No amplo mundo em que vivemos, entre o povo e o poder torna-se necessário um mediador: a mídia. Este instrumento de mediação deveria ser transparente, democrático e, principalmente, separar claramente o que são notícias do que são opiniões.
Notícias transparentes devem ser isentas de opinião! A mediação entre povo e poder, ou governados e governantes, quando feita através de opiniões do aparelho mediador (ou midiático), torna-se contaminada! Esta é uma afirmação categórica: uma notícia torna-se contaminada quando a ela adiciona-se qualquer opinião!
Mediação (ou mídia) democrática deve prever amplo espectro de opiniões, de forma que opiniões divergentes, contraditórias, bem como réplicas, tréplicas e outras tantas divergências de pontos-de-vista, sejam igualmente difundidas.
O que temos hoje no Brasil e no mundo é o monopólio das concessões de rádio e televisão, bem como dos jornais e revistas, por oligarquias locais e internacionais, movidas por interesses não necessariamente democráticos.
O mediador, portanto, não é isento de opinião! A veiculação de notícias acaba sofrendo influências, nem sempre óbvias, das opiniões destas oligarquias midiáticas. O fluxo de informações, no mundo atual, está contaminado!
A Internet é, atualmente, o único veículo onde é possível encontrar-se notícias veiculadas por diversas fontes, oligárquicas e alternativas, bem como opiniões, sintonizadas entre diversas linhas de interesses e raciocínio.
Infelizmente a Internet não é, ainda, o principal veículo de mediação no mundo contemporâneo. Seja por costume ou falta de opção, a chamada "grande mídia" ainda controla a forma e o conteúdo das informações e opiniões que acabam pasteurizando o pensamento coletivo.
Some-se a isso a impossibilidade de todos os indivíduos acessarem diferentes perspectivas em relação a um mesmo fato, bem como divergentes opiniões sobre o contexto que os envolve, cria-se um sistema poderoso capaz de alavancar a tal da "opinião pública", grandes decisões, o inconsciente coletivo, opiniões, votos, amores e ódios.
Como diria Arquimedes: "Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo".
Sendo monocolor o filtro que media nossa percepção do mundo, acabamos por enxergá-lo limitadamente, seja incorporando opiniões enlatadas, seja acreditando em uma única versão dos fatos.
É sempre bom lembrar que não é o fato de existir uma grande quantidade de informações, jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão o que torna as opiniões e as versões dos fatos plurais, múltiplas ou democráticas. De nada adianta haver pluralidade de atores no palco se todos eles pensam ou agem igual, com diferenças sutis, quando há, mais relacionadas à forma do que ao conteúdo em si!
A beleza da divergência e do contraditório não é apresentada através do atual mecanismo mediador que intermedia a relação entre o cidadão comum e as fontes de poder (e vice-versa). Democratização da mídia não é grande quantidade de informações, é divergência.
Algumas dicas úteis para quem deseja, em alguma intensidade, desconectar-se da "massa de manobra" controlada pelo mediador, são:
1. Procurar mediadores com opiniões diferentes das sustentadas pela "grande mídia" sintonizada e pasteurizada;
2. Procurar fontes de informação alternativas (há muitas por aí, mas são alternativas, pouco difundidas, tem que garimpar pra encontrar);
3. Não ser ingênuo, acreditando que fontes tidas, por hábito e costume, como ilibadas e respeitadíssimas, são de fato ilibadas e merecedoras de respeito;
4. Aprender a separar muito bem notícias de opiniões.
Opiniões são, por definição, tendenciosas! É isto que espera-se de uma opinião: o ponto-de-vista de quem opina! Ser tendencioso não é mau; é normal, natural e humano. Todos somos tendenciosos enquanto indivíduos! Mau é vestir uma carapuça de imparcialidade e vender-se desta forma!
Teoricamente, os únicos humanos imparciais devem ser os juízes que, ao julgar fatos, devem vendar seus olhos para não contaminarem-se e, além disso, vestir a toga sobre o corpo nú, livrando-se de qualquer preconceito. Este é o princípio que deve ser praticado por todos os juízes. Se na prática eles próprios não o fazem, o que se dirá dos demais indivíduos "comuns", ou mesmo dos próprios mediadores?
Notícias devem ser, essas sim, livres de qualquer opinião! Devem tratar única e exclusivamente da narração de fatos! Há dezenas de técnicas de manipulação de fatos no intuito de camuflar a opinião que o envolve e recheia. Uma das formas mais comuns é utilizar adjetivos! Quem conta um fato não deve qualificá-lo, usar adjetivos!!! Salvo alguns casos como a cor de um objeto, é bom desconfiar da isenção e transparência de uma notícia que possua adjetivos.
Entenda-se por adjetivo tudo aquilo que qualifica o sujeito e/ou o objeto, e por sujeito e/ou objeto aquilo que é narrado pela notícia.
Desta forma, até um rústico programa de computador é capaz de receber uma notícia para analisar e, sistematicamente, apontar os adjetivos que a recheia, denunciando muitas das possíveis opiniões e manipulações que não deveriam, por definição, estar lá!
Notícias transparentes devem ser isentas de opinião! A mediação entre povo e poder, ou governados e governantes, quando feita através de opiniões do aparelho mediador (ou midiático), torna-se contaminada! Esta é uma afirmação categórica: uma notícia torna-se contaminada quando a ela adiciona-se qualquer opinião!
Mediação (ou mídia) democrática deve prever amplo espectro de opiniões, de forma que opiniões divergentes, contraditórias, bem como réplicas, tréplicas e outras tantas divergências de pontos-de-vista, sejam igualmente difundidas.
O que temos hoje no Brasil e no mundo é o monopólio das concessões de rádio e televisão, bem como dos jornais e revistas, por oligarquias locais e internacionais, movidas por interesses não necessariamente democráticos.
O mediador, portanto, não é isento de opinião! A veiculação de notícias acaba sofrendo influências, nem sempre óbvias, das opiniões destas oligarquias midiáticas. O fluxo de informações, no mundo atual, está contaminado!
A Internet é, atualmente, o único veículo onde é possível encontrar-se notícias veiculadas por diversas fontes, oligárquicas e alternativas, bem como opiniões, sintonizadas entre diversas linhas de interesses e raciocínio.
Infelizmente a Internet não é, ainda, o principal veículo de mediação no mundo contemporâneo. Seja por costume ou falta de opção, a chamada "grande mídia" ainda controla a forma e o conteúdo das informações e opiniões que acabam pasteurizando o pensamento coletivo.
Some-se a isso a impossibilidade de todos os indivíduos acessarem diferentes perspectivas em relação a um mesmo fato, bem como divergentes opiniões sobre o contexto que os envolve, cria-se um sistema poderoso capaz de alavancar a tal da "opinião pública", grandes decisões, o inconsciente coletivo, opiniões, votos, amores e ódios.
Como diria Arquimedes: "Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo".
Sendo monocolor o filtro que media nossa percepção do mundo, acabamos por enxergá-lo limitadamente, seja incorporando opiniões enlatadas, seja acreditando em uma única versão dos fatos.
É sempre bom lembrar que não é o fato de existir uma grande quantidade de informações, jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão o que torna as opiniões e as versões dos fatos plurais, múltiplas ou democráticas. De nada adianta haver pluralidade de atores no palco se todos eles pensam ou agem igual, com diferenças sutis, quando há, mais relacionadas à forma do que ao conteúdo em si!
A beleza da divergência e do contraditório não é apresentada através do atual mecanismo mediador que intermedia a relação entre o cidadão comum e as fontes de poder (e vice-versa). Democratização da mídia não é grande quantidade de informações, é divergência.
Algumas dicas úteis para quem deseja, em alguma intensidade, desconectar-se da "massa de manobra" controlada pelo mediador, são:
1. Procurar mediadores com opiniões diferentes das sustentadas pela "grande mídia" sintonizada e pasteurizada;
2. Procurar fontes de informação alternativas (há muitas por aí, mas são alternativas, pouco difundidas, tem que garimpar pra encontrar);
3. Não ser ingênuo, acreditando que fontes tidas, por hábito e costume, como ilibadas e respeitadíssimas, são de fato ilibadas e merecedoras de respeito;
4. Aprender a separar muito bem notícias de opiniões.
Opiniões são, por definição, tendenciosas! É isto que espera-se de uma opinião: o ponto-de-vista de quem opina! Ser tendencioso não é mau; é normal, natural e humano. Todos somos tendenciosos enquanto indivíduos! Mau é vestir uma carapuça de imparcialidade e vender-se desta forma!
Teoricamente, os únicos humanos imparciais devem ser os juízes que, ao julgar fatos, devem vendar seus olhos para não contaminarem-se e, além disso, vestir a toga sobre o corpo nú, livrando-se de qualquer preconceito. Este é o princípio que deve ser praticado por todos os juízes. Se na prática eles próprios não o fazem, o que se dirá dos demais indivíduos "comuns", ou mesmo dos próprios mediadores?
Notícias devem ser, essas sim, livres de qualquer opinião! Devem tratar única e exclusivamente da narração de fatos! Há dezenas de técnicas de manipulação de fatos no intuito de camuflar a opinião que o envolve e recheia. Uma das formas mais comuns é utilizar adjetivos! Quem conta um fato não deve qualificá-lo, usar adjetivos!!! Salvo alguns casos como a cor de um objeto, é bom desconfiar da isenção e transparência de uma notícia que possua adjetivos.
Entenda-se por adjetivo tudo aquilo que qualifica o sujeito e/ou o objeto, e por sujeito e/ou objeto aquilo que é narrado pela notícia.
Desta forma, até um rústico programa de computador é capaz de receber uma notícia para analisar e, sistematicamente, apontar os adjetivos que a recheia, denunciando muitas das possíveis opiniões e manipulações que não deveriam, por definição, estar lá!

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