A Economia de Livre Mercado (Free Market) existe, à princípio, quando as transações comerciais são livres de qualquer coerção e controle por parte do Estado. Seria a regulamentação de preços baseada na oferta e na demanda, na satisfação do consumidor em geral.
Os conceitos de Liberalismo Econômico (Economic Liberalism), Capitalismo (Capitalism), e Globalização, entretanto, confundem-se com o de Livre Mercado (Free Market), que seria o mecanismo utilizado na movimentação e acumulação de capital.
O trinômio Capitalismo + (Neo)Liberalismo + Globalização pretende, teoricamente, tornar todos as pessoas (físicas e jurídicas) e Estados livres para relacionarem-se comercial e financeiramente entre si. Seria uma extinção das fronteiras que separam os povos e, eventualmente, das desigualdades entre os mesmos, uma vez que todos poderiam usar plenamente o livre-arbítrio para atingir seus próprios objetivos, sem impedimentos provocados, em última instância, pelo Estado.
Da teoria à prática, este trinômio peca por não implementar, de fato, o Livre Mercado. Por tratar-se de um mundo globalizado, esta questão faz sentido ao analisar-se a conjuntura internacional: os países e pessoas (físicas e jurídicas) que estão beneficiando-se com o status quo não estão dispostos a abrir mão de suas vantagens em troca de um Mercado Livre de fato.
O grande problema é quem deverá abrir mão primeiro. Economicamente: quem ganha ou quem perde? Politicamente: o mais forte ou o mais fraco? É uma questão de liberdade ou de força, de pressão?
O argumento de que os países que não implementa(ra)m políticas (neo)liberais são atrasados, esconde uma realidade que diferencia claramente o Mercado Livre do Mercado Liberal! No primeiro, as relações econômicas seriam livres de qualquer coerção e controle por parte do Estado, considerando-se regras do jogo claras e bem definidas, cabendo aos Estados o dever de fazer cumprí-las. No segundo, as relações econômicas são livres até o momento em que não interessa ao(s) Estado(s) mais forte(s) cumprir as regras do Livre Mercado.
Pode-se observar o não-cumprimento destas regras através de medidas como barreiras comerciais e incentivos oferecidos pelos Estados fortes, protegendo seu público interno! Este não é um jogo onde os Estados ficam de fora, muito pelo contrário! Participam ativamente quando interessa!
A ironia está no fato de os teóricos deste tripé ideológico insistirem que os países menos desenvolvidos, como o Brasil, devem implementar todos os conceitos do Livre Mercado num mundo onde o Mercado não é Livre!
Estados como o Brasil seriam os primeiros da lista, abririam suas portas (ou seriam pernas?) para todo o fluxo de capital especulativo mundial e, no momento de beneficiarem-se na relação comercial com os Estados fortes, nada impediria que as portas fechassem-se, ou que as barreiras (comerciais) ficassem mais altas!
Na prática este é um mundo de força, não de liberdade. O Livre Mercado é um argumento de conveniência, imposto como condição indispensável ao desenvolvimento de países como o nosso, mas nem sequer de longe praticado por países fortes e desenvolvidos que, sempre que lhes é conveniente, transformam o Mercado Livre em Liberal, onde as regras do jogo são claras: ganha sempre o mais forte!
Os conceitos de Liberalismo Econômico (Economic Liberalism), Capitalismo (Capitalism), e Globalização, entretanto, confundem-se com o de Livre Mercado (Free Market), que seria o mecanismo utilizado na movimentação e acumulação de capital.
O trinômio Capitalismo + (Neo)Liberalismo + Globalização pretende, teoricamente, tornar todos as pessoas (físicas e jurídicas) e Estados livres para relacionarem-se comercial e financeiramente entre si. Seria uma extinção das fronteiras que separam os povos e, eventualmente, das desigualdades entre os mesmos, uma vez que todos poderiam usar plenamente o livre-arbítrio para atingir seus próprios objetivos, sem impedimentos provocados, em última instância, pelo Estado.
Da teoria à prática, este trinômio peca por não implementar, de fato, o Livre Mercado. Por tratar-se de um mundo globalizado, esta questão faz sentido ao analisar-se a conjuntura internacional: os países e pessoas (físicas e jurídicas) que estão beneficiando-se com o status quo não estão dispostos a abrir mão de suas vantagens em troca de um Mercado Livre de fato.
O grande problema é quem deverá abrir mão primeiro. Economicamente: quem ganha ou quem perde? Politicamente: o mais forte ou o mais fraco? É uma questão de liberdade ou de força, de pressão?
O argumento de que os países que não implementa(ra)m políticas (neo)liberais são atrasados, esconde uma realidade que diferencia claramente o Mercado Livre do Mercado Liberal! No primeiro, as relações econômicas seriam livres de qualquer coerção e controle por parte do Estado, considerando-se regras do jogo claras e bem definidas, cabendo aos Estados o dever de fazer cumprí-las. No segundo, as relações econômicas são livres até o momento em que não interessa ao(s) Estado(s) mais forte(s) cumprir as regras do Livre Mercado.
Pode-se observar o não-cumprimento destas regras através de medidas como barreiras comerciais e incentivos oferecidos pelos Estados fortes, protegendo seu público interno! Este não é um jogo onde os Estados ficam de fora, muito pelo contrário! Participam ativamente quando interessa!
A ironia está no fato de os teóricos deste tripé ideológico insistirem que os países menos desenvolvidos, como o Brasil, devem implementar todos os conceitos do Livre Mercado num mundo onde o Mercado não é Livre!
Estados como o Brasil seriam os primeiros da lista, abririam suas portas (ou seriam pernas?) para todo o fluxo de capital especulativo mundial e, no momento de beneficiarem-se na relação comercial com os Estados fortes, nada impediria que as portas fechassem-se, ou que as barreiras (comerciais) ficassem mais altas!
Na prática este é um mundo de força, não de liberdade. O Livre Mercado é um argumento de conveniência, imposto como condição indispensável ao desenvolvimento de países como o nosso, mas nem sequer de longe praticado por países fortes e desenvolvidos que, sempre que lhes é conveniente, transformam o Mercado Livre em Liberal, onde as regras do jogo são claras: ganha sempre o mais forte!

1 comentários:
Hehe... Tem uma frase que eu adoro: Bem vindo ao mundo!!!
Essa realidade está longe de mudar. Pelo menos enquanto o Capitalismo for o Ca-pi-ta-lis-mo que nós conhecemos, isso irá prevalecer...
Gostei do texto e da assertividade! ;-)
Beijo!
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