INTRODUÇÃO
Este texto procura expor algumas idéias relacionadas à questão do referendo sobre a venda de armas. Ao contrário das campanhas do SIM e NÃO, procurou-se aqui não apresentar argumentos conclusivos, verdades absolutas, estatísticas tendenciosas, perguntas equivocadas, atores globais, opiniões de especialistas e nem pesquisas de opinião.
Se sua mente ainda estiver aberta, dispenda 10 minutos que talvez ajudem-lhe a formar a sua própria idéia. Vote com a sua consciência!
ESTATÍSTICAS
Estatísticas impressionam todo mundo! Porcentagens fantásticas costumam não impressionar apenas os profissionais da área que sabem muito o quanto é fácil manipular os números, provando qualquer tese desejada.
VENENO E REMÉDIO
A diferença entre o veneno e o remédio está na dose. Um bastão de beiseball é projetado para rebater a bolinha, mas também pode servir como instrumento de defesa (ou ataque). Os carros são projetados para transportar, mas acidentalmente podem atropelar. Facas, garfos, canivetes, chaves-de-fenda e espetos de churrasco são todas ferramentas úteis no dia-a-dia, mas também podem ser usadas para defesa (ou ataque).
SEGURANÇA E EQUILÍBRIO
Quando a questão é segurança deve-se buscar o equilíbrio. De um lado temos a segurança total: nunca conectamos nossos computadores à Internet, nos trancamos numa redoma blindada, jamais saímos de casa, etc. Do outro temos a insegurança total: não usamos anti-vírus nem firewalls e ainda por cima abrimos todos os arquivos que chegam em nossos emails, deixamos sempre todas as portas destrancadas, andamos pelos becos mais escuros, etc.
ALGO A PERDER
Num mundo desequilibrado e injusto como o nosso, nem todas as pessoas dão muito valor à vida ou à liberdade. Estamos num mundo onde nem todos têm algo a perder, onde mata-se por um maço de cigarros, uma carteira com dinheiro, vingar um desaforo, uma fechada no trânsito, provar (principalmente para si próprio) que é macho! Que não leva desaforo pra casa!
MOTIVAÇÕES
Via de regra o bandido é motivado a tirar a vida de sua vítima por covardia ou excesso de coragem. O moçinho (teoricamente) é motivado por legítima defesa, ou por aquele mesmo excesso de coragem. Quando a adrenalina toma conta da situação, entretanto, não há mais barreiras separando o bandido do moçinho! Basta um mínimo impulso para ser traçado o caminho sem volta.
LEIS E VALORES
Restringir a liberdade de o indivíduo proteger-se através do uso de arma de fogo pode ser considerado por alguns algo ilegal ou inconstitucional. Mas se as leis são criadas pelos homens, quem haverá de evoluí-las? Neste momento estamos questionando valores, não a lei. As leis devem ser frutos dos nossos valores e não o contrário.
BOM-SENSO
É o bom-senso de cada um, seus valores relacionados à vida, que determinarão o momento de puxar (ou não) o gatilho para legítima defesa. É verdade que cada pessoa tem uma criação diferente, valores diferentes, infâncias e traumas diferentes, lidam de forma diferente com uma mesma situação e o principal: possuem diferentes cargas de adrenalina e capacidade de controlá-la!
BANDIDO E MOÇINHO
Se por um lado o bandido passa grande parte do seu tempo pensando em maldades, o moçinho por sua vez tem coisas mais interessantes para pensar. Na hora de agir com a arma na mão é possível que a atitude mental de cada um seja bem diferente. Enquanto o bandido atira por "prevenção", o moçinho tende a evitar chegar às vias de fato: além de dar mais valor à vida, este tem mais a perder!
MOÇINHO VIRANDO BANDIDO
E quando o moçinho vira bandido? Mesmo que por um lapso de pouquíssimos segundos! Se a vítima do até então moçinho for um outro moçinho, não passará o "corajoso" puxador do gatilho a ser um bandido? Ah sim, poderão dizer alguns (advogados), ele (meu cliente) estava sob forte emoção (descontrolado)! Mas ninguém duvida disso! Ninguém disse que foi por maldade, que houve intenção, que se pudesse voltar no tempo não faria diferente, que não é um cara bom, que não ajuda a comunidade, que não é adorado pela família, amigos e colegas, que não paga todos os seus impostos, que não vai à missa todos os domingos! Não estamos analisando a pessoa, mas sim sua atitude.
JUSTIÇA QUASE CEGA
Teoricamente a Justiça deveria julgar os atos cometidos, e não seus autores. Na prática a teoria é outra. Se o juiz/juri for convencido de que o réu (moçinho) estava sob forte emoção, mesmo tendo matado outro moçinho, sua pena é atenuada! Se forem convencidos de que o réu (bandido) tem uma história triste e um passado regado de violência, abusos e maus-tratos, sua pena também é atenuada! Em outras palavras: o crime não compensa, mas se o advogado for bom (leia-se convincente), dá-se um jeito! A Justiça coloca a balançinha de lado e espia pela venda!
ADRENALINA
Depois de analisar-se tudo isso, ainda fica uma questão: será que mesmo se a Lei fosse extremamente rigorosa, o moçinho conseguiria pensar duas vezes com o cérebro inundado de adrenalina? Não estamos falando do segundo depois de fazer a besteira! Estamos falando do segundo anterior! Será que o moçinho consegue raciocinar algo do tipo: "ih, melhor não, agora a Lei mudou e eu com certeza vou pegar prisão perpétua, e meu advogado nem vai poder dizer que estou sob forte emoção e/ou que sou um bom cidadão"? O moçinho nesta hora age por impulso, não por intenção! Se tivesse tempo de contar até 10 provavelmente a história seria outra. Não é a Lei que vai convencer o bandido que nada tem a perder e o moçinho sob forte emoção a não puxar o gatilho.
REFERENDO
O referendo que acontecerá agora não trata do centro do problema. Não analisa questões muito mais relevantes. Não pergunta pro cidadão se ele é à favor da existência de atenuantes para crimes cometidos por bandidos. Não pergunta se estamos satisfeitos com o status quo. Não pergunta se somo à favor de fazer-se um referendo que custou uma fortuna para perguntar algo banal (ou importante, depende de quem vê). Não pergunta se achamos que o governo está investindo o suficiente em segurança pública.
A pergunta resume-se a ela própria: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"
QUESTÕES MAIS IMPORTANTES
Ninguém duvida de que há muitas outras questões mais relevantes relacionadas à segurança pública. De que questões muito mais polêmicas como aborto, eutanásia, transgênicos, usinas nucleares, voto obrigatório, serviço militar obrigatório, prisão perpétua e pena de morte para corruptos não estão sendo levadas a consulta pública (ainda?). Não se deixe levar pela indignação neste referendo: ninguém está perguntando se você está indignado! Vote racionalmente, pois por mais banal que seja esta questão perto de outras, ela não deixa de ter sua importância.
NÃO TOME GATO POR LEBRE
Quando for votar, não responda a outras perguntas além da que realmente está sendo feita. Não responda se você está gostando mais da campanha do SIM ou do NÃO, nem se os argumentos que eles resolveram utilizar estão sendo convincentes ou não. Os marketeiros não são os donos da verdade! Não vote baseando-se em números e estatísticas, mas sim em conceitos, valores pessoais e suas próprias idéias. Nem todas as pessoas gostam (ou mesmo são capazes) de ter diferentes fontes de informação para formar seu próprio juízo. É mais fácil escolher uma tese (ou time, como no futebol) e torcer por ela. A verdade não é absoluta, e nem o SIM nem o NÃO serão a solução para os nossos problemas.
NEM TODOS SÃO COMO VOCÊ
Considere que se por um lado a nossa polícia não é capaz de garantir a segurança pública (e individual), por outro um moçinho enraivecido e armado pode (ou não) tornar-se um bandido em potencial. Se por um lado o bandido será pouco ou nada afetado por este referendo, por outro o moçinho não terá mais a opção de tornar-se bandido por motivos fúteis e nem de tornar-se herói por uma boa causa. A escolha baseia-se mais ou menos no seguinte: você, armado, garante que não fará mal uso da arma? E quanto aos demais moçinhos? Do bandido já não temos dúvida!
Prefere garantir o seu direito de possuir uma arma de fogo e também de moçinhos com potencial para serem bandidos por 1 mísero segundo, ou abre mão do seu direito para que outros moçinhos não corram o risco de desgraçadamente agir por impulso? Novamente: do bandido não há do que se duvidar!
Lembremos sempre que se o moçinho usa mal seu livre-arbítrio e toma a decisão errada, torna-se de um segundo para outro tão bandido quanto aquele sujeito perigoso com quem torcemos para não cruzar por aí.
O QUE ESTÁ EM JOGO
O que está em jogo são as conseqüências de quem andar armado daqui pra frente: se estará legal (moçinho) ou ilegal (bandido). Pra quem resolver puxar o gatilho a Lei será a mesma: atenuantes e bom comportamento continuarão valendo.
Este referendo trata exclusivamente de armas de fogo, não inclui armas não letais como sprays com gás de pimenta, teaser guns (armas de choque) e tacos de baseball.
CONCLUSÃO
Este texto não pretende levar a qualquer conclusão, muito pelo contrário: a intenção é estimular a reflexão.
Forme a sua própria convicção e vote consciente!
Este texto procura expor algumas idéias relacionadas à questão do referendo sobre a venda de armas. Ao contrário das campanhas do SIM e NÃO, procurou-se aqui não apresentar argumentos conclusivos, verdades absolutas, estatísticas tendenciosas, perguntas equivocadas, atores globais, opiniões de especialistas e nem pesquisas de opinião.
Se sua mente ainda estiver aberta, dispenda 10 minutos que talvez ajudem-lhe a formar a sua própria idéia. Vote com a sua consciência!
ESTATÍSTICAS
Estatísticas impressionam todo mundo! Porcentagens fantásticas costumam não impressionar apenas os profissionais da área que sabem muito o quanto é fácil manipular os números, provando qualquer tese desejada.
VENENO E REMÉDIO
A diferença entre o veneno e o remédio está na dose. Um bastão de beiseball é projetado para rebater a bolinha, mas também pode servir como instrumento de defesa (ou ataque). Os carros são projetados para transportar, mas acidentalmente podem atropelar. Facas, garfos, canivetes, chaves-de-fenda e espetos de churrasco são todas ferramentas úteis no dia-a-dia, mas também podem ser usadas para defesa (ou ataque).
SEGURANÇA E EQUILÍBRIO
Quando a questão é segurança deve-se buscar o equilíbrio. De um lado temos a segurança total: nunca conectamos nossos computadores à Internet, nos trancamos numa redoma blindada, jamais saímos de casa, etc. Do outro temos a insegurança total: não usamos anti-vírus nem firewalls e ainda por cima abrimos todos os arquivos que chegam em nossos emails, deixamos sempre todas as portas destrancadas, andamos pelos becos mais escuros, etc.
ALGO A PERDER
Num mundo desequilibrado e injusto como o nosso, nem todas as pessoas dão muito valor à vida ou à liberdade. Estamos num mundo onde nem todos têm algo a perder, onde mata-se por um maço de cigarros, uma carteira com dinheiro, vingar um desaforo, uma fechada no trânsito, provar (principalmente para si próprio) que é macho! Que não leva desaforo pra casa!
MOTIVAÇÕES
Via de regra o bandido é motivado a tirar a vida de sua vítima por covardia ou excesso de coragem. O moçinho (teoricamente) é motivado por legítima defesa, ou por aquele mesmo excesso de coragem. Quando a adrenalina toma conta da situação, entretanto, não há mais barreiras separando o bandido do moçinho! Basta um mínimo impulso para ser traçado o caminho sem volta.
LEIS E VALORES
Restringir a liberdade de o indivíduo proteger-se através do uso de arma de fogo pode ser considerado por alguns algo ilegal ou inconstitucional. Mas se as leis são criadas pelos homens, quem haverá de evoluí-las? Neste momento estamos questionando valores, não a lei. As leis devem ser frutos dos nossos valores e não o contrário.
BOM-SENSO
É o bom-senso de cada um, seus valores relacionados à vida, que determinarão o momento de puxar (ou não) o gatilho para legítima defesa. É verdade que cada pessoa tem uma criação diferente, valores diferentes, infâncias e traumas diferentes, lidam de forma diferente com uma mesma situação e o principal: possuem diferentes cargas de adrenalina e capacidade de controlá-la!
BANDIDO E MOÇINHO
Se por um lado o bandido passa grande parte do seu tempo pensando em maldades, o moçinho por sua vez tem coisas mais interessantes para pensar. Na hora de agir com a arma na mão é possível que a atitude mental de cada um seja bem diferente. Enquanto o bandido atira por "prevenção", o moçinho tende a evitar chegar às vias de fato: além de dar mais valor à vida, este tem mais a perder!
MOÇINHO VIRANDO BANDIDO
E quando o moçinho vira bandido? Mesmo que por um lapso de pouquíssimos segundos! Se a vítima do até então moçinho for um outro moçinho, não passará o "corajoso" puxador do gatilho a ser um bandido? Ah sim, poderão dizer alguns (advogados), ele (meu cliente) estava sob forte emoção (descontrolado)! Mas ninguém duvida disso! Ninguém disse que foi por maldade, que houve intenção, que se pudesse voltar no tempo não faria diferente, que não é um cara bom, que não ajuda a comunidade, que não é adorado pela família, amigos e colegas, que não paga todos os seus impostos, que não vai à missa todos os domingos! Não estamos analisando a pessoa, mas sim sua atitude.
JUSTIÇA QUASE CEGA
Teoricamente a Justiça deveria julgar os atos cometidos, e não seus autores. Na prática a teoria é outra. Se o juiz/juri for convencido de que o réu (moçinho) estava sob forte emoção, mesmo tendo matado outro moçinho, sua pena é atenuada! Se forem convencidos de que o réu (bandido) tem uma história triste e um passado regado de violência, abusos e maus-tratos, sua pena também é atenuada! Em outras palavras: o crime não compensa, mas se o advogado for bom (leia-se convincente), dá-se um jeito! A Justiça coloca a balançinha de lado e espia pela venda!
ADRENALINA
Depois de analisar-se tudo isso, ainda fica uma questão: será que mesmo se a Lei fosse extremamente rigorosa, o moçinho conseguiria pensar duas vezes com o cérebro inundado de adrenalina? Não estamos falando do segundo depois de fazer a besteira! Estamos falando do segundo anterior! Será que o moçinho consegue raciocinar algo do tipo: "ih, melhor não, agora a Lei mudou e eu com certeza vou pegar prisão perpétua, e meu advogado nem vai poder dizer que estou sob forte emoção e/ou que sou um bom cidadão"? O moçinho nesta hora age por impulso, não por intenção! Se tivesse tempo de contar até 10 provavelmente a história seria outra. Não é a Lei que vai convencer o bandido que nada tem a perder e o moçinho sob forte emoção a não puxar o gatilho.
REFERENDO
O referendo que acontecerá agora não trata do centro do problema. Não analisa questões muito mais relevantes. Não pergunta pro cidadão se ele é à favor da existência de atenuantes para crimes cometidos por bandidos. Não pergunta se estamos satisfeitos com o status quo. Não pergunta se somo à favor de fazer-se um referendo que custou uma fortuna para perguntar algo banal (ou importante, depende de quem vê). Não pergunta se achamos que o governo está investindo o suficiente em segurança pública.
A pergunta resume-se a ela própria: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"
QUESTÕES MAIS IMPORTANTES
Ninguém duvida de que há muitas outras questões mais relevantes relacionadas à segurança pública. De que questões muito mais polêmicas como aborto, eutanásia, transgênicos, usinas nucleares, voto obrigatório, serviço militar obrigatório, prisão perpétua e pena de morte para corruptos não estão sendo levadas a consulta pública (ainda?). Não se deixe levar pela indignação neste referendo: ninguém está perguntando se você está indignado! Vote racionalmente, pois por mais banal que seja esta questão perto de outras, ela não deixa de ter sua importância.
NÃO TOME GATO POR LEBRE
Quando for votar, não responda a outras perguntas além da que realmente está sendo feita. Não responda se você está gostando mais da campanha do SIM ou do NÃO, nem se os argumentos que eles resolveram utilizar estão sendo convincentes ou não. Os marketeiros não são os donos da verdade! Não vote baseando-se em números e estatísticas, mas sim em conceitos, valores pessoais e suas próprias idéias. Nem todas as pessoas gostam (ou mesmo são capazes) de ter diferentes fontes de informação para formar seu próprio juízo. É mais fácil escolher uma tese (ou time, como no futebol) e torcer por ela. A verdade não é absoluta, e nem o SIM nem o NÃO serão a solução para os nossos problemas.
NEM TODOS SÃO COMO VOCÊ
Considere que se por um lado a nossa polícia não é capaz de garantir a segurança pública (e individual), por outro um moçinho enraivecido e armado pode (ou não) tornar-se um bandido em potencial. Se por um lado o bandido será pouco ou nada afetado por este referendo, por outro o moçinho não terá mais a opção de tornar-se bandido por motivos fúteis e nem de tornar-se herói por uma boa causa. A escolha baseia-se mais ou menos no seguinte: você, armado, garante que não fará mal uso da arma? E quanto aos demais moçinhos? Do bandido já não temos dúvida!
Prefere garantir o seu direito de possuir uma arma de fogo e também de moçinhos com potencial para serem bandidos por 1 mísero segundo, ou abre mão do seu direito para que outros moçinhos não corram o risco de desgraçadamente agir por impulso? Novamente: do bandido não há do que se duvidar!
Lembremos sempre que se o moçinho usa mal seu livre-arbítrio e toma a decisão errada, torna-se de um segundo para outro tão bandido quanto aquele sujeito perigoso com quem torcemos para não cruzar por aí.
O QUE ESTÁ EM JOGO
O que está em jogo são as conseqüências de quem andar armado daqui pra frente: se estará legal (moçinho) ou ilegal (bandido). Pra quem resolver puxar o gatilho a Lei será a mesma: atenuantes e bom comportamento continuarão valendo.
Este referendo trata exclusivamente de armas de fogo, não inclui armas não letais como sprays com gás de pimenta, teaser guns (armas de choque) e tacos de baseball.
CONCLUSÃO
Este texto não pretende levar a qualquer conclusão, muito pelo contrário: a intenção é estimular a reflexão.
Forme a sua própria convicção e vote consciente!

2 comentários:
Muito bom parar pra pensar no que está nesse texto. Será que a Veja o publicaria na "Cartas dos Leitores"? Ou mesmo Folha, Estadão e companhia? É foda não ter nada verdadeiramente imparcial ou assumidamente parcial no Brasil!!!
Mas é isso aí, gostei da idéia do blog, vá em frente!
Um abraço, Rodolfo Kosileky
Hihi... adoro meu namorado!
Algo que costumo dizer é que o governo sempre vai na "conseqüência" dos problemas e não resolve a "causa" deles. É complicado quando estamos em uma sociedade TOTALMENTE parcial e não conseguimos (nós, seres esclarecidos) descobrir as informações corretas. Às vezes pego uns besteirols que só me basta rir (para não chorar). Gostaria de ser pega para dar uma entrevista... dessas que são feitas com transeuntes. Gostaria de pedir encarecidamente que as campanhas deixem de partir do pressuposto que só alienados a assistem, que passem a colocar a fonte das pesquisas e deixem bem claro onde podemos conferi-la com nossos próprios olhos. Que parem de falar de motivos estúpidos e comecem a falar DO QUE se trata efetivamente esse novo referendo... Que nos passem informações e não as tampe por conveniência...
Enfim! Adorei o texto! Adorei a forma como ele foi escrito (normalmente não gosto de tópicos, mas dessa vez acho que não poderia ficar melhor), e AMEI a imparcialidade!
Isso condiz totalmente com os nossos planos para o futuro...
PARABÉNS!
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