No cenário político brasileiro atual, vemos uma conspiração de movimentos que têm uma lógica própria, cujo vortex aparenta ser um só: aniquilar o PT. Antes o objetivo de todo esse espetáculo fosse fazer justiça mas, na prática, não é!
Num jogo (político) onde elege-se o melhor marketeiro, e não o melhor político, as fichas custam caro. Para chegar onde chegou, Lula e o PT tiveram que pagar a fatura, em espécie. É possível que aqueles que os engenheiros eleitoriais petistas tenham planejado primeiro eleger e, depois, ver como faria para pagar, até mesmo porque após as eleições o fato de o partido estar individado não invalidaria o processo eleitoral já ocorrido.
Criaram-se então as dívidas, mas o objetivo foi atingido: Lula chegou ao Planalto. Possivelmente estes "engenheiros" tenham inspirado-se em Hugo Chávez que, na tentativa de chegar ao poder, da mesma forma que Lula, fez um agradável acordo com as diversas elites de seu país. O acordo de ambos moldava-se no seguinte: "se eu me eleger, prometo que vou colaborar e agradarei todos vocês, apenas preciso de seu apoio financeiro e, principalmente, que dêem-me credibilidade".
A diferença é que Lula cumpriu, Chávez não!!! Na Venezuela, após eleger-se Presidente da República Bolivariana de Venezuela, Chávez chamou todos os seus credores e, com dinheiro popular, pagou todas as dívidas de sua campanha, desde panfletos até fretes de aviões particulares. No Brasil possivelmente deu-se o mesmo! Existe uma diferença significativa: Chávez rompeu com as elites, Lula não!!!
Se as acusações de que o dinheiro de empresas públicas brasileiras foi usado para pagar as dívidas de campanhas petistas forem comprovadas, a diferença entre o procedimento de Chávez e o de Lula terá sido apenas na forma: o primeiro o fez publicamente, o segundo, ilegalmente. As conseqüências destes procedimentos, entretanto, foram significativamente diferentes: na Venezuela houve ruptura, no Brasil houve continuísmo. É fato que Lula não elegeu-se pelo discurso da ruptura, desta vez o discurso era outro: venceu o "Lulinha cor-de-rosa". Apesar de o momento ser outro, das outras 3 vezes em que o discurso petista era de ruptura, perderam as eleições, quando contemporizaram, venceram!
As decepções podem existir por quaisquer motivos, menos por Lula não ter rompido com o FMI, o capitalismo, os banqueiros, as elites, a dívida externa ou quem quer que seja. Sua nova proposta ficou bem clara nas campanhas: não haveria ruptura.
É verdade que no Brasil a utilização de "Caixa 2" para financiamento de campanha é uma prática antiga, não foi criação do PT, mas ele permitiu-se, assim como possivelmente todos os outros partidos, usar desta prática. Esta é a regra do jogo: ou banca-se uma campanha cara, ou vai pra casa.
Lula e o PT até poderiam ter-se utilizado deste equivocado procedimento para alcançar o Planalto, desde que usassem esta poderosa ferramenta que é o poder para, definitivamente, mudar a regra deste jogo. Esta seria a Reforma mais importante: Política. Poderia-se ter capitalizado à favor do PT o que hoje é usado para prejudicá-lo. Se no primeiro dia de seu mandato, Lula ao invés de lançar o "Fome Zero" tivesse abrido o jogo e, naquela emoção popular que tomava conta do Brasil, lançado a Reforma Política, certamente este procedimento estaria justificado.
Não deve-se esperar que a oposição ao PT aplauda qualquer atitude positiva deste, muito pelo contrário: a função da oposição é atacar, o PT bem sabe disso. Seria interessante o povo ter consciência para perceber como funciona este jogo, não deixando-se levar por discursos vazios de conteúdo, mas pomposos e emocionados na forma. Desta forma, as CPIs seriam menos palanque e mais Comissões de Inquérito de fato.
O PT fez as escolhas erradas ao utilizar os mesmos procedimentos que aqueles que agora apresentam-se como defensores da moral e da justiça sempre fizeram. Poderia ter utilizado estes procedimentos como meio para atingir o poder e, então, usar este poder como meio para mudar o mundo.
O povo, por mais sofrido que seja, acredita na sinceridade. A decepção que os brasileiros e petistas sentem hoje, certamente é mais por o PT não ter dado um fim ao retrocesso que é o jogo político brasileiro do que por ter se encaixado neste roteiro. E que ninguém se deixe iludir que a oposição de direita, que sempre esteve no poder jogando com maestria este jogo, está "decepcionada" com o PT. Podemos (quase) todos estar decepcionados com tudo isso que aconteceu, mas que ninguém fique com orgulho dos retrógrados que encontram-se na posição de jogadores de pedra, pois até este momento, ninguém fez a pergunta que deveria ser feita:
Alguém aqui já fez Caixa 2? Que jogue então a primeira pedra!
Num jogo (político) onde elege-se o melhor marketeiro, e não o melhor político, as fichas custam caro. Para chegar onde chegou, Lula e o PT tiveram que pagar a fatura, em espécie. É possível que aqueles que os engenheiros eleitoriais petistas tenham planejado primeiro eleger e, depois, ver como faria para pagar, até mesmo porque após as eleições o fato de o partido estar individado não invalidaria o processo eleitoral já ocorrido.
Criaram-se então as dívidas, mas o objetivo foi atingido: Lula chegou ao Planalto. Possivelmente estes "engenheiros" tenham inspirado-se em Hugo Chávez que, na tentativa de chegar ao poder, da mesma forma que Lula, fez um agradável acordo com as diversas elites de seu país. O acordo de ambos moldava-se no seguinte: "se eu me eleger, prometo que vou colaborar e agradarei todos vocês, apenas preciso de seu apoio financeiro e, principalmente, que dêem-me credibilidade".
A diferença é que Lula cumpriu, Chávez não!!! Na Venezuela, após eleger-se Presidente da República Bolivariana de Venezuela, Chávez chamou todos os seus credores e, com dinheiro popular, pagou todas as dívidas de sua campanha, desde panfletos até fretes de aviões particulares. No Brasil possivelmente deu-se o mesmo! Existe uma diferença significativa: Chávez rompeu com as elites, Lula não!!!
Se as acusações de que o dinheiro de empresas públicas brasileiras foi usado para pagar as dívidas de campanhas petistas forem comprovadas, a diferença entre o procedimento de Chávez e o de Lula terá sido apenas na forma: o primeiro o fez publicamente, o segundo, ilegalmente. As conseqüências destes procedimentos, entretanto, foram significativamente diferentes: na Venezuela houve ruptura, no Brasil houve continuísmo. É fato que Lula não elegeu-se pelo discurso da ruptura, desta vez o discurso era outro: venceu o "Lulinha cor-de-rosa". Apesar de o momento ser outro, das outras 3 vezes em que o discurso petista era de ruptura, perderam as eleições, quando contemporizaram, venceram!
As decepções podem existir por quaisquer motivos, menos por Lula não ter rompido com o FMI, o capitalismo, os banqueiros, as elites, a dívida externa ou quem quer que seja. Sua nova proposta ficou bem clara nas campanhas: não haveria ruptura.
É verdade que no Brasil a utilização de "Caixa 2" para financiamento de campanha é uma prática antiga, não foi criação do PT, mas ele permitiu-se, assim como possivelmente todos os outros partidos, usar desta prática. Esta é a regra do jogo: ou banca-se uma campanha cara, ou vai pra casa.
Lula e o PT até poderiam ter-se utilizado deste equivocado procedimento para alcançar o Planalto, desde que usassem esta poderosa ferramenta que é o poder para, definitivamente, mudar a regra deste jogo. Esta seria a Reforma mais importante: Política. Poderia-se ter capitalizado à favor do PT o que hoje é usado para prejudicá-lo. Se no primeiro dia de seu mandato, Lula ao invés de lançar o "Fome Zero" tivesse abrido o jogo e, naquela emoção popular que tomava conta do Brasil, lançado a Reforma Política, certamente este procedimento estaria justificado.
Não deve-se esperar que a oposição ao PT aplauda qualquer atitude positiva deste, muito pelo contrário: a função da oposição é atacar, o PT bem sabe disso. Seria interessante o povo ter consciência para perceber como funciona este jogo, não deixando-se levar por discursos vazios de conteúdo, mas pomposos e emocionados na forma. Desta forma, as CPIs seriam menos palanque e mais Comissões de Inquérito de fato.
O PT fez as escolhas erradas ao utilizar os mesmos procedimentos que aqueles que agora apresentam-se como defensores da moral e da justiça sempre fizeram. Poderia ter utilizado estes procedimentos como meio para atingir o poder e, então, usar este poder como meio para mudar o mundo.
O povo, por mais sofrido que seja, acredita na sinceridade. A decepção que os brasileiros e petistas sentem hoje, certamente é mais por o PT não ter dado um fim ao retrocesso que é o jogo político brasileiro do que por ter se encaixado neste roteiro. E que ninguém se deixe iludir que a oposição de direita, que sempre esteve no poder jogando com maestria este jogo, está "decepcionada" com o PT. Podemos (quase) todos estar decepcionados com tudo isso que aconteceu, mas que ninguém fique com orgulho dos retrógrados que encontram-se na posição de jogadores de pedra, pois até este momento, ninguém fez a pergunta que deveria ser feita:
Alguém aqui já fez Caixa 2? Que jogue então a primeira pedra!

1 comentários:
Perfeito o seu texto!!! Resume com simplicidade e coerência o triste momento vivido hoje.
Nunca acreditei muito na "inocência cega". Nunca acreditei que o PT fosse um partido 100% "limpo". No entanto, sou petista! E o sou por um motivo muito simples: vejo o PT como a melhor opção na hora de votar, e deposito nele minhas fichinhas de esperança.
Todo esse cenário me mostra que os palhaços riem de uma piada mal contada e o público aplaude, para não ficar com cara de "bobo" diante de algo que ainda não entenderam.
Muita coisa já foi provada e infelizmente algumas fichas foram desperdiçadas, no entanto, a esperança prevalece!
Gostaria muuuito que pessoas como VOCÊ estivesse na liderança. Mas teriam que ser pessoas (no plural) para que você não fosse o "bobo da corte", ou um idealista solitário. Me preocupo com você e, conhecendo a sua boa índole, tenho certeza que você encontraria mais inimigos do que amigos no governo. Indo ainda mais longe, não gostaria que algum mal lhe acontecesse. Esse é meu lado egoísta ;-)
Me orgulho da forma como você pensa e age! Me orgulho de você!
Sua admiradora número 1
Dri
Postar um comentário