A música é arte, cultura e política. Funk é música e, portanto, deve também ser tudo isso. Quem já teve o (des)prazer de ir a um baile funk provavelmente viu, ouviu, dançou ou até mesmo praticou as instruções desta política. Composições que degradam a figura feminina a um simples objeto sexual, enquanto promovem a masculina a grandes-malandrões-safados- comedores-de-putinhas- freqüentadoras-de-bailes-funk. Pode parecer ficção, mas existem mulheres que sujeitam-se a incorporar as personagens ilustradas nas cantigas funkeiras. Vá e veja para crer!!!
Une-se o útil ao agradável: os homens divertem-se com o espetáculo de "sensualidade", danças, poses e insinuações; as mulheres sentem-se livres, independentes, donas de seus próprios narizes e com a nítida sensação da inexistência de qualquer cabresto em suas atitudes e comportamentos: elas podem dançar, exibir-se, seduzir, provocar e até mesmo transar à vontade.
O outro lado da moeda, entretanto, por mais óbvio que pareça para alguns, não é de fácil percepção para outros já incluídos neste "sistema funkeiro". Para que as mulheres encaixem-se perfeitamente na tribo, elas precisam obedecer os mandamentos das músicas e seguir o ritmo da valsa. Se agora é hora de mostrar a xoxotinha, o rabinho, chupar a pirocona ou ficar de quatro, qual é o problema de uma mulher independente, que não precisa obedecer os mandamentos dos pais, pastores, maridos ou namorados, obedecer os mandamentos do funkeiro sobre o palco? A impessoalidade dá esta impressão (ou falsa ilusão) de independência, que é justamente o que não é oferecido neste tipo de evento.
Está para chegar o dia em que o pastor sobre o palco, digo, o funkeiro, irá proclamar que "agora é hora de bombar, se ela tá no baile funk, por bem ou mal ela vai dar!!!", e então teremos manchetes nos telejornais anunciando um estupro em massa, meio que como um linchamento, onde ninguém é culpado de tudo, mas também não é culpado de nada. Ah, e diz-se estupro por partir-se do pressuposto que nem todas as "independentes" desejarão participar do bacanal, ao menos não voluntariamente. Os homens, por outro lado, possivelmente agirão pela conveniência do instinto, principalmente por contarem com os benefícios do anonimato generalizado, típico de um linchamento.
Mas quando o funkeiro, digo, o pastor, pregar que o caminho da salvação (para não ser excluída da tribo) é seguir os mandamentos da oração, digo, da música, então talvez haja um consenso de que a nova "onda de independência" seja não apenas mais um show de exibicionismo degradante, mas sim um espetáculo de putaria aviltante. É só uma questão de tempo... apesar de desejar estar completamente enganado.
Une-se o útil ao agradável: os homens divertem-se com o espetáculo de "sensualidade", danças, poses e insinuações; as mulheres sentem-se livres, independentes, donas de seus próprios narizes e com a nítida sensação da inexistência de qualquer cabresto em suas atitudes e comportamentos: elas podem dançar, exibir-se, seduzir, provocar e até mesmo transar à vontade.
O outro lado da moeda, entretanto, por mais óbvio que pareça para alguns, não é de fácil percepção para outros já incluídos neste "sistema funkeiro". Para que as mulheres encaixem-se perfeitamente na tribo, elas precisam obedecer os mandamentos das músicas e seguir o ritmo da valsa. Se agora é hora de mostrar a xoxotinha, o rabinho, chupar a pirocona ou ficar de quatro, qual é o problema de uma mulher independente, que não precisa obedecer os mandamentos dos pais, pastores, maridos ou namorados, obedecer os mandamentos do funkeiro sobre o palco? A impessoalidade dá esta impressão (ou falsa ilusão) de independência, que é justamente o que não é oferecido neste tipo de evento.
Está para chegar o dia em que o pastor sobre o palco, digo, o funkeiro, irá proclamar que "agora é hora de bombar, se ela tá no baile funk, por bem ou mal ela vai dar!!!", e então teremos manchetes nos telejornais anunciando um estupro em massa, meio que como um linchamento, onde ninguém é culpado de tudo, mas também não é culpado de nada. Ah, e diz-se estupro por partir-se do pressuposto que nem todas as "independentes" desejarão participar do bacanal, ao menos não voluntariamente. Os homens, por outro lado, possivelmente agirão pela conveniência do instinto, principalmente por contarem com os benefícios do anonimato generalizado, típico de um linchamento.
Mas quando o funkeiro, digo, o pastor, pregar que o caminho da salvação (para não ser excluída da tribo) é seguir os mandamentos da oração, digo, da música, então talvez haja um consenso de que a nova "onda de independência" seja não apenas mais um show de exibicionismo degradante, mas sim um espetáculo de putaria aviltante. É só uma questão de tempo... apesar de desejar estar completamente enganado.

2 comentários:
mto bom!
parabens!
nossa que mente! li isso tudo so funkero? so sim e nunka fiiz isso em nenhum baile que eu fui maas daqui a poco tds os funkeros vaum ser VAGABUNDO MACONHERO e etc.. kem nun gosta não critica!!
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