt;b&gt;suas próprias idéias&lt;/b&gt;, e não segundo as de seus representados!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mesmo jogo estabelece que para eleger-se "peão" neste tabuleiro, o político não deve necessariamente ser &lt;b&gt;bem-intencionado&lt;/b&gt; e apoiar &lt;b&gt;boas idéias&lt;/b&gt;, mas sim &lt;b&gt;trocar votos e favores&lt;/b&gt;. É um verdadeiro toma-lá-dá-cá: "eu voto na sua ponte se você votar na minha escola, ele vota no seu aumento-de-salário-dos-servidores-que-o-elegeram se você votar na Medida Provisória tal", e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecermos como movimentam-se as peças neste jogo é fundamental para podermos discutir se queremos mudá-lo e como fazê-lo. Um povo instruído, culto, discernido, com hábito de leitura e outras maravilhas proporcionadas pelo conhecimento, consegue perceber mais facilmente onde o sistema está falho e como pode mudá-lo, principalmente através do voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo sem discernimento, entretanto, infelizmente não é capaz de &lt;b&gt;perceber as sujeiras&lt;/b&gt;, generalizando tudo como um grande &lt;b&gt;lamaçal&lt;/b&gt; e abrindo mão de participar da mudança de sua realidade. Entrega seu voto para o que tem melhor &lt;b&gt;campanha eleitoral&lt;/b&gt;, e não para o que tem &lt;b&gt;melhores idéias&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;competência&lt;/b&gt; para evoluir sua realidade e, inclusive, mudar o jogo sujo que rola por trás das cortinas da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educar uma pessoa é relativamente fácil. Quando falamos de um povo, entretanto, esta missão torna-se um pouco mais difícil mas, nem por isso, impossível. Educação de qualidade é, provavelmente, a melhor maneira de amadurecer politicamente um país. Um povo politizado e consciente pode mudar um país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eixo que fez com que esta roda sempre girasse no mesmo sentido é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Povo consciente vota melhor;&lt;br /&gt;2) Grande parte dos políticos faz política à moda "antiga", jogando o jogo segundo regras &lt;b&gt;sujas&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;3) Para participarem do tabuleiro, que é muito mais antigo do que suas próprias existências, precisam de votos;&lt;br /&gt;4) Para conseguirem os votos necessários, precisam fazer boas campanhas políticas, fartas promessas e distribuir presentinhos em troca de &lt;b&gt;votos (semi-)inconscientes&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;5) Uma vez fazendo parte do grande tabuleiro, participam da &lt;b&gt;política do troca-troca&lt;/b&gt;, obedecendo os interesses privados que bancaram sua campanha, e não as idéias de seus legítimos eleitores, pois votos são mais fáceis de conseguir do que dinheiro para a campanha ;-)&lt;br /&gt;6) Não criam soluções que de fato melhorem o alcançe e a qualidade da educação de qualidade, pois isso alteraria o ciclo de ignorância que alimenta o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;;&lt;br /&gt;7) A maior parte do povo é condenada à &lt;b&gt;prisão perpétua da ignorância&lt;/b&gt;, submetendo-se de forma inconsciente a eleger como seu representante justamente aquele algoz que pretende mantê-lo encarcerado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque sempre foi assim, continua sendo assim!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, e (nem) todos sabemos disso, mudar o curso deste "pneu" que desce a ladeira da &lt;b&gt;alienação&lt;/b&gt;! De alguma forma, aqueles poucos que têm o privilégio e a capacidade de perceberem &lt;b&gt;como as coisas funcionam&lt;/b&gt; devem esforçar-se para alterar o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso contrário, estaremos &lt;b&gt;perpetuamente&lt;/b&gt; condenados a vivermos em um país regido pela &lt;b&gt;"Lei de Gérson"&lt;/b&gt;, que é uma epidemia que contamina desde a classe política até o mais ignorante dos brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112296604736318029?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112296604736318029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112296604736318029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112296604736318029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112296604736318029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/08/as-regras-do-jogo.html' title='As Regras do Jogo'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112014636531966434</id><published>2005-06-30T12:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:54:08.506-03:00</updated><title type='text'>Novela Matrix - Episódio "Como acusar impunemente"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas para contextualizar e facilitar a analogia:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt; é um programa de computador que, após ter sido banido da Matrix, transformou-se em um vírus e tem como principal objetivo destruir Neo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt; é um humano desconectado da Matrix, parceiro de Neo na nave Nabucodonosor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: Bane, gostaria de desmoralizar o Neo, mas não tenho qualquer prova de má conduta, improbidade ou seja lá o que for que o prejudique. Não tenho coragem de acusá-lo diretamente, pois poderei sofrer retaliações e um processo por calúnia e difamação. Alguma idéia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: Você poderia instalar uma câmera no teto de alguma sala reservada e, então, faríamos o seguinte: eu e você entramos na sala, como se fosse uma reunião também reservada entre nós dois. Tratamos de alguns assuntos não compremetedores no começo e, após algum tempo, eu "desabafo" pra você que o Neo está participando de um esquemão de propinas, compra de votos e muita corrupção, e que eu próprio, inclusive, participei de uma reunião em que também estavam o próprio Neo, o Morpheus e a Trinity, e que todos sabiam ou de alguma forma participavam deste esquemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: Vejo um problema nessa idéia: não há provas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: Não há necessidade de provas!!! Basta parecer que eu caí numa cilada e acabei entregando, sem querer, os meus aliados. Uma vez tendo me "usado" como acusador dos meus próprios aliados, basta você fazer os seus contatos e espalhar esta gravação para a grande mídia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: Mas a imprensa não seria louca de veicular estas imagens sem as desejáveis provas de que suas acusações têm fundamento!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: E o que é que a imprensa tem a perder??? Eles precisam fazer notícia!!! Se o que eu falei é verdade ou mentira, pouco importa. A forma como a história foi montada é o que importa: parece verdade, pois veio de uma arapuca em que um aliado do Neo supostamente caiu e, partindo-se do pressuposto de que eu jamais o prejudicaria, por ser seu aliado, a história ganha ar de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: E se fizéssemos o contrário? Filmássemos eu acusando o Neo...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: O efeito não seria tão devastador, pois você é adversário e, portanto, poderia ter interesse em prejudicá-lo. Já eu acabaria saindo como vítima. A opinião pública sempre parte do&lt;br /&gt;pressuposto (ou é levada a tal) de que acusação sem provas, na política, tem de ser investigada através de CPIs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: Mas nós dois sabemos muito bem que as CPIs não são instrumentos imparciais, como é (ou deveria ser) a Justiça. Além disso, serve como palanque para políticos oportunistas, como eu, promoverem-se como se fossem moralistas e ganharem espaço na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: Esta é a idéia!!! Mata-se dois coelhos com uma cajadada só: macula-se perpetuamente a imagem do seu adversário, por um lado, e cria-se espaço para você aparecer para o público como o "promotor da moral", do outro. É perfeito!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Smith&lt;/b&gt;: E a imprensa, os jornalistas... será que eles se permitirão ser usados como instrumento para a concretização deste plano maravilhoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: É difícil julgar os interesses pessoais dos jornalistas, mas seus chefes querem audiência e, portanto, só têm a ganhar com esse tipo de armação. Somando-se a tudo isso uma massa de manobra alienada, que não percebe esse tipo de jogada, que aceita o 4º poder como promotor, juiz e algoz, cria-se um ambiente perfeito para o sucesso deste tipo de operação.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Smith&lt;/b&gt;: Parabéns Bane!!! E qual é o seu preço para se prestar a este papel? Todo homem tem seu preço... qual o seu? Pode ser um ótimo cargo depois que a poeira abaixar, uma posição de destaque no meu partido, o Partido dos Andróides, ou talvez no Partido dos Mutantes, pra não dar tão na cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bane&lt;/b&gt;: Eu me contentarei em ter minha memória atual apagada e retornar à Matrix como um homem rico e com muito poder, de preferência em alguma republiqueta onde eu possa exercitar todos os tipos de conspirações que minha mente criativa permitir... será perfeito!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112014636531966434?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112014636531966434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112014636531966434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014636531966434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014636531966434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/novela-matrix-episdio-como-acusar.html' title='Novela Matrix - Episódio &quot;Como acusar impunemente&quot;'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112014438771215616</id><published>2005-06-30T12:11:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:18:15.160-03:00</updated><title type='text'>Democracia Alienada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Aquele que olha por um vidro de cor vê todos os objetos da cor &lt;/i&gt;&lt;i&gt;desse vidro; se o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é &lt;/i&gt;&lt;i&gt;amarelo, tudo se lhe apresenta completamente amarelado; a paixão está &lt;/i&gt;&lt;i&gt;para nós como a cor do vidro para os olhos; se alguém nos agrada, tudo &lt;/i&gt;&lt;i&gt;lhe louvamos e desculpamos; se, ao contrário, nos aborrece, tudo lhe &lt;/i&gt;&lt;i&gt;condenamos ou interpretamos de modo desfavorável."&lt;/i&gt; - by Beremiz, O Homem que Calculava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Dicionário Aurélio: &lt;i&gt;alienação [Do lat. alienatione.] S. f. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;5. Filos. Processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à &lt;/i&gt;&lt;i&gt;situação dos homens, e pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação &lt;/i&gt;&lt;i&gt;de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;independente ou superior aos homens, seus criadores. 7. Hist. Filos. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Segundo Hegel [v. hegelianismo], processo essencial à consciência e &lt;/i&gt;&lt;i&gt;pelo qual ao observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas &lt;/i&gt;&lt;i&gt;independentes umas das outras, e indiferentes à consciência - &lt;/i&gt;&lt;i&gt;independência e indiferença serão negadas pelo conhecimento filosófico. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;9. P. ext. Falta de consciência dos problemas políticos e sociais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa relação social podemos separar, nem sempre de forma óbvia ou explícita, &lt;b&gt;dominador&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;dominado&lt;/b&gt;. No mundo contemporâneo esses personagens são muitas vezes conhecidos como &lt;b&gt;elite&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;sociedade&lt;/b&gt;, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais relações de &lt;b&gt;poder&lt;/b&gt; existentes na natureza podem resumir-se à força &lt;b&gt;física&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;financeira&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;intelectual&lt;/b&gt;, sendo as duas últimas exclusividade das relações humanas. O domínio &lt;b&gt;físico&lt;/b&gt; é o único existente no mundo animal, onde a lei da sobrevivência é regida pela força física. Nas relações humanas, a força &lt;b&gt;física &lt;/b&gt;tem efeito principalmente nas relações familiares, brigas de rua, penitenciárias e guerras, de forma que quanto mais distante desta natureza &lt;b&gt;animal-emocional&lt;/b&gt;, maior sua limitação, que ocorre principalmente através de mecanismos &lt;b&gt;policiais&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;militares&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;jurídicos&lt;/b&gt;, onde combate-se a &lt;b&gt;força&lt;/b&gt; com a própria &lt;b&gt;força&lt;/b&gt;, sendo esta controlada agora por quem possui o &lt;b&gt;poder&lt;/b&gt; de canalizá-la legitimamente, seja para conter indivíduos, invadir países ou pressionar blocos econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle de quaisquer dois dos seguintes mecanismos leva o indivíduo automaticamente ao controle do terceiro: &lt;b&gt;poder - conhecimento - riqueza&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dividíssemos toda a &lt;b&gt;riqueza&lt;/b&gt; da humanidade &lt;b&gt;igualmente&lt;/b&gt; entre todos os indivíduos, perceberíamos no instante seguinte que a &lt;b&gt;liberdade&lt;/b&gt; das escolhas individuais faria com que já houvesse desigualdades sociais: fulano decide &lt;b&gt;investir&lt;/b&gt;, ciclano decide &lt;b&gt;guardar&lt;/b&gt;, beltrano decide &lt;b&gt;gastar&lt;/b&gt;, justiniano decide &lt;b&gt;pagar dízimo&lt;/b&gt;, pastoriano decide &lt;b&gt;receber dízimo&lt;/b&gt;, e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal peculiaridade que motiva as escolhas &lt;b&gt;individuais&lt;/b&gt; certamente está ligada ao &lt;b&gt;conhecimento&lt;/b&gt; que o &lt;b&gt;indivíduo&lt;/b&gt; possui, à &lt;b&gt;cultura&lt;/b&gt; que agregou e à &lt;b&gt;educação&lt;/b&gt; que recebeu. Se nenhum indivíduo sofresse de &lt;b&gt;alienação&lt;/b&gt;, a transferência de &lt;b&gt;riqueza&lt;/b&gt; entre beltranos e fulanos, justinianos e pastorianos, seria mais difícil de ocorrer. Então, como &lt;b&gt;dominador&lt;/b&gt;, certamente o mais interessante é contaminar a &lt;b&gt;sociedade&lt;/b&gt; com o máximo de &lt;b&gt;alienação&lt;/b&gt; possível, facilitando o acesso àquelas que deveriam ser escolhas &lt;b&gt;individuais&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo altamente &lt;b&gt;consciente&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;discernido&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;culto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;educado&lt;/b&gt; é menos influenciável por um sistema, por mais inteligente que seja, de manipulação das &lt;b&gt;idéias&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;emoções&lt;/b&gt; da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras democracias da humanidade, Atenas, Islândia e Suíça eram numericamente pequenas, permitindo que suas deliberações políticas fossem influenciadas pela &lt;b&gt;opinião pública&lt;/b&gt;. As principais questões geralmente eram de limites locais, circunscritas à realidade geográfica, caracterizando a vida política pela &lt;b&gt;participação direta&lt;/b&gt; e pelo &lt;b&gt;conhecimento em primeira mão&lt;/b&gt; das informações de relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas democracias modernas, ao contrário, por estar afastado do poder político local, o cidadão depende de &lt;b&gt;intermediários&lt;/b&gt; para tomar conhecimento dos fatos políticos. A mediação social que leva a informação das &lt;b&gt;fontes&lt;/b&gt; para a &lt;b&gt;audiência&lt;/b&gt; e traz os dilemas cotidianos da &lt;b&gt;audiência&lt;/b&gt; para as estruturas de &lt;b&gt;poder&lt;/b&gt;, passa a depender de um sistema de &lt;b&gt;distribuição da informação&lt;/b&gt;. Qualquer &lt;b&gt;monopólio&lt;/b&gt; sobre esta comunicação torna-se uma ameaça ao processo &lt;b&gt;democrático&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizam-se como &lt;b&gt;dominantes&lt;/b&gt;, neste contexto, aqueles que ocupam as &lt;b&gt;estruturas de poder&lt;/b&gt;, seja nos &lt;b&gt;centros de decisão política&lt;/b&gt;, seja nas estruturas que &lt;b&gt;intermediam&lt;/b&gt; a distribuição de informações, em qualquer sentido (dominante-dominado e vice-versa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A habilidade que o &lt;b&gt;cidadão&lt;/b&gt; tem de interpretar a informação que chega até ele, quanto à &lt;b&gt;autenticidade&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;relevância&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;significância&lt;/b&gt;, é o que pode mudar a &lt;b&gt;cor do vidro&lt;/b&gt; que o separa dos &lt;b&gt;bastidores do poder&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia está intimamente ligada ao cultivo das preferências e escolhas individuais em todos os caminhos da vida. Estabelecer-se um plano de educação de longo alcance, destinado a fortalecer o modo de vida &lt;b&gt;democrático&lt;/b&gt;, interessaria àqueles que &lt;b&gt;controlam&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;sociedade&lt;/b&gt;? Estes &lt;b&gt;controladores&lt;/b&gt; certamente conhecem os mecanismos de influência das &lt;b&gt;escolhas individuais&lt;/b&gt; e, conseqüentemente, como diminuir às influências externas às suas próprias escolhas. Com esse &lt;b&gt;conhecimento&lt;/b&gt; em mãos, o que os impediria de utilizar o máximo de &lt;b&gt;mecanismos&lt;/b&gt; possíveis para &lt;b&gt;doutrinar&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;influenciar&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;manipular&lt;/b&gt; as escolhas individuais do restante da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Bram, em A Linguagem e a Sociedade Democrática, página 110/111, apresenta um plano de fortalecimento da democracia, o qual deve incluir os seguintes objetivos na área dos fenômenos linguísticos:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- o cultivo da imunidade aos apelos carregados de emoção, mas irracionais;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- a prática de análises semânticas e lógicas num nível popular;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- o estímulo ao pioneirismo literário.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;democracia&lt;/b&gt; é, na teoria, o &lt;b&gt;governo do povo&lt;/b&gt; mas, na prática, é o &lt;b&gt;argumento&lt;/b&gt; que justifica as conseqüências da &lt;b&gt;dominação&lt;/b&gt;. Nada poderia ser mais confortável a quem &lt;b&gt;domina&lt;/b&gt; imputar os males do mundo às &lt;b&gt;escolhas individuais&lt;/b&gt; a quem é &lt;b&gt;dominado&lt;/b&gt;. Pois a &lt;b&gt;democracia&lt;/b&gt; é, em última instância, exatamente isso: &lt;b&gt;uma ferramenta de controle&lt;/b&gt;. E é justamente o sentido deste &lt;b&gt;controle&lt;/b&gt; que é &lt;b&gt;anti-democrático&lt;/b&gt;, pois na &lt;b&gt;pirâmide do poder&lt;/b&gt; democrática deveria vir de baixo para cima, mas na verdade o &lt;b&gt;controle&lt;/b&gt; é exercido de cima para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividindo a responsabilidade com o &lt;b&gt;povo&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;elite&lt;/b&gt; não corre mais o risco da insurreição contra um monarca, pois as &lt;b&gt;culpas&lt;/b&gt; passam a ser divididas entre todos. Culpar o &lt;b&gt;povo&lt;/b&gt; por não participar das &lt;b&gt;decisões&lt;/b&gt;, pela falta de &lt;b&gt;consciência&lt;/b&gt; e pela sua própria &lt;b&gt;ignorância&lt;/b&gt; é uma solução simplista, confortável, que esconde o verdadeiro vilão da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;liberdade&lt;/b&gt; de fazer-se as &lt;b&gt;escolhas individuais&lt;/b&gt; pode ser, e de fato é, manipulada por quem tem mais &lt;b&gt;conhecimento&lt;/b&gt;. Armadilhas verbais, sofismas lógicos e vidros coloridos continuarão&lt;br /&gt;servindo aos interesses de quem controla, assim será sempre. A diferença entre ser um &lt;b&gt;controlador&lt;/b&gt; e um &lt;b&gt;controlado consciente&lt;/b&gt; é muito menor do que o universo que os separa do &lt;b&gt;controlado inconsciente&lt;/b&gt;: é justamente a &lt;b&gt;consciência&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo que, &lt;b&gt;alienado&lt;/b&gt;, ignora a existência de uma forma de &lt;b&gt;controle&lt;/b&gt;, seja por &lt;b&gt;opção&lt;/b&gt;, seja por &lt;b&gt;falta de (opção)&lt;/b&gt;, serve ao propósito de consolidar, cada vez mais, uma estrutura de poder que o anula e o aprisiona num buraco-negro, do qual dificilmente escapará, pois da mesma forma que suas &lt;b&gt;idéias&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;escolhas individuais&lt;/b&gt;, a luz no fim deste túnel também poderá ter a cor do vidro que o separa da &lt;b&gt;verdade&lt;/b&gt;, perpetuando sua ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez apresentado a este modelo de &lt;b&gt;poder - conhecimento - riqueza&lt;/b&gt;, desde que com capacidade de &lt;b&gt;discernimento&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;abstração&lt;/b&gt;, passa a ser &lt;b&gt;opção do indivíduo&lt;/b&gt; (leia-se &lt;b&gt;escolha individual&lt;/b&gt;) o personagem que será neste teatro: &lt;b&gt;fantoche&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;espectador&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;manipulador-de-fantoches&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter-se conectado a este sistema e obedecer suas regras, é o &lt;b&gt;moto-perpétuo&lt;/b&gt; que mantém a &lt;b&gt;alienação&lt;/b&gt; e permite que uns &lt;b&gt;controlem&lt;/b&gt;, outros &lt;b&gt;manipulem as informações&lt;/b&gt; e outros, grande maioria, sejam &lt;b&gt;usados&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112014438771215616?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112014438771215616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112014438771215616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014438771215616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014438771215616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/democracia-alienada.html' title='Democracia Alienada'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112014423894181245</id><published>2005-06-30T12:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:08:43.700-03:00</updated><title type='text'>Sindicatos: ter ou não ter? Eis a questão!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo Dicionário Aurélio: &lt;i&gt;sindicato sm. Associação dos que, como &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, agentes ou trabalhadores autônomos, ou como profissionais liberais, exerçam, respectivamente, atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um mecanismo cujo objetivo é representar interesses de &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; e/ou &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; de uma determinada atividade profissional, podemos concluir que para que haja um equilíbrio de forças entre &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, os sindicatos de ambos devem equilibrar a balança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade onde a tecnologia ocupa cada vez mais espaço, e o número de postos de trabalho é cada vez menor em relação ao número de pessoas economicamente ativas, o emprego gradativamente deixa de ser o pagamento por um trabalho, para tornar-se um presente, dádiva ou privilégio para poucos. Uma vez que o emprego torna-se escasso e a concorrência pelos mesmos é cada vez maior, muda-se o paradigma e as forças desequilibram-se, aumentando o peso do prato da balança relativo aos &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt;. Estes, por sua vez, tendo o poder divino de empregar ou desempregar, numa sociedade onde os movimentos sociais perdem força a cada dia, podem ocupar o papel de Deus ou Diabo a depender de sua índole, motivações ou conjuntura do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a sociedade permite-se consumir produtos e/ou serviços de empresas que oferecem sub-empregos, esta passa a ser a &lt;b&gt;lei de mercado&lt;/b&gt;: baixo custo. Como não é possível fazer-se milagre em relação ao custo de &lt;b&gt;matéria-prima&lt;/b&gt;, e há um limite em relação à &lt;b&gt;otimização dos processos internos&lt;/b&gt;, a próxima variável que permite uma diminuição do custo (leia-se aumento do lucro) é a mão-de-obra. Enxugar a folha de pagamento passa a ser uma alternativa válida à partir do momento em que a sociedade importa-se cada vez menos com os "problemas dos outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;sindicato de empregados&lt;/b&gt; passa a ser um mecanismo corporativo de defesa de interesses de uma determinada classe profissional, talvez o único numa sociedade cada vez mais centralizada nos seus "próprios problemas" e educada para o consumo. Categorias profissionais com pouco poder de pressão acabam sendo obrigadas a ceder às pressões dos &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; que, por sua vez, obedecem à pressão do &lt;b&gt;mercado&lt;/b&gt; (e/ou à sua própria consciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; dispostos a jogar o jogo do mercado, seguindo suas regras ou apenas sua própria consciência, podem optar basicamente por duas estratégias opostas: 1) Incentivar, bonificar, prestigiar e agradar seus &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, também conhecidos nesses casos como &lt;b&gt;colaboradores&lt;/b&gt; ou;  2) Explorar ao máximo a força de trabalho de seus &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, principalmente em mercados onde há facilidade de substituição de mão-de-obra.&lt;br /&gt;Há ainda estratégias que podem misturar ambas, substituindo por exemplo um salário maior por incentivos psicológicos ou, em outras palavras, que mantém o &lt;b&gt;empregado&lt;/b&gt; fiel à empresa pela &lt;b&gt;ameça do desemprego&lt;/b&gt; somada aos &lt;b&gt;incentivos por dedicação extra&lt;/b&gt; e outras abordagens que não implicam em aumento de custo financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mercado desregulamentado, os contratos de trabalho são (ou podem ser) &lt;b&gt;individuais&lt;/b&gt; e extermina-se qualquer tipo de &lt;b&gt;pressão coletiva&lt;/b&gt;, ou corporativa.&lt;br /&gt;Num mercado regulamentado, onde está prevista a existência de entidades para representação de classe, como os sindicatos, a &lt;b&gt;pressão coletiva&lt;/b&gt; pode ou não ter efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo-se do pressuposto de que, individualmente, um &lt;b&gt;empregador&lt;/b&gt; tem mais poder do que um &lt;b&gt;empregado&lt;/b&gt; mas que, por outro lado, um &lt;b&gt;governo&lt;/b&gt; tem mais poder do que um &lt;b&gt;empregador&lt;/b&gt;, podemos concluir que o fluxo de pressão de poder está no sentido:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;governo --&amp;gt; empregador --&amp;gt; empregado&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;sindicatos de empregadores&lt;/b&gt; têm como principal objetivo em comum pressionar o(s) governo(s) para que seus interesses corporativos sejam atendidos.&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;sindicatos de empregados&lt;/b&gt;, por sua vez, têm o objetivo de pressionar o(s) empregador(es) para que sejam atendidos os seus interesses corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;b&gt;governo&lt;/b&gt; encontram-se representates de interesses tanto de &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; quanto de &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, eleitos democraticamente (ou "democraticamente") pelo voto popular. Se o povo é constituído em sua maioria por &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; e vivemos numa democracia (governo do povo), poderíamos concluir que no governo deveria haver muito mais representantes de &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; do que de &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt;, entretanto esta teoria perde o fundamento quando observamos que a sociedade está cada vez mais alienada e o &lt;b&gt;poder econômico&lt;/b&gt; exerce mais influência do que o &lt;b&gt;poder das idéias&lt;/b&gt;, e nessas democracias é mais fácil eleger-se com muito dinheiro do que com excelentes idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na prática é o dinheiro que elege nossos (nossos?) governantes, podemos concluir que o(s) governo(s) constitui-se de mais representantes dos &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; do que dos &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;. Tendo os &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; mais poder no &lt;b&gt;governo&lt;/b&gt; e os &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; não tendo força de mobilização suficiente para contestar este poder, evidentemente aprovar-se-ão mais leis favoráveis àqueles, ficando estes à mercê de sua capacidade de mobilização e de influenciar a opinião pública (leia-se meios-de-comunicação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;meios-de-comunicação&lt;/b&gt;, por sua vez, de forma mais clara e óbvia do que no nível governamental, também são movidos a dinheiro, seja através de anúncios, matérias "plantadas", favores, simpatias, contatos, amizades e outros mecanismos desconhecidos. Ora, se os &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; não têm poder em relação ao &lt;b&gt;governo&lt;/b&gt;, muito menos em relação à &lt;b&gt;opinião pública&lt;/b&gt; através dos &lt;b&gt;meios-de-comunicação&lt;/b&gt;, os &lt;b&gt;sindicatos&lt;/b&gt; passam a ser talvez o único mecanismo de poder existente para representar seus próprios interesses corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário, os únicos interessados na existência de um &lt;b&gt;sindicato de empregados&lt;/b&gt; forte e unido deveriam ser os próprios &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;, mas por quê isso não seria uma verdade na prática? Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt;: podem coagir seus &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt; a não participarem, ao menos ativamente, de organizações sindicais, podendo sofrer represálias ou a perda do sagrado emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;governantes&lt;/b&gt;: podem aprovar leis que compatibilizem o exercício da atividade sindical às "leis" do mercado internacional, com a justificativa popular de que desregulamentar (ou seja, acabar com as leis que regulamentam) as leis trabalhistas é uma tendência mundial, liberal, moderna e que criará mais postos de trabalho (não necessariamente melhores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;meios-de-comunicação&lt;/b&gt;: promovem a idéia de que os sindicatos existem para locupletar (enriquecer desonestamente) seus dirigentes, que só tem ladrão e que no final das contas, &lt;b&gt;"o sindicato não faz nada pela categoria"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;: em sua maioria alienados, muitas vezes deixam a representação de seus interesses nas mãos de pessoas que não conhecem ou não confiam, abrindo espaço para que desonestos controlem as decisões e locupletem-se de fato; não participam dos movimentos coletivos, como assembléias, passeatas, greves e operações que demonstrem a insatisfação com alguma situação de trabalho ou financeira; exercitam a cidadania unicamente no voto, assim como fazem nas eleições governamentais; criam vários sindicatos paralelos, todos fracos, ao invés de fortalecer um único; criam associações de classe, que não têm o poder legal que tem um sindicato, e fortalecem as mesmas, enxergando nestas cada vez mais a defesa de seus &lt;b&gt;próprios interesses&lt;/b&gt;, enfraquecendo os movimentos coletivos; não contribuem financeiramente para que campanhas de conscientização ou de negociação sejam feitas; escondem-se atrás da ignorância da existência, necessidade ou funcionamento do seu próprio sindicato, deixando os custos financeiros das campanhas e operação da máquina para uma pequena parte da categoria; beneficiam-se dos bônus, mas desobrigam-se dos ônus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que há uma situação completamente favorável para o enfraquecimento dos &lt;b&gt;sindicatos de empregados&lt;/b&gt;, numa sociedade (composta por muitos &lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;) cada dia mais alienada e egocêntrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt;, por sua vez, fortalecem cada vez mais seus mecanismos de pressão, em &lt;b&gt;sindicatos, federações e confederações&lt;/b&gt; de empresas. O &lt;b&gt;empregador&lt;/b&gt; pode até não concordar individualmente com a direção de sua &lt;b&gt;entidade&lt;/b&gt;, mas não deixa de participar destar organizações corporativas e dos movimentos coletivos, uma vez que mesmo sendo concorrentes nos negócios, os &lt;b&gt;empregadores&lt;/b&gt; têm muitos interesses em comum, seja na instância superior (&lt;b&gt;governo&lt;/b&gt;), seja na inferior (&lt;b&gt;empregados&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil prevermos o futuro da humanidade, mas partindo-se desta perspectiva, não é difícil prevermos o futuro das &lt;b&gt;relações trabalhistas&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112014423894181245?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112014423894181245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112014423894181245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014423894181245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014423894181245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/sindicatos-ter-ou-no-ter-eis-questo.html' title='Sindicatos: ter ou não ter? Eis a questão!'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112014399428832428</id><published>2005-06-30T12:03:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:14:38.626-03:00</updated><title type='text'>Baile Funk e o Estupro em Massa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música é arte, cultura e política. Funk é música e, portanto, deve também ser tudo isso. Quem já teve o (des)prazer de ir a um baile funk provavelmente viu, ouviu, dançou ou até mesmo praticou as instruções desta política. Composições que degradam a figura feminina a um simples objeto sexual, enquanto promovem a masculina a grandes-malandrões-safados- comedores-de-putinhas- freqüentadoras-de-bailes-funk. Pode parecer ficção, mas existem mulheres que sujeitam-se a incorporar as personagens ilustradas nas cantigas funkeiras. Vá e veja para crer!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Une-se o útil ao agradável: os homens divertem-se com o espetáculo de "sensualidade", danças, poses e insinuações; as mulheres sentem-se livres, independentes, donas de seus próprios narizes e com a nítida sensação da inexistência de qualquer cabresto em suas atitudes e comportamentos: elas podem dançar, exibir-se, seduzir, provocar e até mesmo transar à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro lado da moeda, entretanto, por mais óbvio que pareça para alguns, não é de fácil percepção para outros já incluídos neste "sistema funkeiro". Para que as mulheres encaixem-se perfeitamente na tribo, elas precisam obedecer os mandamentos das músicas e seguir o ritmo da valsa. Se agora é hora de mostrar a xoxotinha, o rabinho, chupar a pirocona ou ficar de quatro, qual é o problema de uma mulher independente, que não precisa obedecer os mandamentos dos pais, pastores, maridos ou namorados, obedecer os mandamentos do funkeiro sobre o palco? A impessoalidade dá esta impressão (ou falsa ilusão) de independência, que é justamente o que não é oferecido neste tipo de evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está para chegar o dia em que o pastor sobre o palco, digo, o funkeiro, irá proclamar que &lt;b&gt;"agora é hora de bombar, se ela tá no baile funk, por bem ou mal ela vai dar!!!"&lt;/b&gt;, e então teremos manchetes nos telejornais anunciando um estupro em massa, meio que como um linchamento, onde ninguém é culpado de tudo, mas também não é culpado de nada. Ah, e diz-se estupro por partir-se do pressuposto que nem todas as "independentes" desejarão participar do bacanal, ao menos não voluntariamente. Os homens, por outro lado, possivelmente agirão pela conveniência do instinto, principalmente por contarem com os benefícios do anonimato generalizado, típico de um linchamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando o funkeiro, digo, o pastor, pregar que o caminho da salvação (para não ser excluída da tribo) é seguir os mandamentos da oração, digo, da música, então talvez haja um consenso de que a nova &lt;b&gt;"onda de independência"&lt;/b&gt; seja não apenas mais um show de exibicionismo degradante, mas sim um espetáculo de putaria aviltante. É só uma questão de tempo... apesar de desejar estar completamente enganado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112014399428832428?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112014399428832428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112014399428832428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014399428832428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014399428832428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/baile-funk-e-o-estupro-em-massa.html' title='Baile Funk e o Estupro em Massa'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112014377532181701</id><published>2005-06-30T11:58:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:08:54.333-03:00</updated><title type='text'>Aquilo que o Pensador pensa, o Demonstrador prova</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa mente tem dois lados: o &lt;b&gt;Pensador&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;Demonstrador&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Aquilo que o Pensador pensa, o Demonstrador prova"&lt;/b&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daí que vem o milagre da fé e tantos outros feitos incríveis da nossa mente. O ser humano tem por natureza a necessidade de encontrar respostas para todas as perguntas, e é nessa necessidade que alguns sábios observadores do comportamento humano especializam-se e propiciam conforto através de respostas cuidadosamente elaboradas. Questionar as causas que levam alguns a encontrar legitimamente ou não respostas para muitas questões sem solução seria lutar contra moinhos de vento: uma luta vazia, sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o interessante é questionarmos as conseqüências e procurarmos compreender como funciona a mente humana e, por extensão, nossa própria mente, para evitarmos sermos usados como &lt;b&gt;massa de manobra&lt;/b&gt; por quem quer que seja: religião, políticos, imprensa, amigos, amantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé tem um lado bom e um mau: o &lt;b&gt;bom&lt;/b&gt; é que de fato ela move montanhas, sejam doenças, perdas ou grandes tristezas; o &lt;b&gt;mau&lt;/b&gt; é que abre-se espaço para pessoas usarem pessoas, seja por dinheiro ou poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior nosso controle de nossa própria mente e de nossas idéias, menos vulneráveis ficamos à manipulação de massa que atualmente toma conta de grande parte da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer fazer um teste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifique se por acaso &lt;b&gt;sua opinião pessoal&lt;/b&gt; acerca de algum tema relevante, partido político, personagem político ou acontecimento polêmico não é &lt;b&gt;muito parecida&lt;/b&gt;, ou talvez até &lt;b&gt;idêntica&lt;/b&gt; à &lt;b&gt;"opinião" da grande mídia&lt;/b&gt;, incluindo-se aí os principais telejornais, jornais impressos, revistas e rádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser &lt;b&gt;"do contra"&lt;/b&gt; não caracteriza independência e auto-controle do lado &lt;b&gt;Pensador&lt;/b&gt;, mas certamente estar sintonizado com o "pensamento" coletivo pode ser uma característica forte de &lt;b&gt;manipulação&lt;/b&gt;... fique atento aos sintomas!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112014377532181701?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112014377532181701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112014377532181701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014377532181701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112014377532181701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/aquilo-que-o-pensador-pensa-o.html' title='Aquilo que o Pensador pensa, o Demonstrador prova'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14048856.post-112004179061887755</id><published>2005-06-29T07:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T22:09:37.550-03:00</updated><title type='text'>Como tudo começou...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Refletindo diariamante sobre os problemas do mundo, é possível perceber-se um ciclo recorrente de manipulação de mentes e idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o filme &lt;a href="http://whatisthematrix.warnerbros.com/" target="_blank"&gt;Matrix&lt;/a&gt; é uma excelente abstração das minhas próprias idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não assistiu ou não compreendeu totalmente a idéia por trás desta ficção, abaixo vai o meu ponto de vista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando os homens inventaram robôs com inteligência artificial. Estes robôs eram "humilhados" e usados como escravos pelos humanos, até que um dia um destes servos revoltou-se com seu dono e o matou violentamente. A humanidade indignou-se e decidiu eliminar os robôs da face da Terra, destruindo-os fisicamente e exilando-os em uma região afastada. Os robôs, por sua vez, fundaram um país e criaram indústrias tecnológicas de ponta que concorriam com as grandes empresas dos humanos. Este país começou a prosperar e os humanos, sentindo-se ameçados, decidiram entrar em guerra com os robôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que os robôs tinham na energia solar sua principal fonte de energia, os "sábios" humanos decidiram lançar uma nuvem na atmosfera que impedisse completamente a passagem da luz solar. Estava iniciada a guerra!!! Os robôs acabaram ganhando a guerra, evidentemente, e descobriram que podiam obter a energia elétrica necessária para sua "sobrevivência" nos próprios seres humanos. Como o cérebro humano é capaz de produzir energia elétrica desde que estimulado, os robôs criaram um poderoso computador que simulava o mundo real, no qual foram conectados milhões de seres/cérebros humanos que, por sua vez, produziam a energia elétrica necessária para a "sobrevivência" das máquinas. Este simulador de mundo real é a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poucos seres humanos escaparam das máquinas e não foram encubados à Matrix, protegendo-se numa cidade fortificada. O mundo tornou-se um lugar extremamente feio, sujo e assustador, mas somente aqueles desconectados o conheciam, pois o resto da humanidade estava conectada à Matrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes exilados procuravam de alguma forma resistir à supremacia das máquinas, na esperança de salvar a humanidade, e contavam com o surgimento de um "messias": Neo. Este "herói" estava conectado à Matrix, e deram-lhe a opção de escolher entre a Matrix (&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;blue pill&lt;/span&gt;) ou a Verdade (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;red pill&lt;/span&gt;). É claro que ele optou pela &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Verdade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog não pretende ser um "guia da verdade suprema", ou sequer tem a intenção de mostrar alguma verdade... talvez a intenção seja exatamente o oposto do que aparenta. A idéia aqui é criar dúvidas, e não oferecer respostas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não acredite em uma única palavra daqui, &lt;b&gt;questione tudo&lt;/b&gt;, e permita-se questionar todas as outras verdades a que você tem acesso... talvez enxergar em todas as "verdades" que você lê um lobo com pele de ovelha seja um bom começo... talvez as idéias aqui postadas tenham um pouco de &lt;b&gt;teoria da conspiração&lt;/b&gt;, mas de duas uma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se estiverem erradas&lt;/b&gt;, na pior das hipóteses você arejou um pouco suas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se estiverem certas&lt;/b&gt;, então talvez você descubra que em algum momento terá que fazer suas escolhas e decidir se prefere manter-se conectado ou enxergar as verdades por trás dos bastidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se sempre que "a verdade" nem sempre é bonita ou prazeirosa, diz-se até que &lt;b&gt;"a ignorância trás felicidade"&lt;/b&gt; e que &lt;b&gt;"o conhecimento trás sofrimento&lt;/b&gt;. Talvez a escolha que tenhamos que fazer esteja entre ser um &lt;b&gt;ignorante feliz&lt;/b&gt; ou um &lt;b&gt;sofredor que enxerga sem filtros coloridos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos à minha interpretação da &lt;span style="color: rgb(0, 255, 0);"&gt;Matrix&lt;/span&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;I N Í C I O&lt;/b&gt;&lt;/center&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14048856-112004179061887755?l=observatoriosemiotico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/feeds/112004179061887755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14048856&amp;postID=112004179061887755&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112004179061887755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14048856/posts/default/112004179061887755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observatoriosemiotico.blogspot.com/2005/06/como-tudo-comeou.html' title='Como tudo começou...'/><author><name>Leandro Salvador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16457303003015580975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OxCO-7aymq0/S8FuBOo1QvI/AAAAAAAAAgo/FIbV4dwSVw8/S220/leandro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
