Existem alguns seres mitológicos que, nos dias de hoje, ainda estão muito presentes. Este texto procura fazer uma analogia entre alguns destes seres e perfis psicológicos contemporâneos.
Sereias são seres mitológicos que cantam com tanta doçura que atraem os tripulantes dos navios que passam por perto, os quais ao se aproximarem são devorados. A analogia serve àqueles que seduzem as pessoas, com doçura, dissimulação, inteligência, exaltação de sentimentos, amizades, paixões, amores e, quando finalmente envolvem a presa, devoram seus sentimentos, sem piedade. O importante para as sereias é devorar corações, indiscriminadamente. A patologia é instintiva, está muito além do próprio controle e compreensão destes predadores.
Vampiros são seres mitológicos que alimentam-se de sangue humano para sobreviver. No mundo contemporâneo, esta analogia pode ser feita àqueles que aproximam-se das pessoas, sugam suas energias, usam-nas para compensar suas próprias carências, angústias, tristezas, vazios e loucuras e, no final, descartam-nas. Há muitas energias a serem sugadas por pessoas assim: tempo, amizade, sentimentos, paixão, amor... O importante para os vampiros é abordar presas suscetíveis, sugar toda a energia disponível e, então, partir para a próxima presa. A necessidade que têm de alimentar-se destas energias é fisiológica e patológica, está além do controle dos próprios predadores.
Medusa é um ser mitológico que tem o aspecto de uma bela mulher, mas possui serpentes no lugar de seus cabelos e transforma em pedra quem olha diretamente em seus olhos. Esta analogia pode ser interpretada sob duas óticas. A primeira trata das conseqüências a que está exposta uma pessoa que convive com uma medusa: o coração da vítima pode congelar-se indefinidamente, tornando-a amarga e descrente com o futuro e com as pessoas. A segunda trata da incapacidade de uma medusa enxergar-se diante do espelho. Intimamente, a medusa sabe (ou sente) que apenas seu aspecto é belo, mas que sua essência é destrutiva e egoísta. Uma vez que a auto-observação pode colocar em colapso sua própria existência, a medusa não observa-se no espelho, perpetuando suas características, sejam elas quais forem.
A construção de um perfil psicológico que combine estes três personagens pode dar-se da seguinte forma: o indivíduo analisado (objeto de estudo) possui as características sedutoras da sereia, encantando a presa e puxando-a para o fundo das águas, como num "abraço do afogado". Soma-se a isso a característica do vampiro de sugar as energias da presa e, ao final, descartar-lhe. O ciclo fecha-se com a capacidade da medusa de, ao final, congelar o coração de suas vítimas e, em contrapartida, sua incapacidade de observar-se e perceber-se.
Às presas restam poucas saídas: afastamento total, absoluto e irrestrito, ou muita fé, seja de que a maldição desaparecerá, seja de que suas próprias energias serão infinitas e que anticorpos serão criados durante a convivência com seus respectivos predadores. A aposta nesta última opção, entretanto, pode tornar o processo de recuperação da presa extremamente longo e doloroso, se houver. É uma opção! Uma escolha pessoal!
Pessoas com qualquer combinação destes perfis podem realmente acreditar que são boas, mas pode não tratar-se de opção ou filosofia de vida, e sim de patologia, doença! Estas pessoas precisam de ajuda técnica, profissional e especializada, e não de pessoas bem-intencionadas, seduzidas e dispostas a entregar-lhes até a última gota do próprio sangue, ou mesmo o coração, numa bandeja. As presas, por melhores sentimentos que tenham, não poderão ajudar esses doentes, ainda mais quando o envolvimento é passional. As intenções destes seres podem ser as melhores, mas os resultados de suas atitudes ferem todos que os cercam, mais cedo ou mais tarde. A causa pode ser boa, mas a conseqüência é má!
Gandhi dizia que é impossível atingir-se fins nobres através de meios vis: "Assim como a árvore está na semente, os fins estão nos meios".
Sereias são seres mitológicos que cantam com tanta doçura que atraem os tripulantes dos navios que passam por perto, os quais ao se aproximarem são devorados. A analogia serve àqueles que seduzem as pessoas, com doçura, dissimulação, inteligência, exaltação de sentimentos, amizades, paixões, amores e, quando finalmente envolvem a presa, devoram seus sentimentos, sem piedade. O importante para as sereias é devorar corações, indiscriminadamente. A patologia é instintiva, está muito além do próprio controle e compreensão destes predadores.
Vampiros são seres mitológicos que alimentam-se de sangue humano para sobreviver. No mundo contemporâneo, esta analogia pode ser feita àqueles que aproximam-se das pessoas, sugam suas energias, usam-nas para compensar suas próprias carências, angústias, tristezas, vazios e loucuras e, no final, descartam-nas. Há muitas energias a serem sugadas por pessoas assim: tempo, amizade, sentimentos, paixão, amor... O importante para os vampiros é abordar presas suscetíveis, sugar toda a energia disponível e, então, partir para a próxima presa. A necessidade que têm de alimentar-se destas energias é fisiológica e patológica, está além do controle dos próprios predadores.
Medusa é um ser mitológico que tem o aspecto de uma bela mulher, mas possui serpentes no lugar de seus cabelos e transforma em pedra quem olha diretamente em seus olhos. Esta analogia pode ser interpretada sob duas óticas. A primeira trata das conseqüências a que está exposta uma pessoa que convive com uma medusa: o coração da vítima pode congelar-se indefinidamente, tornando-a amarga e descrente com o futuro e com as pessoas. A segunda trata da incapacidade de uma medusa enxergar-se diante do espelho. Intimamente, a medusa sabe (ou sente) que apenas seu aspecto é belo, mas que sua essência é destrutiva e egoísta. Uma vez que a auto-observação pode colocar em colapso sua própria existência, a medusa não observa-se no espelho, perpetuando suas características, sejam elas quais forem.
A construção de um perfil psicológico que combine estes três personagens pode dar-se da seguinte forma: o indivíduo analisado (objeto de estudo) possui as características sedutoras da sereia, encantando a presa e puxando-a para o fundo das águas, como num "abraço do afogado". Soma-se a isso a característica do vampiro de sugar as energias da presa e, ao final, descartar-lhe. O ciclo fecha-se com a capacidade da medusa de, ao final, congelar o coração de suas vítimas e, em contrapartida, sua incapacidade de observar-se e perceber-se.
Às presas restam poucas saídas: afastamento total, absoluto e irrestrito, ou muita fé, seja de que a maldição desaparecerá, seja de que suas próprias energias serão infinitas e que anticorpos serão criados durante a convivência com seus respectivos predadores. A aposta nesta última opção, entretanto, pode tornar o processo de recuperação da presa extremamente longo e doloroso, se houver. É uma opção! Uma escolha pessoal!
Pessoas com qualquer combinação destes perfis podem realmente acreditar que são boas, mas pode não tratar-se de opção ou filosofia de vida, e sim de patologia, doença! Estas pessoas precisam de ajuda técnica, profissional e especializada, e não de pessoas bem-intencionadas, seduzidas e dispostas a entregar-lhes até a última gota do próprio sangue, ou mesmo o coração, numa bandeja. As presas, por melhores sentimentos que tenham, não poderão ajudar esses doentes, ainda mais quando o envolvimento é passional. As intenções destes seres podem ser as melhores, mas os resultados de suas atitudes ferem todos que os cercam, mais cedo ou mais tarde. A causa pode ser boa, mas a conseqüência é má!
Gandhi dizia que é impossível atingir-se fins nobres através de meios vis: "Assim como a árvore está na semente, os fins estão nos meios".

2 comentários:
Lêêê... é a Paty...
huuum.. lembra?? TN! rsrs
Havia prmetido q passaria aqui novamente...
Cá estou eu!
e adivinha... LÍ! hehehe
e, cansado de saber, vc escreve mto bem, rapaz!
Caráca... mto interessante essa analogia dos seres mitológicos, com pessoas.
Mtas sereias, vampiros e medusas está entre nós, huh?!?! rs
Vários outros textos q passei o olho e pretendo ler... mas poxa... um maior q o outro...
Vai juntando, imprime, faz um livrinho...rsrs
Vê se aparece na facul, moço "sério"! ehhehe
Beijinhos
O meu caminho cruzou-se recentemente com o de um homem com as características exactas destes 3 seres mitológicos de que falas: 1º apresentou-me a sua faceta de "sereia", encantou-me, enfeitiçou-me, cativou o meu afecto como nunca dantes me acontecera. Depois veio o vampirismo: sugou as minhas energias e fugiu, e agora sinto o efeito "medusa": o meu coração arrisca-se a ser transformado numa pedra. A descrição que fazes, o perfil que traças é absolutamente perfeito e inacreditavelmente real.
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