Quando nos reunimos com um grupo de amigos para jogar um jogo, é fundamental que todos saibamos as suas regras antes de começar a partida. Alguns jogos, como os de "azar", prevêem inclusive blefes, roubos e trapaças durante a partida.
Em países mais amadurecidos, as regras do jogo político não prevêem mentiras, roubos e trapaças como mecanismos para garantir a governabilidade.
Nos países em amadurecimento, como o Brasil, este jogo é desde há muito tempo repleto de blefes, sacanagens e muita robalheira. Esta imagem, para piorar um pouco o quadro, é sistematicamente fixada na mentalidade popular como uma idéia do tipo: "sempre foi assim, logo assim será sempre": uma grande falácia!!!
Não é porque um jogo sempre foi jogado de uma forma que o dono do "tabuleiro" não pode mudar suas regras, desde que combine com todos os jogadores, é claro. Neste caso, o tabuleiro é o governo e seu dono somos todos nós cidadãos.
A democracia representativa, como é a nossa, é um mecanismo que encontraram para diminuir o número de "peões" no tabuleiro, sendo que cada um deles deve representar um número muito maior de cidadãos. Da maneira que está sendo jogado este jogo no Brasil, desde os primórdios da República, os "peões" (ou políticos) são apenas figuras alegóricas, que deveriam representar seus eleitores, mas não há nenhuma "instrução" que os obrigue de fato a fazê-lo. Portanto, nada impede um político de eleger-se e, durante todo o seu mandato, propor e votar leis segundo suas próprias idéias, e não segundo as de seus representados!!!
Este mesmo jogo estabelece que para eleger-se "peão" neste tabuleiro, o político não deve necessariamente ser bem-intencionado e apoiar boas idéias, mas sim trocar votos e favores. É um verdadeiro toma-lá-dá-cá: "eu voto na sua ponte se você votar na minha escola, ele vota no seu aumento-de-salário-dos-servidores-que-o-elegeram se você votar na Medida Provisória tal", e por aí vai.
Reconhecermos como movimentam-se as peças neste jogo é fundamental para podermos discutir se queremos mudá-lo e como fazê-lo. Um povo instruído, culto, discernido, com hábito de leitura e outras maravilhas proporcionadas pelo conhecimento, consegue perceber mais facilmente onde o sistema está falho e como pode mudá-lo, principalmente através do voto.
Um povo sem discernimento, entretanto, infelizmente não é capaz de perceber as sujeiras, generalizando tudo como um grande lamaçal e abrindo mão de participar da mudança de sua realidade. Entrega seu voto para o que tem melhor campanha eleitoral, e não para o que tem melhores idéias e competência para evoluir sua realidade e, inclusive, mudar o jogo sujo que rola por trás das cortinas da política.
Educar uma pessoa é relativamente fácil. Quando falamos de um povo, entretanto, esta missão torna-se um pouco mais difícil mas, nem por isso, impossível. Educação de qualidade é, provavelmente, a melhor maneira de amadurecer politicamente um país. Um povo politizado e consciente pode mudar um país.
O eixo que fez com que esta roda sempre girasse no mesmo sentido é o seguinte:
1) Povo consciente vota melhor;
2) Grande parte dos políticos faz política à moda "antiga", jogando o jogo segundo regras sujas;
3) Para participarem do tabuleiro, que é muito mais antigo do que suas próprias existências, precisam de votos;
4) Para conseguirem os votos necessários, precisam fazer boas campanhas políticas, fartas promessas e distribuir presentinhos em troca de votos (semi-)inconscientes;
5) Uma vez fazendo parte do grande tabuleiro, participam da política do troca-troca, obedecendo os interesses privados que bancaram sua campanha, e não as idéias de seus legítimos eleitores, pois votos são mais fáceis de conseguir do que dinheiro para a campanha ;-)
6) Não criam soluções que de fato melhorem o alcançe e a qualidade da educação de qualidade, pois isso alteraria o ciclo de ignorância que alimenta o status quo;
7) A maior parte do povo é condenada à prisão perpétua da ignorância, submetendo-se de forma inconsciente a eleger como seu representante justamente aquele algoz que pretende mantê-lo encarcerado!
E porque sempre foi assim, continua sendo assim!!!
É preciso, e (nem) todos sabemos disso, mudar o curso deste "pneu" que desce a ladeira da alienação! De alguma forma, aqueles poucos que têm o privilégio e a capacidade de perceberem como as coisas funcionam devem esforçar-se para alterar o status quo.
Caso contrário, estaremos perpetuamente condenados a vivermos em um país regido pela "Lei de Gérson", que é uma epidemia que contamina desde a classe política até o mais ignorante dos brasileiros.
Em países mais amadurecidos, as regras do jogo político não prevêem mentiras, roubos e trapaças como mecanismos para garantir a governabilidade.
Nos países em amadurecimento, como o Brasil, este jogo é desde há muito tempo repleto de blefes, sacanagens e muita robalheira. Esta imagem, para piorar um pouco o quadro, é sistematicamente fixada na mentalidade popular como uma idéia do tipo: "sempre foi assim, logo assim será sempre": uma grande falácia!!!
Não é porque um jogo sempre foi jogado de uma forma que o dono do "tabuleiro" não pode mudar suas regras, desde que combine com todos os jogadores, é claro. Neste caso, o tabuleiro é o governo e seu dono somos todos nós cidadãos.
A democracia representativa, como é a nossa, é um mecanismo que encontraram para diminuir o número de "peões" no tabuleiro, sendo que cada um deles deve representar um número muito maior de cidadãos. Da maneira que está sendo jogado este jogo no Brasil, desde os primórdios da República, os "peões" (ou políticos) são apenas figuras alegóricas, que deveriam representar seus eleitores, mas não há nenhuma "instrução" que os obrigue de fato a fazê-lo. Portanto, nada impede um político de eleger-se e, durante todo o seu mandato, propor e votar leis segundo suas próprias idéias, e não segundo as de seus representados!!!
Este mesmo jogo estabelece que para eleger-se "peão" neste tabuleiro, o político não deve necessariamente ser bem-intencionado e apoiar boas idéias, mas sim trocar votos e favores. É um verdadeiro toma-lá-dá-cá: "eu voto na sua ponte se você votar na minha escola, ele vota no seu aumento-de-salário-dos-servidores-que-o-elegeram se você votar na Medida Provisória tal", e por aí vai.
Reconhecermos como movimentam-se as peças neste jogo é fundamental para podermos discutir se queremos mudá-lo e como fazê-lo. Um povo instruído, culto, discernido, com hábito de leitura e outras maravilhas proporcionadas pelo conhecimento, consegue perceber mais facilmente onde o sistema está falho e como pode mudá-lo, principalmente através do voto.
Um povo sem discernimento, entretanto, infelizmente não é capaz de perceber as sujeiras, generalizando tudo como um grande lamaçal e abrindo mão de participar da mudança de sua realidade. Entrega seu voto para o que tem melhor campanha eleitoral, e não para o que tem melhores idéias e competência para evoluir sua realidade e, inclusive, mudar o jogo sujo que rola por trás das cortinas da política.
Educar uma pessoa é relativamente fácil. Quando falamos de um povo, entretanto, esta missão torna-se um pouco mais difícil mas, nem por isso, impossível. Educação de qualidade é, provavelmente, a melhor maneira de amadurecer politicamente um país. Um povo politizado e consciente pode mudar um país.
O eixo que fez com que esta roda sempre girasse no mesmo sentido é o seguinte:
1) Povo consciente vota melhor;
2) Grande parte dos políticos faz política à moda "antiga", jogando o jogo segundo regras sujas;
3) Para participarem do tabuleiro, que é muito mais antigo do que suas próprias existências, precisam de votos;
4) Para conseguirem os votos necessários, precisam fazer boas campanhas políticas, fartas promessas e distribuir presentinhos em troca de votos (semi-)inconscientes;
5) Uma vez fazendo parte do grande tabuleiro, participam da política do troca-troca, obedecendo os interesses privados que bancaram sua campanha, e não as idéias de seus legítimos eleitores, pois votos são mais fáceis de conseguir do que dinheiro para a campanha ;-)
6) Não criam soluções que de fato melhorem o alcançe e a qualidade da educação de qualidade, pois isso alteraria o ciclo de ignorância que alimenta o status quo;
7) A maior parte do povo é condenada à prisão perpétua da ignorância, submetendo-se de forma inconsciente a eleger como seu representante justamente aquele algoz que pretende mantê-lo encarcerado!
E porque sempre foi assim, continua sendo assim!!!
É preciso, e (nem) todos sabemos disso, mudar o curso deste "pneu" que desce a ladeira da alienação! De alguma forma, aqueles poucos que têm o privilégio e a capacidade de perceberem como as coisas funcionam devem esforçar-se para alterar o status quo.
Caso contrário, estaremos perpetuamente condenados a vivermos em um país regido pela "Lei de Gérson", que é uma epidemia que contamina desde a classe política até o mais ignorante dos brasileiros.

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