Um ponto de vista diferente sobre as idéias que forjam a sociedade...

Concepção Crítica de Ideologia

IDEOLOGIA são as maneiras como o sentido serve para estabelecer e sustentar relações de dominação.” (Thompson, 2007):

  • sentido: diz respeito a fenômenos simbólicos, que mobilizam a cognição, como uma imagem, um texto, uma música, um filme, uma narrativa; ao contrário de fenômenos materiais, que mobilizam recursos físicos, como a violência, a agressão, a guerra;
  • serve para: querendo significar que fenômenos ideológicos são fenômenos simbólicos significativos desde que (somente enquanto) eles sirvam para estabelecer e sustentar relações de dominação;
  • estabelecer: querendo significar que o sentido pode criar ativamente e instituir relações de dominação;
  • sustentar: querendo significar que o sentido pode servir para manter e reproduzir relações de dominação por meio de um contínuo processo de produção e recepção de formas simbólicas;
  • dominação: fenômeno que ocorre quando relações estabelecidas de poder são sistematicamente assimétricas, isto é, quando grupos particulares de agentes possuem poder de uma maneira permanente, e em grau significativo, permanecendo inacessível a outros agentes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Saber Amar

1. Introdução

A melhor maneira de aprender-se algo na vida é vivendo! Cometer erros e dar cabeçadas são as melhores aulas que a Escola da Vida pode nos oferecer. A vida, entretanto, não é longa o suficiente para tentarmos cometer todos os erros possíveis e, por isso, é importante aprendermos também com os erros alheios. Algumas vezes as "aulas expositivas" não são suficientes para ensinar-nos e precisamos ir para o laboratório! Este texto não é nada mais do que a pretensão de um aluno desta escola transferir, a quem interessar possa, algo que aprendeu na prática. Vamos por partes...

2. O Equilíbrio dos Sentimentos

Num relacionamento, é importante que haja um equilíbrio entre os sentimentos do casal, inclusive no que diz respeito à intensidade com que é externalizado. Quando um se doa muito mais do que o outro em algum aspecto, surge o desequilíbrio. Por isso, é interessante que o relacionamento amadureça gradativamente, que os limites de cada um sejam compreendidos de forma madura, respeitando-se as diferenças, e procurando da forma mais natural possível aproximar os sentimentos, a forma e a intensidade como eles são transferidos. Sentimentos não devem, entretanto, ser economizados! Seja transparente, mostre tudo de melhor que você sentir pela outra pessoa, apenas cuide para não sufocar e também para não exigir que o outro faça o mesmo! Tem que fluir naturalmente. Nem sufoque os seus sentimentos, nem sufoque o outro para que mostre os sentimentos dele.

3. Amar é Aceitar

Ninguém muda ninguém! Ninguém muda por causa de ninguém! Amar uma pessoa é aceitá-la como ela é, com todas as virtudes e defeitos que tem: o pacote é completo! Quando criamos uma projeção da pessoa com quem estamos e, esta sim, encaixa-se perfeitamente no perfil da pessoa que desejamos para nós, o alarme do desequilíbrio deve começar a tocar! Se amamos uma projeção, e não a pessoa, a tendência é tentarmos mudar a pessoa para que ela fique o mais parecida possível com o que desejamos, mas não com o que ela realmente é. Temos sempre duas opções: aceitar a pessoa e, principalmente, os defeitos dela, exatamente como são, ou partir à busca de outra pessoa, com outros diferentes. Se houverem defeitos insuportáveis na pessoa, acredite, não é você quem vai mudá-los! E não adianta iludir-se: a pessoa não vai mudar por sua causa! Na melhor das hipóteses, vai mudar porque ela, exclusivamente, enxergou que pode e precisa mudar.

4. Quem Vive de Passado é Museu

Muitas vezes criamos a ilusão de que, por sermos pessoas maduras e bem-resolvidas, sabemos muito bem separar todas as coisas. Então, quando começamos um novo relacionamento, às vezes queremos trazer junto todos os nossos relacionamentos anteriores, na forma de amizades! Mas será que de fato conseguimos separar muito bem os bons sentimentos do passado, o carinho, a paixão, o bom sexo, as viagens, os momentos, da amizade que tentamos manter no presente? Mais do que isso: será que as pessoas do passado conseguem? Ninguém está falando para deixar de ser civilizado, de cumprimentar, de ser educado, gentil e respeitoso, ou mesmo de guardar em algum lugar da mente (ou seria do peito?) os bons sentimentos do passado, ou os aprendizados tirados dali. Estamos falando aqui da nova forma de relacionamento que às vezes procuramos alimentar com pessoas que foram mais do que amigos. A tentativa de perpetuar aquele "amor mal-resolvido" como uma "amizade bem-resolvida" pode até fazer bem ao ego, mas certamente não faz bem ao novo relacionamento!

5. Proteja o Relacionamento

Devemos cuidar do relacionamento que estamos vivendo como se fosse único. A pessoa com quem estamos não precisa saber das nossas experiências anteriores, da lista de pessoas com quem já nos relacionamos, de por quem, quanto, como e onde já nos apaixonamos. Podemos guardar conosco as boas (e más) lembranças, não há qualquer necessidade de compartilharmos essas coisas com ninguém! São sentimentos nossos, apenas nossos! Se precisar dividí-los, faça-o com um amigo de verdade, com o Querido Diário, mas proteja seu parceiro. Por mais madura, segura e bem-resolvida que seja a pessoa com quem estamos, fazê-la sentir-se a única no seu coração é, no mínimo, uma boa prática. Além disso, por mais que acreditemos com todas as forças que a recíproca seja verdadeira (ou seja, que a outra pessoa pode contar à vontade do passado dela que você sabe separar muito bem as coisas, pois é você a pessoa que está com ela hoje), é importante lembrarmos sempre que somos pessoas diferentes, com diferentes experiências de vida e, certamente, diferentes reações a uma mesma situação! Por mais que nós soubéssemos lidar com a mesma situação se fosse o outro fazendo, será que o outro realmente sabe lidar com a que proporcionamos? Isso sem contar que o outro pode realmente, com todas as forças, tentar superar o seu passado (que ainda é lembrado por você no presente), mas isso não quer dizer que conseguirá! Dessa forma, não será de um dia para o outro, mas aos poucos, a pessoa com quem estamos poderá sentir-se vulnerável e, aos poucos, o relacionamento poderá ficar vulnerável. Principalmente se a outra pessoa não era daquelas que vive de passado e, por tentar superar o seu passado, procura encarar o dela própria como algo que merece ser trazido ao presente! Basta um dos dois não saber lidar bem com isso para que, sem querer, cavem juntos a própria cova!

6. Seja Justo

Partir do pressuposto de que a outra pessoa é confiável até que se prove o contrário é uma boa prática. Não deve-se acusar só por acusar, na procura da verdade ainda não compreendida! Se tiver alguma dúvida, pergunte, investigue, mas não acuse deliberadamente! Ser acusado por algo errado, que realmente se fez, é aceitável por quem de fato errou, mas o efeito que causa numa pessoa inocente pode ser devastador. Se o relacionamento continuar, além de a credibilidade que o acusador tinha ficar seriamente comprometida, fica estabelecido que aquele que acusa aceita continuar com alguém que comete aquele tipo de erro! Daí, se algum dia o injustiçado realmente cometer o erro, já está meio que combinado que será perdoado. Portanto, cuide com as palavras, pois elas realmente ferem.

7. Elogie Outras Pessoas, com Moderação

A pessoa com quem estamos não precisa saber a nossa opinião sobre as pessoas do sexo oposto ao nosso, principalmente no que diz respeito a atributos físicos! Se você acha uma pessoa linda, gostosa, sexy, inteligente, atraente ou desejável, é um direito seu! Sim, temos o direito de ter opiniões pessoais sobre outras pessoas! Daí a contar pro outro tudo o que pensamos, são outros quinhentos! Deixar de contar não é traição. Se você tem desejos por outra pessoa, talvez esteja na hora de rever os seus conceitos, ou mesmo de buscar ajuda para compreender-se melhor. Mas tome cuidado para não iludir-se que o parceiro é uma pessoa preparada para ajudar-nos nesta busca pela auto-compreensão. Numa dessas acaba-se plantando desnecessariamente a semente da insegurança no outro sem qualquer necessidade. Achar a Angelina Jolie ou o Brad Pitt sexualmente desejáveis provavelmente é comum em todos os casais, mas não é necessário que qualquer um dos dois saiba disso: pode ficar apenas na suposição! Os atores de hollywood são inacessíveis para a maioria de nós, o que pode manter de certa forma a segurança entre o casal após a revelação das fantasias, mas há pessoas que não são tão inacessíveis assim!

8. Mantenha Alto o Nível de Respeito

Trate o outro com respeito! Não há necessidade de ser uma pessoa fria ou distante para respeitar. O respeito está no cuidado com que tratamos o outro em situações conflituosas, principalmente quando o outro comete um erro! O fato de estarmos cobertos de razão não nos dá direito de desrespeitarmos ninguém. Somos todos feitos de barro: pode acontecer de perdemos o controle e desrespeitamos, mas um erro não justifica o (e nem é justificado pelo) outro! Trate a situação de forma adulta, madura e respeitosa, se quiser ser tratado da mesma forma! Caso contrário, estabelece-se que sempre que um dos dois considerar adequado, a falta de respeito está liberada! Certamente não acrescenta nada ao casal em conflito ter mais um problema pra resolver: se a situação em questão está na classe daquelas que permite a falta de respeito. É simples: respeite pra ser respeitado! O mais baixo nível de respeito entre um casal pode ser definido por qualquer um dos dois, bastando apenas escolher os desaforos que serão usados. O nível mais baixo atingido será o nível de desrespeito aceitável entre ambos! À partir daí, a tendência será diminuir cada vez mais! Cuide, portanto, para manter alto este nível, pois uma vez baixado, fica difícil levantá-lo para o nível anterior.

9. Guarde Seus Segredos

É importante que as pessoas tenham o direito de manter segredos. E segredo só existe quando apenas uma pessoa sabe. Se o outro tem algumas coisas que não deseja dividir com você, respeite isso! Não fique criando minhocas na cabeça por não saber o que se passa na cabeça do outro! Se houver alguma dúvida em relação à fidelidade do parceiro ou ao amor que ele sente por você, converse com ele sobre isso. Fale com cuidado, com amor, com jeito, mas fale! Se não for um problema fundamental, deixe pra lá. Tempestade em copo d'água às vezes pode causar estragos que custam caro ao relacionamento. O outro não precisa saber, por exemplo, que uma pessoa olhou para você na rua! À não ser que você esteja precisando de ajuda pra sair de uma situação, não há vantagem alguma em plantar minhocas na cabeça do outro, se for o caso. Se a idéia é chamar a atenção pro quanto somos desejáveis (por outras pessoas), há formas mais interessantes de fazê-lo! Conte tudo que você achar que deve contar, mas sempre procure levar em conta como o outro reagirá à sua história e a relevância da mesma. Avalie se realmente é necessário, se vale a pena.

10. Viva o Relacionamento

O relacionamento tem que ser vivido em sua totalidade! Quando o amor é interrompido antes que se esgote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Existe um momento em que o amor pode acabar, transformando-se em outros sentimentos: lembranças, amizade, parceria, parentesco; e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim! O trajeto "atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim" deve ser percorrido de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Gaste seu amor! Usufrua-o até o fim! Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmos, fechando o próprio ciclo. (Inspirado no texto "Amores Mal Resolvidos", de Arnaldo Jabor.)

11. Terminar Significa Terminar

Não tome a iniciativa de terminar um relacionamento enquanto houver qualquer dúvida sobre ser essa a sua verdadeira vontade. Faça-o com convicção, senão não faça! Demolir um relacionamento para depois voltar a habitá-lo é estúpido! Se a idéia é dar um chacoalhão no outro, faça isso de outras formas mais inteligentes, mantenha uma distância saudável, mas não desgaste a relação de uma vez só (a não ser que esse seja essa a idéia). Terminar numa boa um relacionamento nem sempre é possível, mas deve ser desejável. Como já foi dito, sem criar falsas ilusões de que continuarão amigos, ou de que talvez, algum dia, se o outro mudar aquelas coisinhas irritantes, vocês poderão dar certo. Haja com convicção! Proteja o relacionamento até o fim. Só se e quando você tiver certeza de que a relação não tem mais jeito, termine. E passe um trator por cima! Liberte-se na mente e coração para uma próxima relação, livre de assombrações.

12. Dê Corda

Não adianta segurar na marra uma pessoa que quer fazer algo errado. Muito melhor é deixá-la à vontade para fazer tudo que quiser, desde que antes já esteja bem claro entre ambos o que é e o que não é aceitável por cada um! Se ambos aceitarem e concordarem com as regras, e houver entre ambos a certeza de que estas regras estão bem compreendidas, só resta-lhes se deixarem à vontade para respeitá-las ou não. Se alguma regra fundamental for violada, é fim de jogo! E é melhor descobrir o caráter de uma pessoa no começo do relacionamento do que muitos anos depois. Mantenha os olhos abertos, mas não coloque ninguém numa jaula! Dê liberdade para o outro voar: se ficar ao seu lado, é porque ela quis, não porque você impôs!

13. Respeite a Privacidade

Não procure pêlo em ovo, nem chifre em cabeça de cavalo! Você pode encontrar e não compreender corretamente. Se seu parceiro tem algumas verdades que prefere manter só com ele, ou com um amigo, ou mesmo com o Querido Diário, respeite isso! Não invada espaços para os quais você não foi convidado: respeite a privacidade! Se está desconfiando da lealdade do outro, converse sobre isso ou, se perdeu definitivamente a confiança, termine! Apenas lembre-se que uma verdade pode ter tantas interpretações quanto são aqueles que a observam. A maneira como o outro enxerga muitas vezes não é a mesma como nós enxergamos e, quando invadimos a privacidade e descobrimos algo subjetivo, ficamos sujeitos à nossa própria interpretação, que pode estar equivocada. Cuide para não julgar-se o dono da verdade. É claro que podemos descobrir algo que nos abre os olhos invadindo a privacidade do outro, permitindo-nos inclusive terminar ou mudar o curso do relacionamento, mas é certo que esta não é a melhor forma: diálogo, compreensão, respeito e altruísmo são ferramentas muito mais eficientes e justas.

14. Não Ocupe Todos os Espaços

Eu, Você e Nós são as 3 pessoas que devem compor uma relação amorosa. Temos que dar valor à nossa individualidade e à da pessoa com quem estamos! Quando estiverem juntos, daí sim o Nós deve ser vivido intensamente, nos outros momentos, cada um é cada um! Saber separar muito bem essas 3 pessoas é um bom caminho para o sucesso do relacionamento. Anular-se ou ao outro é apenas uma bomba relógio: pode demorar, mas certamente algum dia irá explodir! Permita à outra pessoa ter seus próprios amigos, hobbies, preferências e, principalmente, tempo! E se o outro pretender limitar o seu espaço, não contra-ataque com as mesmas armas: bata um papo, converse sobre isso numa boa. Armas e ataques funcionam bem em guerras, não em relacionamentos.

15. Relacionamento Existe pra Trazer Alegria

Conviver com outra pessoa deve ser um prazer! Se não houver habilidade dos parceiros para alimentarem uma relação saudável, respeitosa, harmônica, gostosa e desejável, não há porque perpetuá-la! Analise de tempos em tempos se o relacionamento está fazendo-lhes felizes (seja altruísta: procure ver os dois lados). Há mudanças que podem e devem ser feitas no meio do caminho: não deixe de mudar (para melhor!!!) o que for possível no relacionamento! Esforçe-se para fazer o outro feliz, de verdade! A felicidade está muito mais nos gestos do que nas palavras. Procure completar o outro, e mantenha-se aberto para ser completado. Não economize carinho, atenção, sexo, amizade e companheirismo. A vida é curta demais para usarmos mal o tempo que temos. Viva bem! Faça e seja feliz! Quem planta amor, colhe felicidade!

16. Exalte as Qualidades

Fazer o outro sentir-se uma pessoa desejada, esperada, importante, admirada e amada é uma boa semente para se plantar naquele coração. Quando cada um está tocando sua vida, e vem o pensamento da pessoa amada, nada melhor do que o coração bater mais rápido: de alegria! Mostrar para o outro o que ele tem de melhor não é mais difícil do que você próprio enxergar isso! Portanto, procure enxergar as virtudes alheias, valorize isso para você mesmo. Defeitos e virtudes todos têm, mas pese na balança e, sendo positivo o saldo, exalte isso! Exalte as qualidades do outro nos seus próprios pensamentos. Daí para transferir coisas boas pro outro, é um passo.

17. Crie Bons Momentos

A repetição das mesmas experiências (ou rotina) é algo que atordoa e entedia, aos poucos, as pessoas e casais. Viver uma vida rotineira pode ser encarado como um diário de um só capítulo, repetido todos os anos. Criar momentos especiais, que sejam lembrados pelo casal como "aquele momento", algo único e inesquecível, é algo que alimenta a vida e fortalece os sentimentos. Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Isso expande o tempo e torna a vida a dois repleta de prazeres inesquecíveis.

18. Não Reprove de Propósito

Nem sempre estamos preparados para aprender determinada lição no momento em que ela aparece. Pode acontecer de não tirarmos proveito de ótimas lições que passam bem diante do próprio nariz, mas isso tem um significado simples: não estávamos preparados para aprender aquilo! Caminhe pra frente, não prenda-se ao passado pelo fato de não ter tido capacidade de aprender algo que já aconteceu. Não há milagre que faça-nos amadurecer pelo simples fato de desejarmos aprender algo. O amadurecimento vem com o tempo, com a capacidade de aprender com as experiências, erros e acertos. Se um relacionamento do passado infelizmente terminou e ficou mal-resolvido, de duas uma: ou resgate-o e resolva-o, ou resolva por si próprio o que não conseguiram resolver juntos. Se não conseguir resolver sozinho, procure ajuda! Mas não reprove de propósito!

19. Não Entre Onde Não Foi Chamado

Se em suas mãos está uma carta fechada, enviada para outra pessoa, você a abriria? A resposta provavelmente será não. E se estivesse aberta, você ficaria à vontade para lê-la? Quando temos nas mãos a opção de ler a correspondência do outro, mesmo que já esteja aberta, corremos o sério risco de encontrarmos algo atordoante que, para o verdadeiro destinatário, pode ter um significado completamente diferente daquilo que, para nós, parece óbvio! Se você não foi convidado ou autorizado a acessar algo pessoal da outra pessoa, não ultrapasse esse limite! É sempre bom lembrar que uma verdade pode ter interpretações completamente diferentes! Respeite o espaço do outro, e exija respeito pelo seu! Cartas, telefonemas, emails e scraps do Orkut são, todos eles, mensagens que dizem respeito exclusivamente a quem envia e quem recebe. Se você não for um dos dois, cuide da sua própria vida! Se quiser cuidar do relacionamento, aprenda a limitar-se aos seus espaços individuais e aos em comum. Violar o email esquecido aberto, ou até mesmo a comum leitura de scraps, são coisas que podem abalar um relacionamento sem, de fato, haver motivo!

20. Conclusão

A tendência é este "pequeno" texto aumentar conforme o autor reflita sobre as experiências que já teve e viva outras novas. Por tratar-se de um conjunto de experiências e reflexões individuais, possivelmente não se aplicará de forma genérica. Fica a cada um que passar por essas linhas a opção de tirar algo de bom que possa ser usado daqui ou, até mesmo, colaborar com idéias novas e/ou divergentes. Caso você resolva escrever o seu próprio conjunto de experiências, não deixe de avisar-me! Espero sinceramente que as idéias acima possam ser úteis a mais alguém, e que as pessoas que passarem por aqui sintam-se motivadas a viver e proporcionar uma vida melhor, plantando Amor, regando Altruísmo e colhendo Felicidade. (Iniciado em Curitiba, 09/12/2005 às 14:00 e concluído em São Paulo, 22/12/2005 às 06:40)

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