Na democracia representativa há algumas instâncias de representação que, apesar do formato aparentemente democrático, como os colegiados, não o são de fato! Apesar de esta manipulação geralmente passar desapercebida pelos representados e observadores externos, sua existência pode ser facilmente percebida.
Ao criar-se mecanismos que pretendem representar democraticamente um conjunto de pessoas, no formato de colegiados, a peça-chave da manipulação está no equilíbrio de forças que irá compor a "ponta da pirâmide" que veste o colegiado, ou seja, a instância que detém o poder.
Para isso cria-se um mecanismo onde todo o espectro de interesses envolvidos possui representantes na instância máxima. Esta técnica funciona aproximadamente assim:
1. Divide-se o universo de representados em vários grupos de interesse (não necessariamente do mesmo tamanho);
2. Seleciona-se um representante de cada grupo;
3. Distribui-se estes representantes, uniformemente, na instância máxima do colegiado.
O segredo da manipulação está em, por um lado, representar todos os interessados mas, por outro, dar pesos iguais a representantes de grupos completamente diferentes, inclusive, em tamanho. Assim, representantes de pequenos grupos acabam tendo o mesmo poder que os de grupos maiores.
Desta forma, um seleto grupo de representados pode contar com muitos representantes, enquanto a grande massa de representados, com interesses completamente distintos, acaba contanto com poucos!
Este mecanismo fere o princípio democrático em que 1 homem = 1 voto!!!
Alguns exemplos práticos onde esta manipulação acontece:
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível sabermos o seguinte à respeito dos estados com menor e maior colégio eleitoral, respectivamente:
Ao criar-se mecanismos que pretendem representar democraticamente um conjunto de pessoas, no formato de colegiados, a peça-chave da manipulação está no equilíbrio de forças que irá compor a "ponta da pirâmide" que veste o colegiado, ou seja, a instância que detém o poder.
Para isso cria-se um mecanismo onde todo o espectro de interesses envolvidos possui representantes na instância máxima. Esta técnica funciona aproximadamente assim:
1. Divide-se o universo de representados em vários grupos de interesse (não necessariamente do mesmo tamanho);
2. Seleciona-se um representante de cada grupo;
3. Distribui-se estes representantes, uniformemente, na instância máxima do colegiado.
O segredo da manipulação está em, por um lado, representar todos os interessados mas, por outro, dar pesos iguais a representantes de grupos completamente diferentes, inclusive, em tamanho. Assim, representantes de pequenos grupos acabam tendo o mesmo poder que os de grupos maiores.
Desta forma, um seleto grupo de representados pode contar com muitos representantes, enquanto a grande massa de representados, com interesses completamente distintos, acaba contanto com poucos!
Este mecanismo fere o princípio democrático em que 1 homem = 1 voto!!!
Alguns exemplos práticos onde esta manipulação acontece:
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível sabermos o seguinte à respeito dos estados com menor e maior colégio eleitoral, respectivamente:
| Roraima | São Paulo | |
| Eleitores | 208.524 | 25.655.553 |
| Deputados Federais | 8 | 70 |
| Senadores | 3 | 3 |
À partir daí, podemos verificar o desequilíbrio que as duas Casas Legislativas têm entre seus membros:
| Eleitores por | Roraima | São Paulo |
| Deputado Federal | 26.066 | 366.508 |
| Senador | 69.508 | 8.551.851 |
Conselhos, Colegiados, Câmaras e Comissões: aloja-se na instância máxima de representação destes "mecanismos" representantes dos diversos segmentos envolvidos, de forma a compor um guarda-chuva abrangente mas, nem por isso, com forças equilibradas. Assim, uma organização que representa os interesses de alguns poucos empresários, por exemplo, pode acabar ocupando o mesmo número de "cadeiras" que uma organização que representa os interesses de milhares de trabalhadores.
Para um colegiado ser de fato democrático, de duas uma: ou estabelece-se a democracia direta, onde cada pessoa vota diretamente nas questões, ou cria-se uma democracia representativa onde cada representante possui um peso diferente quando vota, proporcional ao peso de sua representação.
Vivemos numa democracia representativa! Nas diversas instâncias de representação, 1 homem = 1 voto! Mas para haver justiça democrática, o peso destes representantes não pode ser idêntico! Esta proporção só é correta na democracia direta!
Você conhece algum mecanismo de democracia representativa onde o desequilíbrio de forças é compensado dando-se pesos diferentes para os votos de cada representante? Nem eu! Daí podemos concluir que vivemos numa democracia que, além de não ser direta, não é justa, nem equilibrada, nem representa proporcionalmente os homens e, portanto, não é democrática. Desta forma, percebemos que a expressão "democracia representativa" trata-se, na verdade, de uma licença poética, e não de uma forma sincera de democracia!

1 comentários:
BOA! concordo plenamente, pra nossa infelicidade... pra cobrar uns milhares de centavinhos por uma ligaçao e decidir o final de um programa ou o destino dos participantes do B.B.B., eles pedem nossa opnião. O poder de decisão do povo e´qse nulo, quem tem essas ferramentas de controle e se acostuma 'a elas acredita na ganância, na consciência da escassez, de q "todos nao podem ter tudo", q " o mundo é dos espertos", - q legado estamos deixando para as futuras gerações?
O q pode ser feito para mudar esse sistema? Até quando vamos aceitar ser enganados, seduzidos, enrolados, enganados denovo, seduzidos, "compensados",reprimidos,detidos e desenganados?
d'luke luciano
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